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02/04/2013

OBJETIVO DO MILÊNIO DE UNIVERSALIZAR A EDUCAÇÃO EM 2015 NÃO SERÁ CUMPRIDO


Retirado do site CGC.

São Paulo, 2 de abril de 2013 
Notícias  -  2013-03-28

Cai a ajuda financeira externa para os países pobres matricularem todas as crianças na escola, informa relatório da Unesco
A crise econômica mundial que se arrasta desde 2008 é apontada pela ONU como uma das principais responsáveis pelo descumprimento da meta de universalizar a educação até 2015, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, assinados por 189 países, entre eles o Brasil, em 2000. O relatório Tornar a Educação Acessível até 2015 e no Período Posterior (Making Education for All Affordable by 2015 and Beyond), da Unesco, revela que, nos últimos três anos, aumentou de US$ 16 bilhões anuais para US$ 26 bilhões a necessidade de financiamento para que os países pobres matriculem todas as crianças na escola até 2015.

A Agência Brasil destaca que a Unesco estima que são necessários US$ 53 bilhões anuais para o ensino fundamental, mas apenas a metade disso é investida. Incluindo-se o ensino médio, o financiamento necessário é de US$ 77 bilhões anuais, o que aumenta o déficit de financiamento para US$ 38 bilhões anuais.

A coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, disse à repórter Mariana Tokarnia que a meta da educação não será cumprida, mas que muitas lições foram aprendidas: “Ainda temos muitas crianças fora das escolas, muitos jovens e adultos analfabetos, ambientes escolares inadequados, etc. Mas aprendemos que a formação dos professores é central para o aprendizado e que o nível de conhecimento desses profissionais é fundamental para a qualidade do ensino”.

No último relatório de acompanhamento das metas, de 2012, consta que 112 países teriam que formar mais 5,4 milhões de docentes para o ensino primário, destes, 2 milhões seriam postos adicionais e 3,4 milhões para substituir os aposentados ou que deixam a profissão. Mais de 2 milhões de vagas deficitárias se concentram nos países da Áfria Subsariana.

O Brasil aparece nos relatórios como um país que apresenta avanços no setor educacional, embora ainda enfrente dificuldades. A Unesco propõe que o país aumente as contribuições externas e estipule objetivos mais ambiciosos de investimento nas economias de baixa renda para depois de 2015.

O Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) investem atualmente US$ 163 milhões anuais na educação básica de países com dificuldade de financiamento do setor. A Unesco propõe também que 5% do imposto sobre as transações financeiras internacionais da União Europeia sejam destinados à educação. A medida garantiria US$ 2,4 bilhões. Além disso, o documento sugere que o setor privado poderia aumentar o repasse, uma vez que “a contribuição ao ensino fundamental em países em desenvolvimento continua sendo mínima”.

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