Retirado do grupo Servidores Municipais do RJ.
Se você não viu na tv pode ver aqui no blog. Depois leia o relato abaixo para comparar com a reportagem do RJTV.
Desabafo da professora Cynthia Vallim:
Esta é a parte da formatura do Autonomia Carioca que vc não viu na TV!
É incrível o que acontece quando falta de respeito, organização e preparo se juntam na mesma hora e local.
Sai da minha casa na expectativa que ontem (18/12) seria um grande dia, emocionante, na minha vida e dos meus alunos. Dois anos das nossas vidas foram empenhados no sentimento de mudança. Imbuídos da metodologia do Projeto Autonomia, trabalhamos, paralelamente ao conteúdo, a importância do respeito ao próximo e aos compromissos, do cumprimento de normas, do bom comportamento, de ser cordial, gentil e muitos outros valores humanos.
Às 7:00 todos estavam na escola e zarpamos para o HSBC Arena animados. Pontualmente estávamos lá e subimos a rampa felizes para procurar o local onde a 3ª CRE ficaria, mas não o encontramos, pois neste ano – na maior formatura do autonomia dentro da rede – não havia indicação de lugares. Tudo bem, escolhemos um bom lugar e nos sentamos para esperar, esperar, esperar.... até que a formatura começasse.
Acomodando os alunos, desci a rampa para levar meu aluno Igor – representante escolhido pela 3ªCRE – até a mesa. Não havia alguém que pudesse me indicar como chegar ao nível zero, onde ficava o palco. Quando enfim consegui a simples informação “pegue o elevador de serviço” fui barrada pelo “supervisor” com um sutil: “-Pode fechar a porta que ela não vai descer”, sem sequer saber o porquê de eu estar querendo pegar aquele elevador.
Quando pude, enfim, explicar porque queria descer, este homem me mandou ir pela rampa, mas... quando cheguei ela, também fui impedida de descer. Não adiantava explicar que aquele aluno era representante da CRE e que eu precisava levá-lo ou fazê-lo chegar ao palco. A ignorância e a rispidez impedia que aqueles compreendessem que eu, responsável por aquele aluno, precisava fazê-lo chegar ao local devido e que era quase impossível, naquele momento, fazer contato com alguém da CRE para se deslocar dos seus afazeres (Detalhe, eu sou uma professora e ele um aluno, e não uma dupla de terroristas querendo invadir o palco e fazer um atentado). Depois de meia hora, MEIA HORA, tentando me fazer entender, pela graça de Deus, encontrei a Sandra Matheus, coordenadora dos Aceleras, a quem pude entregar meu aluno – única pessoa que vi circular pelo evento.
Subi, esbaforida, preocupada em não perder o começo do evento, mas infelizmente ainda tive de esperar mais UMA HORA INTEIRINHA. É... a senhora Secretária de Educação Claudia Costin conseguiu se atrasar em UMA HORA E MEIA para o evento. Depois de passar dois anos advertindo meus alunos que chegavam atrasados sobre a importância de cumprir as regras e da falta de respeito com o próximo que significa se atrasar, 15 minutos que sejam, uma pessoa (que deveria zelar pelos valores da educação) deixa 14.000, isso mesmo CATORZE MIL ALUNOS (números dados por ela própria em seu discurso) esperando.
Além de ter certeza de não ser este um ato de respeito e nem de compromisso, a Sra Secretária sabe que no discurso de 10 entre 10 professores, existe o depoimento de que os alunos do Projeto Autonomia Carioca tiveram instrumentos para controlar a sua agressividade, mas ainda estão em processo de superá-la, e deixar alunos com os seus históricos sentados, trancados num lugar com pouca água, sem comer e proibidos, em alguns instantes, de ir ao banheiro pelos “simpáticos” seguranças, não poderia render bons saldos. E foi o que aconteceu. Brigas (que Costin fez questão de ressaltar em sua fala como se fossem simples atos de vandalismo ou falta de educação) que fizeram com que alguns responsáveis retirassem seus alunos do evento.
Passada a formatura (que durou menos tempo que a demora da Secretária), desci para buscar meu aluno e demorei mais 20 MINUTOS para conseguir que alguém compreendesse que eu não poderia ir embora e largar meu aluno para trás.
Descendo a rampa, pude perceber ainda mais o despreparo dos seguranças da empresa PROSEG no lidar com alunos. Dirigiam-se aos adolescentes com truculência, agressividade, que – se o fizessem com bandidos ou marginais – os direitos humanos iriam cair em cima. Puxavam alunos pela camisa, pelo braço, empurravam, gritavam impropérios, ignorando que estes alunos eram menores, tinham professores responsáveis por eles e que não estavam fazendo nada demais: pulava, cantavam, gritavam, é verdade... coisas típicas de alunos e com as quais lidamos todos os dias nas nossas escolas e tiramos de letra.
Chegando do lado de fora pude perceber o porquê do comportamento dos seguranças. Este era o reflexo do comportamento da própria empresa, uma vez que o Gerente operacional da mesma, Sr Marcos Lobo, chamou um grupo de alunos nossos de ANIMAIS (Vaza daqui seus animais), puxando um aluno pelo braço e empurrando, apenas por que, ao tirarem uma foto, esbarraram numa grade que caiu... E eles voltaram e recolocaram no lugar! Sendo advertido pelos professores, colocou a culpa do comportamento dos seguranças em nós que “não fizeram nada para ajudá-los no controle dos alunos”. É incrível! Meus alunos não brigaram, não jogaram copos, esperaram uma hora e meia quietos, são ofendidos, agredidos e a culpa é minha! Impressionante...
Atitudes como essa de total desrespeito com os alunos e com os professores deveriam ser repudiadas por todos, mas, infelizmente, o que se viu na TV, foi uma belíssima formatura. De fato, nossos alunos estão de parabéns, nossos professores também e, exatamente por isso, deveriam ter sido tratados com mais dignidade e respeito. Nosso projeto, além de fazer um bem enorme na vida dos nossos adolescentes, vai servir para engrossar os números da prefeitura no seu “maravilhoso” projeto de melhoria da educação. De repente, pelo menos por isso, deveriam ter-nos tratado melhor.
ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
Clique aqui para saber mais e participar da mobilização.
Até 16/06/13 já foram 3.080 pessoas assinando.
Mostrando postagens com marcador PROGRAMA AUTONOMIA. Mostrar todas as postagens
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20/12/2012
20/03/2012
SEEDUC PROMOVE CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O PROGRAMA AUTONOMIA
Retirado do site da SEEDUC.
O que falar dessa matéria????
Sugiro seguir o debate na comunidade do Orkut clicando na imagem abaixo.
![]() |
| Professores do Estado do RJ |
19/03/2012 - 16:27h » Gabrielli
Damazio
A capacitação ocorreu em todo o estado do
Rio
Fotos: Cris Torres
Por meio de uma parceria entre
a Secretaria de Estado de Educação e a Fundação Roberto Marinho, cerca de 980
professores participaram, nos dias 13 a 16 de março, do curso de formação para
o Programa Autonomia. Com o objetivo de diminuir a distorção idade-série dos
alunos da rede estadual, o projeto adota a metodologia do Telecurso, no Ensino
Fundamental e no Ensino Médio.
A gerente do programa, Rosana
Mendes, afirmou que o curso tem como iniciativa despertar no professor a função
de mediador na construção do conhecimento do aluno.
- Este
ano é a 4° edição do programa. A formação foi excelente e muito especial, pelo
nível de envolvimento e comprometimento dos professores. Eles têm a
oportunidade de repensar a sua ação como docente -, afirma ela.
A professora de Educação
Física, Marcela Teixeira, participou pela primeira vez da formação e neste ano
dará aulas do programa para alunos do Ensino Fundamental, no Colégio Estadual
Vicente Januzzi, na Barra da Tijuca.
- Achei
a capacitação muito válida. Estou muito mais motivada, porque será um novo
desafio na minha profissão. O método utilizado no Autonomia faz com que o aluno
coloque em prática o que está aprendendo -, disse ela.
Cada Diretoria Regional possui
uma articuladora do programa, tornando-se um elo entre a Gerência do projeto e
a rede estadual. A articuladora da Metropolitana VI, Tânia Bastos garante que,
sem a formação, o professor não se apropria do instrumento pedagógico utilizado
no programa.
- A formação do Autonomia
garante ao professor adquirir a metodologia diferenciada usada em sala de aula,
concluiu.
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PROGRAMA AUTONOMIA,
SEEDUC
11/03/2012
VÍDEO E CARTA DENÚNCIA DE PROFs. DO COLÉGIO PANDIÁ SOBRE O PROGRAMA AUTONOMIA
Contribuição importante dos professores da Colégio Estadual Pandiá Calógeras.
A gravação dos depoimentos foi da Luciana Lima durante a assembleia do dia 28/02/12 e a montagem começou a ser feita por mim alguns dias depois. Assumo o total amadorismo, pois nunca tínhamos feitos isso. Ano passado os vídeos postados no youtube não eram editados.
Topamos o desafio depois de conversar com a Dayse do SEPE São Gonçalo, pois sentimos que esses companheiros tem feito um trabalho importante que precisa ser divulgado.
Para baixar a carta aberta deles em formato PDF clique aqui.
Segue abaixo o texto da carta aberta. Para ampliar clique nas imagens.
Atualmente o site do SEPE Central postou um resumo da luta do coletivo de professores. Segue abaixo o resumo tirado do site do SEPE.
A gravação dos depoimentos foi da Luciana Lima durante a assembleia do dia 28/02/12 e a montagem começou a ser feita por mim alguns dias depois. Assumo o total amadorismo, pois nunca tínhamos feitos isso. Ano passado os vídeos postados no youtube não eram editados.
Topamos o desafio depois de conversar com a Dayse do SEPE São Gonçalo, pois sentimos que esses companheiros tem feito um trabalho importante que precisa ser divulgado.
Para baixar a carta aberta deles em formato PDF clique aqui.
Segue abaixo o texto da carta aberta. Para ampliar clique nas imagens.
Atualmente o site do SEPE Central postou um resumo da luta do coletivo de professores. Segue abaixo o resumo tirado do site do SEPE.
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PROGRAMA AUTONOMIA,
São Gonçalo,
SEEDUC,
SEPE
04/02/2012
NOTA OFICIAL DO SEPE SOBRE O PROJETO AUTONOMIA DA SEEDUC: AUTONOMIA PARA QUEM?
Retirado do site do SEPE.
Projeto da SEEDUC é mais uma demonstração da falta de planejamento e da ausência de compromisso com a qualidade da educação:
Neste início de ano letivo, muitas escolas estaduais estão vivendo um verdadeiro caos. Sem qualquer diálogo com a comunidade escolar, a SEEDUC determinou o fechamento de turmas regulares e a abertura de turmas do Projeto Autonomia que utiliza a metodologia Telecurso da Fundação Roberto Marinho. Como estas telessalas utilizam apenas um professor por turma, o resultado é que vários professores, ao chegarem às suas escolas, simplesmente não têm mais turmas para lecionar e precisam, agora em fevereiro, mudar de escola, dividir seu tempo entre várias unidades, encaixar-se em horários já estabelecidos, etc. Centenas ou até milhares de professores viverão este verdadeiro calvário nas próximas semanas.
O primeiro aspecto que salta aos olhos é a falta de planejamento: as escolas atingidas terminaram o ano de 2011 com uma previsão de quantitativo de turmas regulares e agora em fevereiro essa previsão foi alterada com a diminuição das turmas regulares para criação das turmas de aceleração da autonomia. Professores que chegaram a participar do concurso de remoção e escolheram escolas, definindo horário e local de trabalho para o ano de 2012, agora se vêem sem escola e sem horário, tendo que alterar a vida de suas famílias porque a SEEDUC não se importa em implementar as políticas no tempo adequado para escolas, alunos e professores. Já está tudo organizado? Não importa. O que vale é o que a secretaria manda fazer!
Mais uma vez as decisões foram tomadas sem que a comunidade escolar fosse consultada e repetindo o erro tradicional destas políticas educacionais governamentais: são pedagogias de gabinete feitas sob encomenda para economizar recursos orçamentários educacionais e não para investir na melhoria da qualidade educacional. Também está em jogo a melhoria dos indicadores que compõem o IDEB: ao acelerar a formação destes alunos (que levarão apenas um ano para completar o ensino fundamental e 18 meses para terminar o ensino médio), o “autonomia” diminui a distorção idade-série e a repetência escolar, elevando consequentemente o IDEB. Mas, a que preço?
Aqui aparece o segundo aspecto a ser duramente criticado: mais uma vez, o professor é reduzido a um mero entregador de conhecimentos prontos, um simples mediador “genérico”, como afirma o próprio gerente do projeto na SEEDUC, Antônio Neto: "O diferencial é que cada docente vai orientar e mediar tarefas em diversas áreas do conhecimento, e o aluno terá a chance de participar ativamente".
Este aspecto está no cerne da metodologia do Telecurso. Ao professor, sobra apenas a tarefa de contextualizar o conteúdo e não mais produzir conhecimento. O educador auxilia a tecnologia a ensinar e não o contrário. Veja o que diz o site do projeto Telecurso:"O professor do Telecurso deixa de ser especialista em conteúdos específicos e passa a ser responsável pela contextualização do conteúdo do programa de acordo com a realidade de cada região brasileira".
A política educacional do economista Risolia é assim: para os alunos que enfrentaram as maiores dificuldades em sua trajetória escolar e precisariam de um atendimento de maior qualidade, oferece-se um aprendizado aligeirado e padronizado, travestido de moderno e de qualidade.
Desta forma, a escola vai se tornando cada vez mais fábrica, onde o que importa é o “produto” chegar ao final da linha de produção no tempo previsto.
Todos à Assembléia, dia 11 de fevereiro, 14 horas na ACM. Só a luta pode impedir que tais absurdos continuem!
Projeto da SEEDUC é mais uma demonstração da falta de planejamento e da ausência de compromisso com a qualidade da educação:
Neste início de ano letivo, muitas escolas estaduais estão vivendo um verdadeiro caos. Sem qualquer diálogo com a comunidade escolar, a SEEDUC determinou o fechamento de turmas regulares e a abertura de turmas do Projeto Autonomia que utiliza a metodologia Telecurso da Fundação Roberto Marinho. Como estas telessalas utilizam apenas um professor por turma, o resultado é que vários professores, ao chegarem às suas escolas, simplesmente não têm mais turmas para lecionar e precisam, agora em fevereiro, mudar de escola, dividir seu tempo entre várias unidades, encaixar-se em horários já estabelecidos, etc. Centenas ou até milhares de professores viverão este verdadeiro calvário nas próximas semanas.
O primeiro aspecto que salta aos olhos é a falta de planejamento: as escolas atingidas terminaram o ano de 2011 com uma previsão de quantitativo de turmas regulares e agora em fevereiro essa previsão foi alterada com a diminuição das turmas regulares para criação das turmas de aceleração da autonomia. Professores que chegaram a participar do concurso de remoção e escolheram escolas, definindo horário e local de trabalho para o ano de 2012, agora se vêem sem escola e sem horário, tendo que alterar a vida de suas famílias porque a SEEDUC não se importa em implementar as políticas no tempo adequado para escolas, alunos e professores. Já está tudo organizado? Não importa. O que vale é o que a secretaria manda fazer!
Mais uma vez as decisões foram tomadas sem que a comunidade escolar fosse consultada e repetindo o erro tradicional destas políticas educacionais governamentais: são pedagogias de gabinete feitas sob encomenda para economizar recursos orçamentários educacionais e não para investir na melhoria da qualidade educacional. Também está em jogo a melhoria dos indicadores que compõem o IDEB: ao acelerar a formação destes alunos (que levarão apenas um ano para completar o ensino fundamental e 18 meses para terminar o ensino médio), o “autonomia” diminui a distorção idade-série e a repetência escolar, elevando consequentemente o IDEB. Mas, a que preço?
Aqui aparece o segundo aspecto a ser duramente criticado: mais uma vez, o professor é reduzido a um mero entregador de conhecimentos prontos, um simples mediador “genérico”, como afirma o próprio gerente do projeto na SEEDUC, Antônio Neto: "O diferencial é que cada docente vai orientar e mediar tarefas em diversas áreas do conhecimento, e o aluno terá a chance de participar ativamente".
Este aspecto está no cerne da metodologia do Telecurso. Ao professor, sobra apenas a tarefa de contextualizar o conteúdo e não mais produzir conhecimento. O educador auxilia a tecnologia a ensinar e não o contrário. Veja o que diz o site do projeto Telecurso:"O professor do Telecurso deixa de ser especialista em conteúdos específicos e passa a ser responsável pela contextualização do conteúdo do programa de acordo com a realidade de cada região brasileira".
A política educacional do economista Risolia é assim: para os alunos que enfrentaram as maiores dificuldades em sua trajetória escolar e precisariam de um atendimento de maior qualidade, oferece-se um aprendizado aligeirado e padronizado, travestido de moderno e de qualidade.
Desta forma, a escola vai se tornando cada vez mais fábrica, onde o que importa é o “produto” chegar ao final da linha de produção no tempo previsto.
Todos à Assembléia, dia 11 de fevereiro, 14 horas na ACM. Só a luta pode impedir que tais absurdos continuem!
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