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09/11/2012

EM AUDIÊNCIA SOBRE MARACANÃ, MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA AUTORITARISMO DO GOVERNO


Retirado do site G1.
08 11 12 Jornal da Globo manifestação contra derrubadas no Maracanã
Secretário da Casa Civil se protegeu com guarda-chuva das agressões.
Protesto é contra demolições de escola, museu e centros esportivos.
Isabela Marinho
Do G1 Rio
Régis Fichtner, secretário de estado da Casa Civil,
se protege da chuva de bolinhas de papel (Foto:
Isabela Marinho/G1)

A audiência pública para discutir a concessão do Maracanã, que teve início às18h desta quinta-feira (8), foi marcada  pela presença de manifestantes. Em protesto contra a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do Museu do Índio e dos parques esportivos Júlio Delamare e Célio de Barros, eles atiraram bolas de papel, copos plásticos e fezes no secretário de estado da Casa Civil Régis Fichtner — que se defendeu com um guarda-chuva — e deixaram o local às 19h45, uma hora antes do término, ficando na porta do Galpão da Cidadania, na Zona Portuária, onde foi realizado o encontro.


Alunos e professores da Escola Municipal Friedenreich, ocupantes do prédio que já foi sede do Museu do Índioe atualmente pertence à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atletas dos complexos esportivos e torcedores de clubes cariocas pediram o cancelamento da audiência com gritos de "cancela" e "fora, Cabral".

Mesmo com a manifestação, Fichtner considerou a audiência legítima e disse que a manifestação "foi feita por minorias". "Cancelar a audiência seria um atentado contra a democracia", explicou.

Deputado estadual Paulo Ramos
(Foto: Isabela Marinho/ G1)
O deputado estadual Paulo Ramos discordou e disse que "não houve audiência publica" e que o evento foi uma "farsa armada pelo governador Sérgio Cabral". Segundo o parlamentar, o governo do estado não contava com a presença dos manifestantes e que, em parceria com outros colegas da Alerj, buscará providências judiciais para que a audiência seja cancelada.


O estádio será administrado pela iniciativa privada por 35 anos e pontos polêmicos do projeto inicial ainda estão em análise.  O projeto inicial prevê a demolição do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare para dar lugar a dois estacionamentos. Mas a empresa vencedora da licitação será obrigada a erguer um novo centro esportivo. O local já foi escolhido, fica no bairro do Maracanã, em terreno que pertence ao Exército.

Pela proposta do governo, o concessionário também terá que jogar abaixo mais duas estruturas. O prédio do antigo Museu do Índio, já que a área servirá para tornar mais rápida a saída do público do complexo esportivo. E a escola municipal, considerada a quarta melhor do estado, segundo o Ideb, que fica perto da estátua do Bellini. No espaço serão construídas duas quadras de aquecimento para os atletas.

Nesta quinta foi anunciado que a escola será transferida para o prédio da antiga escola de veterinária do Exército, em São Cristóvão. Segundo a Secretaria municipal de Educação, toda a estrutura pedagógica será mantida.

A audiência foi finalizada às 20h48. O secretario Régis Fischtner a considerou legítima e disse que "a manifestação que ocorreu esta quinta foi feita por minorias, e, que cancelar a audiência seria um atentado contra a democracia".

Em coletiva após a finalização da discussão, ele disse que o edital terá apenas uma alteração no que diz respeito ao complexo penitenciário Evaristo de Moraes, na Quinta da Boa Vista, próximo ao Maracanã. "O presídio será demolido e a contrapartida de quem assumir a concessão será construir outro, com capacidade para 2 mil presos, no Complexo Penitenciário de Gericinó", finalizou o secretário.


Audiência ficou cheia de manifestantes, contrários às demolições (Foto: Reprodução / TV Globo)


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