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27/02/2013
ESCOLA PRIVADA NÃO É SINÔNIMO DE QUALIDADE, ALERTAM ESPECIALISTAS
Retirado do site Educação UOL.
23 de Fevereiro de 2013•11h25
A diferença no desempenho entre as escolas públicas e privadas está muito mais na bagagem dos alunos do que na qualidade do ensino
O número de matrículas na educação básica no Brasil diminuiu nos últimos 10 anos. Em 2002, eram 54,7 milhões, contra 50,9 milhões em 2011. O ensino privado, por sua vez, seguiu uma lógica contrária e ampliou a quantidade de alunos no mesmo período - as inscrições nessas instituições passaram de 6,8 milhões para 7,9 milhões. Mas, mesmo com o aumento nas turmas, os pais devem estar atentos e serem criteriosos na hora da escolha. A diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, alerta que escola privada não é sinônimo de ensino de qualidade.
Embora uma parcela da população possa ter como lema "se é pago, é bom", Priscila avalia que o conhecimento agregado tanto por instituições públicas quanto por particulares é o mesmo. A diferença está na bagagem cultural e no contexto socioeconômico de cada aluno.
As escolas particulares recebem os melhores alunos, com mais oportunidades
Maria Marcia Malavasi
Professora da Unicamp
A professora de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Maria Marcia Malavasi diz que os frequentadores de uma escola privada geralmente têm mais acesso a livros e programas culturais, como ida a museus, teatros e cinemas. "As escolas particulares recebem os melhores alunos, com mais oportunidades", analisa.
Com isso, eles chegam com um acúmulo de conhecimento superior ao dos alunos de escola pública e, consequentemente, criam um capital cultural maior. Mas isso não significa que a privada seja melhor, pelo contrário. Sem o fator socioeconômico, Priscila afirma que o resultado de ambas seria equivalente, e a transferência de uma escola pública para uma privada é o mesmo que trocar seis por meia dúzia. "Há uma falsa percepção de que escolas particulares são mais eficientes", explica a diretora.
Nem o desempenho inferior das públicas na medição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deve ser encarado como uma informação final e absoluta. No ano passado, a divulgação do Ideb 2011 mostrou que as escolas privadas atingiram índice de 6.5 nos anos iniciais do fundamental, 6.0 nos anos finais e 5.7 no ensino médio, enquanto as públicas ficaram com 4.7, 3.9 e 3.4 respectivamente (segundo as médias de todo o País). Priscila frisa a importância de relativizar o desempenho das instituições.
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06/12/2012
ESCOLAS DE ATÉ R$ 500 SÃO MENOS EQUIPADAS QUE AS DA REDE PÚBLICA
Retirado do site do jornal Folha de SP.
Posted on December 3, 2012
DANIELA ARAI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Escolas particulares na cidade de São Paulo com mensalidade mais em conta, que tiveram uma explosão de matrículas nos últimos anos, são em média menos equipadas que as da rede municipal e têm menos professores com ensino superior e licenciatura, mostram dados do Censo Escolar 2011.
A análise das informações, feita a pedido da Folha pelo pesquisador Thiago Alves, da Universidade Federal de Goiás, mostra que, no ensino fundamental, os colégios que cobram até R$ 500 contam com menos laboratórios de informática, bibliotecas e quadras de esporte que os municipais.
Nessas instituições particulares, 21% dos professores de 1º a 5º ano cursaram somente até o ensino médio. Nas municipais, são 4%.
Cerca de 90% dos docentes dos anos iniciais do fundamental na rede municipal têm curso superior com licenciatura ou equivalente. Na privada, a porcentagem é de 55%.
Um levantamento da Folha em 962 escolas da capital revela que as instituições que cobram mensalidades de até R$ 500 tiveram aumento de 147% no número de matrículas desde 2001 (nas demais particulares, a alta foi de 15%; nas municipais, houve queda de 14%).
A maioria dessas matrículas se concentra nos anos iniciais do fundamental, etapa em que 40% dos alunos pagam menos de R$500.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
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