Retirado do site do Jornal do Brasil.
06/06 às 18h00
Relatório: 98 escolas fecharam; 64% dos colégios não tem laboratório de ciências
Índice de alunos do Ens. Médio do Rio atrasados beira os dos estados do Nordeste
Jornal do Brasil Maria Luisa de Melo
Um relatório da Lei de Responsabilidade Educacional da Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro divulgado esta semana revela que o número de escolas da rede estadual extintas chegou a 98 até o final do ano passado. A informação consta na página número 25 do documento.
Além disso, caiu o número de escolas da rede estadual que possuem bibliotecas, laboratórios de informática e de Ciências, considerados por especialistas, como fundamentais para o desenvolvimento dos alunos dos ensinos Fundamental e Médio.
Ainda de acordo com o documento, das 1354 escolas existentes na rede estadual, 1 mil tem bibliotecas. Outras 354 não possuem. No ano passado, o número era de 1142 escolas com bibiotecas. Outro dado que chama a atenção é a diminuição do número de escolas com laboratórios de informática. Em 2012, o número era de 1264. Este ano, o número é de 1149.
O mesmo aconteceu com os laboratórios de ciências: em um ano, passaram de 675 para 488. Isto é, uma redução de 187 laboratórios deste tipo. Assim, este ano, apenas 36,04% escolas da rede contam com tais laboratórios para ensino de disciplinas como Química e Física.
Com relação a infraestrutura, o único item que apresentou melhora foi a construção de quadras poliesportivas. Em um ano, o número aumentou de 1220 para 1234.
Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Comte Bittencort acredita na melhoria da rede de educação pública do Rio:
"Há equívocos nestas municipalizações e descompartilhamentos por parte do governo estadual. No entanto, os deputados estaduais estão cobrando melhorias. Em reunião, o secretário estadual de Educação prometeu construir dez escolas até o início do ano que vem", pondera.
Alunos atrasados
Uma análise do quadro de comparação da "distorção idade-série" entre estados mostra que o Rio de Janeiro tem um percentual de alunos com idade incompatível com a série que cursa . O Rio tem 43,4% dos alunos com distorções entre idade e série. A taxa remonta Alunos de Ensino Médio fora da série recomendada para a sua idade. Ou seja, estudantes atrasados no colégio:
Rio tem 43,4%, está atrás apenas do Piauí (54,2%), Pernambuco (44,4%), Alagoas (51,3%), Maranhão ( 44,9%), Sergipe (53,8%)e Paraíba (43,6%). Em contrapartida, no último ano, o Rio foi o estado que mais reduziu tal disparidade.
Só 15% dos professores tem pós-graduação:
O percentual de mestres com pós-graduação lato sensu é de apenas 15%. Quando o assunto é mestrado, a taxa despenca para 2,5%. Para Doutorado, o percentual é de apenas 0,5%.
Sobram vagas em duas séries
O primeiro ano do Ensino Médio é o que tem maior número de vagas ociosas, segundo o documento. Seguido pelo 6º ano do Ensino Fundamental (18.492) e pelo Ensino de Jovens e Adultos (18.384).
Seeduc responde:
O relatório entregue aos parlamentares é público e amplamente divulgado pela Secretaria de Estado de Educação, e demonstra transparência por parte da Seeduc. Os números, que são atualizações dos dados da rede estadual de ensino, são reflexos das municipalizações e descompartilhamentos de unidades escolares com as redes municipais, que, em casos como o da cidade do Rio de Janeiro, vêm assumindo os alunos do Ensino Fundamental.
Quando, no relatório, está escrito sala em efetiva utilização, quer dizer que são as onde há alunos. Não quer dizer que o menor número signifique não não haja a sala, mas sim que há sala ociosa e, por isso, a transferência de estudantes que estavam em prédios compartilhados. Por isso, o descompartilhamento. O relatório mostra, ainda, que há 82.576 vagas ociosas. Ou seja, nas escolas e salas de aula da rede estadual, há, ainda, vagas para 82.576 estudantes. Ou seja, não houve fechamento de colégios nem os alunos ficaram sem estudar.
ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
Clique aqui para saber mais e participar da mobilização.
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07/06/2013
25/05/2013
CURRÍCULO: O CASO DO RIO DE JANEIRO (CLAÚDIA COSTIN) FUNDAÇÃO LEMANN
Retirado do canal do youtube da Fundação Lemann.
Enviado em 27/02/2012
Claudia Costin, Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, contou como foi a implementação do novo currículo escolar na rede de ensino e como diretores, professores e especialistas cooperaram para a construção do mesmo.
Acesse mais informações sobre o seminário em http://www.fundacaolemann.org.br/estu...
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23/05/2013
GASTO DE CIDADES EM EDUCAÇÃO SOB 4 VEZES MAIS QUE ARRECADAÇÃO
Retirado do site Educação UOL.
Karina Yamamoto*
Do UOL, em Mata de São João (BA) 21/05/201310h00
Os gastos dos municípios com professores subiram quase quatro vezes mais que a arrecadação com impostos nos últimos 25 anos – o cálculo é do especialista em financiamento da educação Carlos Eduardo Sanches, de Castro (PR).
De 1988 a 2013, o desembolso com contratação de professores aumentou entre 250% e 350%. Enquanto isso, o aumento da arrecadação municipal ficou entre 70% e 90%. A proporção dos gastos sobre as arrecadações fica entre 3,5 e 3,8 vezes.
Com isso, Sanches, que foi secretário municipal de Educação de sua cidade (2005-2011) e presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) entre 2009 e 2011, quer demonstrar por que os municípios precisam de mais recursos. Verbas essas que deveriam vir da União, segundo ele.
Um dos principais fatores no aumento dos gastos é a universalização do ensino fundamental, processo que se intensificou na segunda metade dos anos 1990. A Constituição de 1988 já tornava o ensino se tornou obrigatório entre os 7 e 14 anos. Atualmente, as crianças precisam estar na escola entre os 6 e 14 anos. E, a partir de 2016, a obrigatoriedade será dos 4 aos 17 anos.
O município é o ente da Federação que ficou com essa tarefa. Aos Estados cabe o ensino médio, prioritariamente.
Cerca de 46% das matrículas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental mais ensino médio) estão sob responsabilidade do município, segundo o Censo da Educação Básica de 2012.
União fica com R$ 70
A cada R$ 100 arrecadados, R$ 70 deles ficam com a União e apenas 5% com os municípios. Daí a tese de que o governo federal deveria "colocar a mão no bolso" e a defesa dos 10% do PIB em educação pública. Segundo José Marcelino de Rezende Pinto, é preciso buscar melhor equilíbrio federativo para alcançar qualidade na educação. Rezende Pinto é professor de economia da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.
José Marcelino faz um cálculo de que seria necessário "um esforço significativo de uma ou duas décadas para estabilizar [o percentual de investimento do PIB] em 6% do PIB". Por "esforço significativo", o professor quer dizer 7,21% até 2016 e 10,7% em 2020. Para a realização dos cálculos, o economista considera um patamar mínimo de qualidade definido pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial).
A destinação de 10% do PIB está no PNE (Plano Nacional de Educação) e encontra resistência no Senado. O governo federal recuou na vinculação dos 10% -- agora, a defesa é por recursos do petróleo.
A municipalização é um caminho sem volta. No entanto, Sanches alerta para que os municípios terão problemas em construir bons planos de carreira para os docentes caso o repasse não aumente. Segundo ele, sem aumento do orçamento será impossível cumprir a Lei do Piso, com a aplicação do salarial inicial e da jornada (um terço do tempo do contrato do professor deverá ser dedicado a atividades fora da sala de aula).
*A jornalista viajou ao 14º Fórum da Undime a convite
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28/04/2013
EM 2012, VALOR MINÍMO GASTO POR ALUNO DE ESCOLA PÚBLICA FOI DE r$ 2.021
Retirado do site Educação UOL.
Do UOL, em São Paulo 25/04/2013 15h43
O valor anual mínimo gasto por aluno do ensino básico no ano de 2012 foi R$ 2.020,79, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25). O gasto mínimo por estudante subiu R$ 153,64 em relação à última estimativa divulgada em dezembro de 2012, mas ficou R$ 75,89 abaixo da primeira previsã, definida em dezembro de 2011, foi de R$ 2.096,68.
Em novembro de 2012, o governo diminuiu esse valor para R$ R$ 2.091,37. Em dezembro do mesmo ano, o gasto mínimo sofreu outra queda, chegando aos R$ 1.867,15. O valor final de R$ 2.020,79 foi definido no ajuste anual da distribuição dos recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação) e, segundo o MEC (Ministério da Educação), não será mais alterado.
Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas e as UFs (Unidades Federativas) têm liberdade para investirem valores acima dele. Aquelas que não conseguem atingir este patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb.
Em 2012, segundo a tabela publicada pelo MEC, precisaram de complementação da União os seguintes Estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O total repassado foi de R$ 9,78 bilhões.
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RIO MAIS PERTO DO PADRÃO INTERCIONAL DE ENSINO
Retirado do site do jornal O Dia.
De fato horário integral é bem melhor que as 4h que temos atualmente. Se toda a rede brasileira seguisse o integral poderíamos reduzir a quantidade de dias letivos.
Entretanto não podemos cair na falácia da meritocracia que tantos prejuízos tem trazido. Para entender essa última afirmação clique aqui ou aqui.
27.04.2013 às 23h11
Avaliação de desempenho das turmas de alfabetização do município mostra que estudantes de turno único têm maior aproveitamento em Leitura, Escrita e Matemática
POR PALOMA SAVEDRA
Rio - Mais tempo na sala de aula, dedicação exclusiva do professor e atividades extracurriculares podem ser a fórmula para o sucesso na Educação. No último resultado do Alfabetiza Rio 2012, as escolas de turno único, com sete horas diárias, foram as campeãs no rendimento total, conforme mostrou o ‘Informe do Dia’.
A avaliação mede o desempenho das turmas de 1º ano do Ensino Fundamental — alfabetização — da rede municipal do Rio em Leitura, Escrita e Matemática. Para educadores, o método pedagógico possibilita dar mais atenção às crianças e contornar dificuldades, além de explorar seus potenciais.
Turma 1.103 do Ciep 1º de Maio, comandada por Cacilda (dir.) teve o melhor desempenho. Solange (esq.) explica que professor precisa estar atento | Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia
Para especialista em Educação da Uerj, Bertha do Valle, a medida resgata o modelo proposto em outras décadas e se alinha a parâmetros mundiais: “A carga horária de quatro horas diárias no Brasil é espantosa e está muito abaixo dos padrões mundiais”, declarou a professora. O precursor do ensino integral no Brasil foi o educador Anísio Teixeira, na década de 1920, que deixou seguidores. Um deles, Darcy Ribeiro, foi o ‘pai’ dos Cieps, criados na década de 1980, no governo Leonel Brizola.
Primeiro no ranking entre as de turno único e em terceiro lugar na rede, o Ciep 1º de Maio, em Santa Cruz, é considerado o lar dos alunos do 1º ano, que passam o dia estudando com aulas de artes, inglês e caratê. Além disso, foi a turma 1.103 (em 2012) da escola e comandada pela professora Cacilda Almeida, 53 anos, que teve maior rendimento na rede.
“Criamos um ambiente acolhedor e letrado”, ensina Cacilda, há 13 anos como professora.
“Cada aluno tem seu potencial e dificuldade. O professor tem de estar atento”, explica a mestre Solange Joia, 33. No Ciep Fernando Pessoa — 2º colocado entre as escolas de turno único e 11º no geral —, em Parque Anchieta, os educadores dão ênfase a ouvir os alunos: “Às segundas-feiras tem assembleia com eles”, conta a diretora Nilzilenea Gouveia, 49.
Tecnologia como aliada na sala de aula
Boa parte dos professores valorizam a tecnologia como uma ferramenta fundamental: “Temos material multimídia em sala, com projetor e amplificador. Podemos trabalhar leitura e conhecimento com filmes. Temos salas de informática, leitura, artes e ciências”, disse a professora Aline Regina Alves, 31, que estreou no magistério ano passado: “O projeto ‘alfa e beta’ me ajudou. Ele usa o método fônico, que trabalha o som das letras, além de fantoches e alfabeto móvel, com letrinhas”.
Uma fábrica para construir 220 colégios
Ao todo, são 156 escolas da rede em turno único no Ensino Fundamental, desde o 1º segmento (1º ano ao 5º ano) ao 2º segmento (6º ao 9º). Ano passado, eram 116. Hoje, 17% dos alunos estão no turno único.
A meta é alcançar 35% dos alunos até 2016. Para isso, a prefeitura criou a Fábrica de Escolas, que até 2016 vai construir 220 e adaptar 70 existentes. As primeiras saem em 2014.
“Desde 2009 contratamos 21 mil professores e funcionários. Demos treinamento e estudamos as áreas com maior necessidade”, disse a subsecretária de Educação Helena Boneny.
14/04/2013
ENSINO MÉDIO: A PIOR ETAPA DA EDUCAÇÃO DO BRASIL
Retirado do site IG Educação.
Série especial do iG mostra por que os adolescentes perdem interesse pela escola, acabam desistindo ou não aprendem o que deveriam
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 21/02/2011 07:00
Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana uma série de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.
O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.
Continuação da série:
Por que o adolescente perde o interesse pela escola?
O que significa a má qualidade indicada nos índices?
Falta o mínimo: professores qualificados
Iniciativas que podem mudar este quadro
Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.
“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.
História desfavorável
O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.
Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.
Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.
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17/03/2013
BRASIL TEM 3ª MAIOR TAXA DE EVASÃO ESCOLAR ENTRE 100 PAÍSES, DIZ PNUD
Retirado do site Todos pela educação.
14 de março de 2013
Dados do Pnud mostram que um a cada quatro alunos que inicia o Ensino Fundamental abandona a escola antes de completar a última série
Fonte: UOL Educação
Um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil abandona a escola antes de completar a última série. É o que indica o Relatório de Desenvolvimento 2012, divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Com a taxa de 24,3%, o Brasil tem a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), só atrás da Bósnia Herzegovina (26,8%) e das ilhas de São Cristovam e Névis, no Caribe (26,5%).
Na América Latina, só Guatemala (35,2%) e Nicarágua (51,6%) tem taxas de evasão superiores. Não foi divulgado o índice do Haiti.
No relatório, o organismo da ONU sugere que o país adote "políticas educacionais ambiciosas" para mudar essa situação, por causa do envelhecimento da população brasileira, que deve se intensificar nas próximas décadas e reduzir o percentual de trabalhadores ativos.
O documento divulgado nesta quinta-feira (14) mostra que apesar de ter avançado nas últimas duas décadas, o Brasil ainda tem um IDH menor que a média dos países da América Latina e Caribe. O país está na posição 85ª do ranking, que leva em conta a expectativa de vida, o acesso ao conhecimento e a renda per capita.
Anos de estudo
O relatório do Pnud também revelou que o Brasil tem a menor média de anos de estudo entre os países da América do Sul. Segundo dados de 2010, a escolaridade média do brasileiro era de 7,2 anos – mesma taxa do Suriname – enquanto são esperados 14,2 anos. No continente, quem lidera esse índice é o Chile, com 9,7 anos de estudo por habitante, seguido da Argentina, com 9,3 anos, e da Bolívia, com 9,2 anos.
Os dados de escolaridade são contestados pelo Ministério da Educação. Por meio de nota, o Inep (Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) afirmou que o censo do IBGE (Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2011 aponta uma escolaridade média de 7,4 anos por habitante, o que deixaria o país à frente da Colômbia e do Suriname.
O instituto alega que o Pnud desconsidera 4,56 milhões de crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola e em classes de alfabetização, o que elevaria a expectativa de anos estudados no país para 16,7.
ONU sugere que Brasil adote "políticas educacionais ambiciosas"
O Relatório de Desenvolvimento 2012, divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), aponta que o Brasil deve investir em "políticas educacionais ambiciosas" para mudar sua demografia.
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10/03/2013
BRASIL TEM 3,6 MILHÕES DE CRIANÇAS E JOVENS FORA DA ESCOLA
Retirado do site Agência Brasil.
06/03/2013 - 12h49 - Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Brasília – No Brasil, 3,6 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estão fora da escola. A maioria (2 milhões) tem entre 15 e 17 anos e deveria estar cursando o ensino médio. O déficit também é grande entre aqueles com idade entre 4 e 5 anos (1 milhão), que deveriam estar na educação infantil.
Os dados foram divulgados hoje (6) no relatório De Olho nas Metas, do movimento Todos pela Educação (TPE)*. A entidade estabelece que até 2022, 98% ou mais dos jovens e crianças entre 4 e 17 anos estejam matriculados e frequentando a escola.
Para que essa meta seja cumprida, seria necessário que em 2011, ano referente ao levantamento, 94,1% dos brasileiros dentro da faixa etária estivessem na escola. O número atual corresponde a 92%. Em relação aos que ficam de fora, em números absolutos, o estudo os compara a toda a população uruguaia (cerca de 3,4 milhões de pessoas).
De acordo com o relatório, houve melhora no índice, mas ele ainda é insuficiente. Alguns estados como Acre, Amazonas e Rondônia com índices pouco acima dos 70% em 2000, conseguiram espaço em uma década e tiveram as maiores taxas de crescimento de matrículas. Em 2011, o Acre apresenta 88,9% dos jovens e crianças matriculados, o Amazonas, 88,7% e Rondônia, 86,3%.
Esses estados e mais o Amapá, no entanto, ainda apresentam, em termos percentuais, os maiores índices de pessoas nessa faixa etária fora da escola, de 11% a 13% da população de 4 a 17 anos. Em números absolutos, o estado mais rico, São Paulo, é o onde existe o maior número de jovens e crianças fora das salas de aula: 575 mil alunos, o que corresponde a 6,6%. Minas vem em segundo lugar, com 367 mil alunos (8,3%).
As maiores defasagens encontram-se na "entrada", na pré-escola, e na "saída", no ensino médio, do sistema educacional. "A expansão na oferta de vagas na educação básica, ocorrida nos últimos anos do século 20 e início do 21, concentrou-se principalmente no ensino fundamental. Nas pontas, ou seja, na educação infantil e no ensino médio, houve pouco avanço", diz o texto. Na pré-escola, "a cada cinco crianças brasileiras entre 4 e 5 anos de idade, uma não encontra vaga. O país precisaria criar 1.050.560 vagas para atender todas as crianças nessa faixa etária".
"A educação infantil passará a ser obrigatória a partir de 2016 e será o desafio dos próximos gestores municipais. Os dados não chegam a ser alarmantes, mas são preocupantes, existe 1 milhão de crianças para ser incluído no sistema de ensino em quatro anos", diz a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.
No ensino médio, a taxa de evasão de 2010 foi 10,3%, maior que as dos anos iniciais (1,8%) e finais (4,7%) do ensino fundamental. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), citados no relatório, 40,3% dos jovens evadidos deixam o sistema alegando falta de interesse. O mesmo estudo mostra que parte considerável dos jovens entre 15 e 17 anos ainda não chegou no ensino médio, 31,6% estão no ensino fundamental.
Segundo dados da Pesquisa Mensal de Empregos (PME), em artigo no relatório houve, de 2004 a 2012, um avanço de 169% na frequência de cursos de natureza profissionalizante por estudantes nessa faixa etária, o que leva a crer que alguns desses jovens deixam a escola para se inserir no mercado de trabalho.
Hoje às 16h, Priscila Cruz e Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional da Educação (CNE) e do TPE participam de debate pelo portal da EBC.
*Fundado em 2006, o Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil brasileira que tem a missão de contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens o direito a educação básica de qualidade.
Edição: Tereza Barbosa
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07/03/2013
NO RIO, MAIS DE 80% DOS ALUNOS TÊM NÍVEL INSATISFATÓRIO EM MATEMÁTICA
Retirado do site do jornal O Globo.
Acesso à escola é melhor que a média nacional, mas abaixo da meta
6/03/13 - 12h00
SÃO PAULO - O estado do Rio também ficou abaixo das metas na maior parte dos indicadores incluídos na quinta edição do relatório “De Olho nas Metas”, do Movimento Todos pela Educação. Apenas 16,6% dos alunos do 3º ano do ensino médio tiveram desempenho adequado em matemática em 2011. O índice é superior à média nacional, de 10,3%, mas abaixo da meta para o estado, que era de 20,4%. Ainda assim, apresentou o melhor resultado entre os estados brasileiros. Já em língua portuguesa, esse alunos conseguiram superar a meta de 32,5%, pois 38,1% atingiram as expectativas de aprendizagem.
VEJA TAMBÉM
Em relação ao 9º ano do ensino fundamental, as metas não foram alcançadas. Só 23,4% dos alunos do 9º ano tiveram desempenho adequado em matemática, contra uma expectativa de que 27,4%. Em português, foram 33,8% com notas adequadas contra 36,4% da meta.
No 5º ano do ensino fundamental, a situação foi melhor: 48,7% apresentaram aprendizado adequado em português, índice próximo à meta de 49,1%, e 45% estavam com nível esperado em matemática, acima da expectativa de 40,1%.
O acesso à escola no Rio é melhor que a média nacional: 94% ante 92%. Mas o percentual ficou abaixo da meta de 95,5%. Já a conclusão das séries na idade correta não têm seguido as expectativas e estão abaixo da média nacional. Em 2011, 63,9% dos estudantes de 16 anos do Rio tinham concluído o ensino fundamental - o índice no país era de 64,9% e a meta para o estado de 75%. E apenas 50,3% dos alunos de 19 anos haviam concluído o ensino médio, contra uma média nacional de 51,1% e uma meta para o estado de 58,6%.
No ensino médio, só 1 em cada 10 tem nível adequado em matemática
Dos seis indicadores que medem padrão de aprendizagem apenas um alcançou a meta estabelecida pelo Movimento Todos pela Educação
Língua portuguesa também não atinge qualidade esperada
Três milhões de crianças e jovens, de 4 a 17 anos, ainda estão fora da escola no Brasil
6/03/13 - 11h45
SÃO PAULO - A matemática é, literalmente, um problema na vida da maioria dos estudantes que concluem a vida escolar no Brasil. Apenas um em cada dez alunos do 3º ano do ensino médio, ou seja, o último antes do ingresso na universidade, teve desempenho adequado na disciplina, considerando dados de 2011. Relatório do Movimento Todos pela Educação (veja o gráfico), divulgado nesta quarta-feira (6), revela que o percentual de 10,3% não só ficou muito abaixo da meta de 19,6% como piorou em relação aos 11% alcançados em 2009. A situação no 9º ano do ensino fundamental também é desanimadora: apenas 16,9% dos estudantes apresentaram nível de aprendizagem adequado em matemática, bem menos do que os 25,4% esperados.
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28/02/2013
ESCOLAS DE SP VOLTARÃO A REPROVAR NO 3º ANO DO FUNDAMENTAL
Retirado do site R7.
26/02/2013 às 11h09
Alterações representam projetos desenhados pelo MEC
Do Estadão - Eduardo Enomoto/R7
Com mudança, alunos poderão ser retidos no 3º ano na capital paulista
A Prefeitura de São Paulo vai promover mudanças nas diretrizes curriculares dos anos iniciais do ensino fundamental das escolas da capital. A partir do ano que vem, a rede terá o ciclo de alfabetização, que envolve os três primeiros anos - dessa forma, os alunos poderão ser retidos no 3º ano, e não somente no 5.º, como ocorre hoje. As alterações vão representar a chegada à cidade dos projetos educacionais desenhados pelo MEC (Ministério da Educação).
As orientações curriculares vigentes na rede municipal (desde 2008 a Prefeitura conta com um currículo próprio) serão substituídas pelos Direitos de Aprendizagem, documento organizado pelo atual secretário municipal de Educação, César Callegari, enquanto ocupava a secretaria de Educação Básica do MEC.
— É um avanço em relação à proposta dominante na cidade, que se concentrou na metodologia chamada Ler e Escrever, muito concentrada nessas habilidades. O programa agora tem dimensão maior. Além dessas habilidades, há a preocupação de que entendam o que estão lendo. É muito ligado à concepção de letramento. Passa por outros conhecimentos.
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SP
28/01/2013
ENTENDA O QUE É O PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA
Retirado do site Portal Aprendiz.
Clipping - 24/01/13
Por Luana Costa, do Blog Educação
O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC foi implementado no início desse ano. Para garantir a alfabetização de todas as crianças até os oito anos de idade, o governo federal aportará incentivos financeiros e assistência técnica e pedagógica, visando formar 360 mil professores alfabetizadores até 2015. “A iniciativa do Ministério da Educação partiu dos dados levantados pelo Censo 2010. Ao todo, são 15,2% as crianças brasileiras em idade escolar que não sabem ler, nem escrever”, explicou a professora da Secretaria de Educação Básica – SEB/MEC, Clélia Mara dos Santos, durante o IV Encontro Nacional de Lideranças da Mobilização Social pela Educação.
O objetivo do MEC, segundo Santos, é que 100% das crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas. “E não estamos falando de apenas saber ler e escrever, mas também de saber interpretar textos e fazer contas”, afirmou. “Para isso, o trabalho irá além do governo. É preciso criar um pacto entre sociedade, família, escola e governantes.”
Mais de 5.300 municípios brasileiros aderiram ao PNAIC. Já em dezembro do ano passado, uma parte destas cidades começaram as ações do pacto. “A ideia é que os estados brasileiros deem o apoio necessário aos seus municípios, especialmente os que têm mais dificuldade”, disse.
Eixos de atuação
A primeira ação do PNAIC é a formação continuada de professores alfabetizadores e de orientadores de estudo. O MEC dará um curso presencial de dois anos para professores alfabetizadores, com carga horária de 120 horas por ano, baseado no Programa Pró-Letramento. Os encontros com os educadores serão conduzidos pelos orientadores de estudo.
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23/12/2012
MENOS MATRÍCULA NA REDE MUNICIPAL NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS
Retirado do site do jornal O Dia.
Informe do 22.12.2012
Dia: Menos matrículas - POR FERNANDO MOLICA
Rio - O Instituto Pereira Passos, que é da prefeitura, resolveu investigar a diminuição nas matrículas em escolas da rede municipal. Descobriu, com base nos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que o fenômeno tem a ver com o envelhecimento da população.
Em 2001, 603.845 crianças estavam matriculados no Ensino Fundamental; em 2012, o número caiu para 523.565, uma redução de 13,2%. Na Pré-escola, a queda, no período, foi de 4%: 74.705 estudantes para 71.402.
Redução
Os dados do IBGE ajudam a comprovar a análise. Entre 2000 e 2010, houve, na cidade do Rio de Janeiro, uma redução de 16% de crianças de 4 e 5 anos. Na faixa etária entre zero e 3 anos, a queda chegou a 19%.
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18/11/2012
COMO UMA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO COM DÍVIDAS NO MEC PODE ASSUMIR PASTA NO MEC???
É tão estranho ler notícias que uma secretária
de educação que não presta contas sobre a verba federal do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Ministério da Educação está sendo
cotada (com elogios) para ocupar a secretária da educação básica no governo
federal.
O
Brasil tem dessas coisas esquisitas.
Ainda dizem que são os professores que devem mostrar eficiência e capacidade.
Para
que não digam que estou exagerando é só acessar o site do Sistema de
Informações Sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE) (clicando aqui) e ver que de 2006 a
2010 a
prefeitura do RJ foi a única que não apresentou balanço em todo Estado do Rio de Janeiro.
O
que será que a secretária Cláudia Costin pode ensinar ao MEC? Convênios
com fundações, gastos falaciosos com "material didático" em forma de
apostila, manutenção da aprovação automática nas três primeiros anos de ensino,
gratificação anual, etc... sinceramente não sei.
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Se tiver com preguiça ou a internet for lenta poder ver as imagens abaixo.
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18/10/2012
METADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA NÃO TEM O ENSINO FUNDAMENTAL, APONTA IBGE
Retirado do site G1.
Índice de 50,8% representa queda em relação ao último Censo, de 2000.
Estudo também revela que mulheres mais instruídas têm filhos mais tarde.
Um pouco mais da metade (50,8%) dos chefes de família no Brasil não tem instrução ou possui somente o ensino fundamental incompleto. O dado faz parte do Censo Demográfico 2010, divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice de 50,8% é equivalente a 45.982.185 pessoas. Houve uma melhora geral do nível de escolaridade deste público em relação ao Censo de 2000. Nesta ocasião, o índice de chefes de família sem instrução era de 66,1%.
Apenas 10% dos chefes de família possuem ensino superior; 23,4% têm ensino médio e superior incompleto; e 15,5% têm ensino fundamental completo ou médio incompleto.
| O grau de instrução dos chefes de família | ||
|---|---|---|
| 2000 | 2010 | |
| Sem instrução e fundamental incompleto | 66,1% | 50,8% |
| Fundamental completo e médio incompleto | 12,9% | 15,5% |
| Ensino médio e superior incompleto | 14,7% | 23,4% |
| Superior | 6,3% | 10% |
| Fonte: IBGE/Censo Demográfico 2000 e 2010 | ||
Perfil dos chefes
Entre os responsáveis por suas famílias, 56,8% estava incluída na faixa etária entre 30 e 54 anos. Na distribuição por cor, 48,6% das pessoas se declararam de cor branca; 41% de cor parda e 8,9% de cor preta.
Entre os responsáveis por suas famílias, 56,8% estava incluída na faixa etária entre 30 e 54 anos. Na distribuição por cor, 48,6% das pessoas se declararam de cor branca; 41% de cor parda e 8,9% de cor preta.
saiba mais
- Nº de estrangeiros que moram no Brasil cai 15,4% em 10 anos, diz IBGE
- Famílias chefiadas por mulheres são 37,3% do total no país, aponta IBGE
- Apenas 52,5% das moradias do Brasil têm condições adequadas, diz IBGE
- Mais da metade de casais do mesmo sexo vivem no Sudeste, afirma IBGE
- Homem solteiro é maioria entre os que moram sozinhos, diz IBGE
- Taxa de fecundidade é menor entre mais jovens e instruídas, diz IBGE
- Mais de um terço de uniões no país é consensual sem casamento, diz IBGE
- 14,5% dos brasileiros moram fora do estado em que nasceram, diz IBGE
Nesses dez anos, houve um aumento de famílias tendo a mulher como responsável (de 22,2% para 37,3%), inclusive em presença de cônjuge (de 19,5% para 46,4%), contra o decréscimo de 77,8% para 62,7% no caso de homem responsável. Também houve queda no percentual de homens responsáveis em domicílios com presença de cônjuge, de 95,3% para 92,2%.
Segundo o IBGE, os motivos podem ser creditados a uma mudança de valores relativas ao papel da mulher na sociedade e a fatores como o ingresso maciço no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade em nível superior, combinados com a redução da fecundidade.
Instrução x filhos
Entre as mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto, a taxa de fecundidade chega a 3,00 filhos por mulher, enquanto que, entre as mulheres com ensino superior completo, a taxa é de 1,14 filho. A maior taxa de fecundidade no grupo de mulheres sem instrução e fundamental incompleto foi observada na região Norte (3,67); a menor taxa para as mulheres com ensino superior completo foi observada no Sudeste (1,10).
Entre as mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto, a taxa de fecundidade chega a 3,00 filhos por mulher, enquanto que, entre as mulheres com ensino superior completo, a taxa é de 1,14 filho. A maior taxa de fecundidade no grupo de mulheres sem instrução e fundamental incompleto foi observada na região Norte (3,67); a menor taxa para as mulheres com ensino superior completo foi observada no Sudeste (1,10).
O censo mostra que quanto mais alto o nível de instrução da mulher, mais tardio se torna o padrão etário da fecundidade. Das mulheres sem instrução e com ensino fundamental completo, a maior contribuição da fecundidade vem do grupo de mulheres com idades entre 20 e 24 anos. O grupo de médio completo e superior incompleto mostra um comportamento do padrão da fecundidade mais dilatado, com concentração no grupo de 25 a 29 anos, enquanto no grupo de mulheres com ensino superior completo a maior contribuição da fecundidade vem daquelas com idades entre 30 e 34 anos, que concentram 1/3 da sua fecundidade total neste grupo.
As mulheres com ensino superior completo têm seus filhos, em média, 5,5 anos depois do que as sem instrução e com ensino fundamental incompleto, 30,9 contra 25,4 anos.
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10/10/2012
ANÁLISE: BAIXO SALÁRIO DE DESPRETÍGIO DA PROFISSÃO AFASTAM JOVENS
Retirado do site Folha online.
06/10/2012 - 03h00
LUCIANA FRANÇA LEME - ESPECIAL PARA A FOLHA
Os alunos que cursam licenciatura em física e em matemática na USP, quando comparados a outros graduandos dessa mesma universidade, estão entre os que acertam menos pontos no exame da Fuvest.
Lecionar é só 4ª razão para escolha do curso de licenciatura
Eles são mais velhos, estão nas faixas de nível socioeconômico mais baixas, são trabalhadores. A situação é similar à dos outros cursos de licenciatura no país.
Para os alunos da USP, a licenciatura é uma das poucas alternativas possíveis para ingresso nessa universidade (e ter um diploma diferenciado) ou acessar a pós-graduação.
Ser professor não é por eles apontado como a principal razão para escolha do curso.
A maioria dos jovens que estão em vantagem socioeconômica e de fato podem fazer escolha profissional (porque acertam mais pontos no vestibular, porque podem se preparar para a prova, porque podem cursar integralmente a graduação) dificilmente opta por cursos de formação de professores da educação básica.
Isso indica que a carreira docente não está valorizada.
Um dado interessante do estudo é que, no caso da medicina (alunos que teoricamente poderiam optar por qualquer outro curso), cerca de 15% dos ingressantes já pensaram em ser professor.
Mas alegaram que baixo salário, prestígio e condições da escola foram fatores que influenciaram a não escolha.
Uma das conclusões de tudo isso é que é necessário pensar formas de tornar o magistério para a educação básica mais atraente para os jovens.
Algumas opções para isso são a adoção de bolsa de estudo para os cursos de formação de professores (que pode fazer o jovem ficar na área e não seguir outra profissão, tal como faziam antigamente os Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério) e oferecer um ensino forte (que desperte a vontade de ser professor).
Além disso, durante o curso e principalmente após a formação, eles precisam ver que vale a pena ser professor.
Mas, enquanto as condições de trabalho forem ruins, os salários forem os mais baixos das profissões que exigem ensino superior e a carreira cuja ascensão social significa sair da profissão (para ser diretor, por exemplo), outras áreas continuarão a ser mais interessantes aos jovens.
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MUNDO PRECISA DE MAIS 1,7 MILHÃO DE PROFESSORES, DIZ ONU
Retirado do site Notícias Terra.
06 de outubro de 2012 • 09h35
São necessários mais 1,7 milhão de professores para atingir a educação primária universal até 2015, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidos pelos países signatários da ONU há 12 anos. O alerta foi feito na sexta-feira por várias agências das Nações Unidas, como Unesco, Unicef e Pnud, a fim de marcar o Dia Mundial dos Professores.
O documento defende o treinamento adequado de professores e à garantia dos direitos dos docentes, incluindo salários justos e a valorização da igualdade e da autonomia profissional.
Em entrevista à Rádio ONU, o brasileiro Alexandre Lopes, eleito em 2012 o melhor professor do estado da Flórida, nos Estados Unidos, explicou a prioridade dele enquanto docente.
"Eu acredito que a educação é a solução de qualquer problema. Quando uma pessoa decide que vai tornar-se um professor, querendo ou não essa pessoa torna-se altruísta. O foco não está mais nessa pessoa, o foco passa a estar nos alunos. O meu dever é para com os meus alunos, antes de ser para comigo mesmo", destacou o professor.
A Unesco ressalta que não pode haver ensino de qualidade sem docentes competentes e motivados. Para marcar a data, a agência da ONU lançou uma estratégia para 2012-2015, que busca diminuir a falta de professores (sobretudo na África Subsaariana), melhorar a qualidade do ensino e promover debates globais sobre educação.
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27/09/2012
HOMENS NA EDUCAÇÃO
Retirado do site da Revista Educação.
Setembro/2012
Capa/Homens na educação | Edição 185Fora do lugar?Minoria em todos os níveis de ensino, os homens tentam ganhar espaço num ambiente historicamente dominado pelas mulheres e levantam questões como preconceito, desvalorização do trabalho docente e construções sociais que envolvem toda a comunidade escolar
Camila Ploennes| Cesar Doro sempre gostou de trabalhar com crianças. Hoje é diretor do Departamento de Educação de Mogi Mirim (SP) |
Na educação infantil, os relatos são de discriminação, questionamento à sexualidade e desconfiança quanto à competência profissional. No ensino fundamental, o processo de alfabetização gera apreensão nos próprios professores homens, ainda inseguros em relação às suas habilidades. Em qualquer etapa, o que está em jogo é a representação do próprio magistério e das relações de poder: os homens, normalmente, ainda assumem funções como ser um coordenador, diretor, ou funcionário direto da administração da rede de ensino.
Disparidades De acordo com o Censo Escolar 2011, os professores somam 395.228 em todos os ciclos da Educação Básica, o que corresponde a 19,32% em um universo de mais de 2,045 milhões de profissionais, enquanto as professoras são a esmagadora maioria de mais de 1,65 milhão. Por serem minoria, docentes do sexo masculino acabam sendo considerados socialmente "fora do lugar", como destacam pesquisadores desse fenômeno de gênero.
A maior disparidade da presença masculina na escola é percebida na educação infantil. Somente 2,9% dos docentes que trabalham nessa etapa de ensino são do sexo masculino. Ou seja, somam 11.897 de um total de 408.739 docentes. Não muito diferente de 2007, quando entre 336.186 profissionais, os homens eram um grupo um pouco menor em números absolutos (11.415) e um pouco maior em termos porcentuais (3,4%).
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18/09/2012
UM QUINTO DOS JOVENS NEM ESTUDA, NEM TRABALHA, NEM BUSCA EMPREGO
Retirado do site o jornal O Globo.
São 5,3 milhões os brasileiros entre 18 e 25 anos que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho, quase a população da Dinamarca
FABIANA RIBEIRO
15/09/12 - 19h11
Letícia Protásio: “Sei que agora vou ter que ficar em casa, cuidando do meu filho. Talvez por um, dois anos”
GUSTAVO STEPHAN / O GLOBO
RIO e SÃO PAULO — Para Letícia Protásio, “os dias passam devagar”. “Sobra tempo para ver as coisas do bebê”. Sobra tempo porque a jovem de 20 anos não está estudando, tampouco trabalha, e muito menos procura emprego (“Quem vai empregar uma grávida?”). Ela é um dos 5,3 milhões de jovens, entre 18 e 25 anos, que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho — quase a população da Dinamarca. Um problema que atinge um em cada cinco jovens (ou 19,5% dos 27,3 milhões de pessoas dessa faixa etária), aponta o estudo exclusivo “Juventude, desigualdades e o futuro do Rio de Janeiro”, coordenado pelo professor Adalberto Cardoso, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele teve por base microdados do Censo Demográfico de 2010, do IBGE.
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As razões que levaram Letícia a interromper os estudos e largar o emprego passam pela maternidade — um dos principais motivos para as mulheres abandonarem os estudos e adiarem a entrada no mercado de trabalho. Pelos dados do especialista do Iesp, o número de moças que fica em casa é quase o dobro do dos rapazes: respectivamente, 3,5 milhões e 1,8 milhão. Mas a maternidade não é a única explicação. O forte desalento, segundo Cardoso, ajuda a entender os números alarmantes. Que ficam mais graves quando se leva em conta que, em 2010, ano do Censo, a economia brasileira cresceu 7,5%.
— Esses jovens que ficam fora têm qualificação muito ruim. Tão ruim que, ao abandonarem a escola, o mercado de trabalho, mesmo em plena atividade, não os absorve. Resultado: eles desistem, e são os pobres os mais afetados — disse Cardoso, acrescentando que esse fenômeno é muito urbano. — Entram nesses números os jovens que foram puxados para a criminalidade.
Na parcela mais pobre da população brasileira, com renda per capita de até R$ 77,75, quase metade (ou 46,2%) dos jovens estava fora da escola e do mercado de trabalho.
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