ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
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11/06/2013

FILMAGEM DO DIA A DIA DA ESCOLA… FAKE!

Retirado do blog Diário do Professor.

07 JUN 2013    POSTED BY DECLEV DIB-FERREIRA 



Esta semana esteve na escola uma equipe da rede enganação globo de televisão.

Estavam filmando o “dia a dia” da escola, para mais uma maravilhosa série da emissora sobre educação.

A ideia, segundo eles, seria acompanhar o cotidiano da escola, um trabalho em sala de aula, a reunião de professores, etc.

No dia, estavam filmando uma reunião de professores.

Solicitaram para assinar uma declaração de direitos de imagens e quem não quisesse participar, que saísse.

Saí.

Não vou ficar como fundo de pano para a encenação de uma palhaçada.

Palhaçada porque se querem mesmo captar o dia a dia da escola, que venham ficar aqui dentro no dia a dia, diariamente, cotidianamente. Ao menos por um tempo.

E não por algumas horas encenadas. E não armando um circo para filmar uma cena pré-produzida.

Pois foi isso o que se fez.

Pega-se sempre os “melhores” alunos, arma-se uma turma de mentira, filma-se uma aula que não existe.

Depois, chama um “especialista” para dar seus pitacos sobre como o professor deve se portar, como o professor desperdiça tempo em sala, como o professor deve aproveitar melhor o tempo de reunião e planejamento, como o professor deve se importar com o aprendizado do aluno, blá blá blá!

E, como sempre a globo faz, provavelmente deverá ser o “especialista” que nunca ficou dois dias dando aula numa escola pública de periferia gustavo ioschpe.

Então, eu que não vou ficar de palhaço pro dono do circo jogar ovos podres em mim!

Quer ver o dia a dia da escola?

26/05/2013

COMO VOAR COM AS ASAS CORTADAS?

Retirado do blog Diário do Professor.

25 MAI 2013    POSTED BY LUIZ EDUARDO FARIAS

Uma das coisas que mais me frustram na Educação é a alienação dos próprios profissionais que nela atuam. Nosso discurso quase sempre diverge das práticas cotidianas. No final, reproduzimos uma realidade perversa da escola, a qual falaremos adiante.

Hoje é sábado e ainda agora cheguei de uma Reunião Pedagógica em uma das minhas escolas. Antes da palestra, uma mensagem linda, que gosto muito, aquela famosa do Rubem Alves –  “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.” Em seguida, uma reflexão extremamente proveitosa sobre o que está por trás de uma aula, guiada por uma pedagoga que honra a sua formação, diferente de um monte que nós encontramos por aí (e convenhamos, o inverso também ocorre). A palestra em si demandaria um novo texto, mas não é meu objetivo agora. O que quero resumir é que foram quase 3 horas de um discurso muito voltado para uma escola dinâmica, com professores que servissem de referência para seus alunos, motivados e que motivassem também. Acrescento todas as mais modernas ideias propostas pela Pedagogia, de desenvolvimento das múltiplas capacidades do educando, respeitando seu ritmo e aptidões, sendo o “professor-educador” um facilitador da aprendizagem etc etc etc.

Bacana… se acabasse ali! Como a escola não vive apenas de discursos, as demandas cotidianas vieram à tona no fim da manhã, quando todos já estavam se remexendo na cadeira, em volta aos relógios e celulares, torcendo para que aquele “castigo” (é preciso dizer que estávamos ali em pleno sábado porque fizemos praticamente 1 mês de greve. Por isso, o termo usado pelos professores era exatamente esse) acabasse o mais rápido possível.

Nesse contexto, entra a fala da diretora sobre um simulado (aqui cabe uma explicação importantíssima: trata-se, talvez, de uma das melhores e mais competentes diretoras que já conheci e trabalhei. Não estou fazendo uma crítica pessoal e sim do que o que o “sistema” nos impõe e acabamos engolindo sem criticar. E pior, sem perceber que estamos engolindo algo que não queremos). A indicação da escola era que tal avaliação tivesse o valor de 2,0 ponto, sendo que os professores, querendo ou não, teriam que fornecê-la. Quando eu questionei o valor e sobretudo a intromissão da instituição na liberdade docente de avaliar seus alunos, a resposta foi que se o simulado valer pouco ninguém vai querer dar importância.

Desculpa, leitor, mas o que passou foi apenas uma introdução para o que realmente pretendo tratar neste texto: que escola queremos? Será que aumentar o valor de uma avaliação para que o aluno se interesse mais não é aceitar uma prática mercantil e reforçar esse comportamento que tanto combatemos? Sabemos que o maior interesse dos políticos quando se fala numa valorização da Educação, ressaltando a sua importância para o país, estão se referindo à lógica capitalista, que vê a escola como produtora de mão de obra dócil e acrítica. Quando adotamos essa visão mercadológica (“só faço isso se ganhar aquilo”) e utilizamos um modelo classificatório e mensurador como base para progredir o aluno estamos fazendo o trabalho sujo do capitalismo, modelando os futuros assalariados alienados.

COMO A ESCOLA PODE, HOJE, RESOLVER OS PROBLEMAS CAUSADOS POR ALGUNS ALUNOS?

Retirado do blog Diário do professor.

19 MAI 2013    POSTED BY DECLEV DIB-FERREIRA

Depois do episódio do menino que agrediu a diretora – ao qual já me referi NESTE ARTIGO – levantou-se, em alguns fóruns e aqui mesmo, no Diário, o debate do que se fazer com os alunos “problemáticos”.

Sim, eles existem, independente de suas causas ou de nossas posições políticas e ideológicas, eles existem. Pra mim, muitas vezes são como consequências e vítimas de um sistema perverso; noutras, são fazedores conscientes de suas famas.

Mas, de qualquer forma, como agir com eles?

Eu afirmei, e reafirmo, que as duas posições antagônicas da balança são ineficientes e com consequências graves: tanto o nada fazer e deixar os pequenos delitos sem nenhuma sanção, punição ou consequência, quanto julgar tudo e qualquer ato como crime e passível de expulsão ou cadeia ou caso de polícia.

Algo tem que ser pensado neste meio termo.

E algo também tem que ser pensado e repensado em relação à função da escola e de como ela é equipada  – material e humanamente – para cumprir a sua função, seja ela qual for.

Será que a escola que queremos tem a simples função de não deixar que as crianças e adolescentes fiquem pela rua, tem a obrigação de assistência social, dar comida e “abrigo” temporário, como uma creche ou algo do gênero?

Ou tem a função de, realmente, preparar a pessoa física, emocional, cultural, intelectualmente para sua vida?

Tem que se definir. Mas, seja para o que for, ela não está preparada com o que dão.

Pra começar, a escola carece de parcerias e apoios externos com assistência social, ministério público, conselho tutelar, secretarias de saúde, moradia ou seja lá com quem for. Quando muito, umas visitas esporádicas que quase não servem para nada.

A escola está só, sozinha, somente ela para resolver todas as pendências. Só que, sozinha, ela não tem condições com as condições que lhe dão.

O que dão à escola? Praticamente, professores para lidar, cada um, com 30 ou 40 alunos de uma vez.

ESCOLAS CONGELADAS

Retirado do site do jornal Folha de São Paulo.

ROSELY SAYÃO
Nossas instituições de ensino estão mais interessadas em rankings do que em ideias criativas

Recebi duas mensagens de professores que vão nos ajudar a pensar a respeito do que acontece com as escolas que os mais novos frequentam desde bem cedo. Dois profissionais de educação, distantes entre si em alguns aspectos e muito próximos em outros, vão nos conduzir em nossa conversa de hoje.

A primeira mensagem veio de um jovem professor, tanto de idade quanto de profissão. Formado há poucos anos, ele diz que tem muitas ideias diferentes para sua prática docente e as usa para melhor compreender os alunos que frequentam a escola hoje, mas que se sente muito desestimulado em seu trabalho.

O problema é que os colegas não só não reconhecem o potencial contido nas novas formas de ensinar e de se relacionar com os alunos como também não aceitam mudar seu modo de pensar. Esse jovem professor está com medo. Medo de se transformar em um docente semelhante aos seus colegas e, dessa maneira, perder a paixão pelo ato de ensinar.

A outra carta veio de uma professora já aposentada. Ela contou que, durante os 25 anos em que esteve em sala de aula, trabalhou incansavelmente para que seus alunos entendessem que é preciso cuidar do espaço comum --a sala de aula e os demais ambientes escolares-- porque é o território de todos. Além disso, dedicou grande parte de seu tempo para ensinar a boa convivência.

Ela afirmou ter conseguido bons resultados com os alunos. Mas, contou, por mais que tentasse influenciar seus colegas, nunca alcançava êxito com eles. E ela se cansou tanto que adoeceu.

Dois depoimentos bem semelhantes de dois professores diferentes apontam para uma questão que parece estar invisível há muito tempo: o congelamento da escola. E essa situação tem uma relação íntima com quem não é professor, mas tem filhos na escola, em qualquer nível, e também com quem nem sequer tem filhos.

Temos lido muitas notícias a respeito da educação. É impossível ignorar o que vem sendo insistentemente dito: uma característica importante para se estimular nos alunos é a criatividade do pensamento e da ação.

A aprendizagem ocorre de modo mais consistente no coletivo e em ambiente colaborativo. O ensino da convivência pública e do papel do colega é fundamental --a formação da atitude do estudante determina em grande parte seu aprendizado. E os professores têm mais êxito em seu trabalho quando participam plenamente da equipe no espaço escolar.

Criatividade, coleguismo, cidadania, trabalho em equipe? Certamente todas essas palavras estão presentes nos chamados projetos político-pedagógicos de todas as escolas. Mas, na prática, o que vemos é uma escola que todo dia faz tudo sempre igual, que ignora a participação verdadeira dos alunos, que desestimula a formação da equipe profissional.

Nossas escolas estão muito mais interessadas na competitividade, no planejamento do professor, mesmo que seja burocrático, na massificação, tanto dos docentes quanto dos alunos. E você sabe, caro leitor, por que ela permanece assim congelada? Porque nossa sociedade assim o quer.

Não é verdade que valorizamos o espírito competitivo incentivado nas escolas? Que damos a maior importância aos rankings baseados em avaliações? Que apreciamos nomes imponentes de métodos pedagógicos praticados e que acreditamos que é frequentando escolas que agem dessa maneira que o futuro dos mais novos será melhor?

É assim que garantimos o congelamento da escola. E é assim, também, que vamos, aos poucos, apagando o brilho e a paixão de docentes (existem muitos deles que, como os professores citados, querem fazer diferente).

Eles necessitam de muita coragem para não ceder à tentação de se acomodar no congelamento que a escola propõe e precisam de nossa ajuda. Vamos apoiá-los?

ROSELY SAYÃO é psicóloga

25/05/2013

PROFESSOR VAGABUNDO QUE FAZ GREVE DEVERIA SER DEMITIDO

Retirado do blog do Sakamoto.

Leonardo Sakamoto 23/05/2013 23:54

“Vagabundo que faz greve deveria ser demitido.” Algumas poucas vezes me dou o direito de atualizar e republicar certos textos deste blog. Hoje é o caso. Pois, ouvi no trem, uma senhora reclamando destemperadamente com uma amiga dos professores da rede municipal em São Paulo, que estão em greve desde o dia 03 – da mesma forma que doutos senhores espezinhavam a greve de professores das universidades federais, tomando cafezinho nos Jardins, tempos atrás. Pedem 17% de recomposição inflacionária dos últimos três anos. A prefeitura oferece 10,19% agora e mais 13,43% em 2014. Mas os sindicatos alertam que esses valores seriam relativos a outros acordos firmados em anos anteriores para incorporação de abonos.

Contudo, mais do que discutir se o salário dos professores será suficiente para pagar uma esfiha ou um kibe no Habib’s, o que me interessa neste texto é a forma com a qual vemos suas reivindicações e as descolamos da melhoria da educação como um todo.

Quando escrevi pela primeira vez sobre isso vivíamos a greves dos mestres das universidades federais. E, é claro, essa frase nunca vem sozinha: passeata que atrapalha o trânsito? Cacete neles! Protesto em praça pública? Cacete neles! Onde já se viu? Essas pessoas têm que saber seu lugar.

Sindicatos não são perfeitos, longe disso. Assim como ocorre em outras instituições, possuem atores que resolvem voltar-se para os próprios umbigos e tornar a busca pelo poder e sua manutenção de privilégio mais importante que os objetivos para os quais foram eleitos. Ou seja, tá cheio de sindicalista pelego ou picareta, da mesma forma que empresário corrupto e sonegador. Contudo, graças à organização e pressão dos trabalhadores, importantes conquistas foram obtidas para civilizar minimamente as regras do jogo – não trabalhar até a exaustão, descansar de forma remunerada, ter salários (menos in)justos, garantir proteção contra a exploração infantil. Direitos estes que, mesmo incompletos, são chamados por alguns empregadores de “gargalos do crescimento”.

Leia também:
Para professores de SP, propaganda de Haddad na TV é “enganosa”

É esquizofrênico reclamar que não há no Brasil quantidade suficiente de força de trabalho devidamente preparada para fazer frente às necessidades de inovação e produtividade e, ao mesmo tempo, chutar feito caixa de giz vazia as reivindicações de professores por melhores condições e remuneração. Como acham que o processo de formação ocorre? Por osmose? Cissipartição? Geração espontânea a partir dos argumentos fedidos desse povo?

Incrível como muitos colegas, ao tratarem sobre greve de professores, chamam sempre as mesmas fontes de informação que dizem, sempre, as mesmas coisas: é hora de apertar os cintos, os grevistas só pensam neles, a economia não aguenta, bando de vagabundos, já para a senzala sem jantar, enfim. Não existe imparcialidade jornalística. Qualquer estudante de jornalismo aprende isso nas primeiras aulas. Quando você escolhe um entrevistado e não outro está fazendo uma opção, racional ou não, por isso a importância de ouvir a maior diversidade de fontes possível sobre determinado tema. Fazer uma análise ou uma crítica tomando partido não é o problema, desde que não se engane o leitor, fazendo-o acreditar que aquilo é a única intepretação possível da realidade.

18/11/2012

ENTRE A REPROVAÇÃO E A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA


Retirado do blog Diário do Professor.
por Luiz Eduardo Farias - em 17/11/2012

Com base em estatísticas que demonstram as altas taxas de reprovação dos alunos brasileiros, o MEC, com mais uma proposta de “tapar o sol com a peneira” decidiu recomendar a todas as escolas a aprovação automática nos três primeiros anos do ensino fundamental. Segundo Edna Martins Borges, coordenadora-geral do Ensino Fundamental da secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, “O Conselho espera que o Brasil deixe, daqui a alguns anos, de reprovar em todas as séries do ensino fundamental (…) pois ser reprovada faz com que interrompa o sucesso escolar que poderia ter (…) a reprovação é uma das responsáveis pelo aluno abandonar o colégio”.

Alguns especialistas e uma professora foram consultados, mas nenhum deles foi tão duro quanto deveria ser. Estamos falando em retirar a autoridade do professor de decidir quem está ou não apto a avançar para outra etapa escolar.

Em primeiro lugar, como já pude me posicionar em artigos anteriores, não sou a favor da reprovação. No entanto, aprovar um aluno sem que ele esteja em reais condições de acompanhar a série posterior é mais danoso do que impedi-lo. Vamos falar em realidade? O que ocorre é que, quando se promove a aprovação automática do 1º ao 5º ano, recebe-se alunos analfabetos no 6º ano, apenas transferindo a responsabilidade de ensinar a ler, a escrever, a somar e diminuir ao professor do segundo segmento, que não foi preparado para isso. Quando tal programa é estabelecido em todo o Ensino Fundamental, como fez por um tempo a cidade do Rio de Janeiro, os alunos chegam ao Ensino Médio semi-analfabetos, mais uma vez jogando a responsabilidade para professores que deveriam receber um aluno capaz de interpretar e construir textos, utilizar o pensamento racional e crítico e relacionar o seu aprendizado com o mundo em que vive. Pergunte a qualquer professor de faculdade se a cada ano que passa não fica mais complicado dar aula para universitários completamente mal preparados. A aprovação automática só deixará esta situação ainda mais desastrosa.

Em segundo lugar, mais uma mentira contada pelos defensores desta prática é a de que a reprovação provoca a evasão escolar. Falácia! Quero que me mostre uma pesquisa séria fazendo esta relação. Não existe! Sabe o que acontece? Chega-se a conclusão fantástica de que os alunos que saem da escola, em sua maioria, são repetentes. Pois bem, isso quer dizer obrigatoriamente que eles abandonaram por causa da reprovação? Se fizermos um pouquinho de esforço em tentar outra interpretação veremos que a reprovação é parte do processo de evasão, e não a sua causa. Os alunos que têm mais dificuldade em “passar de ano” e, consequentemente, acabam ficando na lista dos repetentes, são os que não têm uma estrutura familiar propícia para o estudo (têm que ajudar os pais trabalhando, por exemplo) e/ou aqueles que não conseguem achar um sentido em estar na escola (este processo acelera-se na medida em que a nossa sociedade valoriza e dá destaque aos que conseguem sucesso na vida com seus talentos natos – atletas, cantores, modelos etc.). Que aluno se entusiasma em estudar, fazer uma faculdade, tornar-se professor e receber menos do que a sua mãe ganha como diarista?

Na verdade, a reprovação acontece paralelamente ao processo que mencionei acima. Quando o aluno decide (levando em conta o abandono voluntário) sair da escola é porque já está com a cabeça fora dela. Passar de ano ou não é apenas um detalhe. Prove-me do contrário com dados concretos!

18/01/2012

ESSAS CONTAS VALEM UM PROFESSOR???


Essa é antiga e sempre recebo por email. Para quem não conhece vale a pena ler.

Recebí isto de um amigo e professor.
Divulguem!

Pobre país que náo valoriza seus professores!

Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?
Resposta: 200 alunos dia.
Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?
Resposta: 4.400 alunos por mês.

Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles,
resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80
centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários
Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é o faturamento mensal do mesmo professor?
R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº2O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos
mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?
Resposta: aproximadamente 0,27 mensais
(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...

Problema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do
interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e
variáveis :
Sindicato: R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$300,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
Quanto um professor gasta em um mês?
Total das despesas: R$1202,00
Qual o saldo mensal de um professor?
Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:
" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "
Cid Gomes - Governador (_) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR DEVE ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA:
"Cid, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !"

Vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:
"DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!"