ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
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16/06/2013

A FORÇA DOS ACONTECIMENTOS

Retirado do site O Povo.
Um relato muito interessantes sobre os acontecimento em Fortaleza.

Fábio Campos 16/06/2013
"Sem UNE, sem esquerda e sem os gabinetes de políticos, o movimento abrigou milhares de adesões espontâneas"

Milhares de pessoas nas ruas de Fortaleza movidas por uma única pauta: a insegurança pública. Sem UNE, sem CUT, sem a esquerda e sem os gabinetes de políticos, o movimento abrigou milhares de adesões espontâneas. Um ato civil, pacífico e ordeiro. A mais pura manifestação da cidadania cobrando o que lhe é de direito.

Nascido do incômodo de muitos, o ato germinou e cresceu divorciado da política tradicional. O movimento não tinha pais (porém, tinha mães). Tal característica deixou a esquerda desnorteada e a direita irresoluta. Ou vice-versa, como queiram. 

Abrigo de nove entre dez partidos políticos, o poder trocou os pés pelas mãos, balbuciou algumas palavras desconexas e cambaleou em sua chocante incapacidade de oferecer as respostas que os manifestantes tanto pedem.

É evidente que sobrou também para a imprensa. Mal acostumadas com as primaveras, que são sempre tão parcas nos trópicos, parte das redações de nosso Ceará não soube o que fazer. Muitos de nossos jornalistas costumam retorcer a boca para o que não vem da política tradicional da esquerda militante.

Parte de nossa imprensa só ouviu, lá longe, os cães latirem, mas não perceberam a caravana da cidadania a passar célere e indignada, com suas mãos espalmadas pintadas do vermelho de sangue. Deram de ombros. No que diz respeito ao papel da imprensa, a pior das opções.

Assim como a nossa política, parte da imprensa não sabe lidar com o que surge espontaneamente na sociedade. Não havia sindicatos, não havia associações, não havia entidade de classe. Não havia financiamento público. A mobilização era exclusiva da cidadania privada a favor dos que os americanos do norte se acostumaram a denominar de “direitos civis”.

Direitos civis, direitos coletivos e direitos individuais. Não era um “Fora Sicrano” ou “Fora Beltrano”, palavras de ordem clássicas de quase todas as mobilizações organizadas no Brasil. Foi um ato que teve o Hino Nacional como trilha sonora.

Foi um ato em que as pessoas estavam preocupadas em colocar o copinho plástico de água em seu devido lugar: no lixo. Um ato movido pela gentileza. Sim, gentileza, coisa raríssima em nosso cotidiano tramado pela violência simbólica e objetiva.

Mas, voltando à imprensa, qual o seu papel em relação a movimentos como o da mão espalmada? Simples: cobrir. Abrir espaços em suas páginas para expor ao distinto público o que está acontecendo. Render-se às contingências da pauta oficial não é o caminho. Lamentavelmente, houve quem escolhesse tal opção. 

A partir de um momento em que a articulação ganha corpo e representatividade no âmbito da sociedade, abriga-se dentro da lei e representa anseios justos, cabe à imprensa oferecer visibilidade aos acontecimentos e, se for o caso, até conceder apoio editorial.

Cabe à imprensa se engajar em causas pela cidadania, pelos direitos civis, individuais e coletivos. Ao longo da história da imprensa, tem sido esse comportamento a motivação maior de sua existência.

O pior dos mundos se dá quando, na ânsia de agradar ao poder que controla o tesouro, promove-se uma cobertura que rebaixa os acontecimentos, que os trata como algo banal, buscando sugar a força dos acontecimentos.

UMA CAUSA A FAVOR DE TODOS
Nos dias que antecederam ao grandioso ato de cidadania da quinta-feira, ocorreu o tímido surgimento de um movimento contrário. Nada demais. É parte do jogo. Porém, o argumento é de uma estupidez violenta e, sim, discriminadora.

A coisa se deu da seguinte maneira: todos se diziam favoráveis ao movimento e blá, blá, blá, mas faziam, digamos, ponderações quanto à natureza social das pessoas que estavam organizando o “Fortaleza Apavorada”. Ora, ora.

02/05/2013

NO RECIFE, COLÉGIO PARTICULAR É CONDENADO POR DANOS MORAIS POR DEMITIR PROFESSORA COM CÂNCER


Retirado do blog do Jamildo.

POSTADO ÀS 10:03 EM 01 DE MAIO DE 2013

O Colégio Damas foi condenado a pagar R$ 40 mil a uma professora que foi demitida mesmo estando em tratamento contra um câncer na bexiga. A determinação é do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6).

A denuncia foi divulgada com exclusividade pelo Blog de Jamildo em janeiro de 2012. Veja lá embaixo.

Em outubro de 2010, Zuleide Elisa Almeida foi diagnosticada com um câncer na bexiga, logo, teve que se submeter a uma cirurgia para retirada do tumor. Após o procedimento cirúrgico, a professora ficou afastada de suas atividades, por determinação médica, para recuperação. Com o seu retorno, foi deslocada para outras funções, como atender telefone e cumprir carga horária dentro da sala dos professores. A educadora não aceitou as mudanças, porém, sua recusa não agradou a instituição que a demitiu, após dez anos lecionando no colégio.

De acordo com o advogado do Sindicato de Professores de Pernambuco, Paulo Azevedo, a dispensa da docente, portadora de uma doença grave e em tratamento de saúde, é discriminatória já que o empregador tinha ciência sobre o estado de saúde do trabalhador.

14/04/2013

PROFESSORES DE PERNAMBUCO TERÃO AUMENTO DE 7,97% MAIOR QUE O DOS DEMAIS SERVIDORES



Retirado do site O POVO.

FORTALEZA 12/04/2013

Os professores da rede pública municipal de Fortaleza terão reajuste salarial maior que o concedido às outras categorias do funcionalismo. Mensagem enviada pelo prefeito Roberto Cláudio (PSB) à Câmara Municipal prevê aumento de 7,97% no salário dos profissionais do magistério. A proposta chegou à Casa na última quarta-feira, 10, mesmo dia em que foi aprovado ganho linear de 5,838% para as demais categorias.

Na justificativa da mensagem, o prefeito aponta o reajuste diferenciado como necessidade decorrente da atualização do piso nacional do magistério, fixado pelo Ministério da Educação. Caso seja aprovado do jeito que está, o ganho dos professores municipais será de 2,131 pontos percentuais a mais que o concedido aos demais trabalhadores do Município.

Como tem sido praxe nas propostas que o prefeito envia à Câmara, foi solicitada tramitação em regime de urgência.

Número
7,97%
é o índice de reajuste concedido aos professores municipais. O percentual corresponde à atualização do piso nacional da categoria

25/04/2012

JUSTIÇA DE PERNAMBUCO DETERMINA RETORNO DE PROFESSORES À SALA DE AULA


Retirado do site O Povo Online.


24/04/2012 - 21h04


A Justiça determinou que os professores da educação infantil do município de Crateús retornem ao trabalho. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 24, segundo liminar da desembargadora Vera Lúcia Correia Lima.


A medida foi tomada sob pena de pagamento de multa diária de R$ 5 mil para o sindicato da categoria e de R$ 500 a R$ 1 mil para os profissionais. Os diretores e professores deverão voltar à sala de aula sem prejuízo do desconto dos dias de falta. Os professores do município estão em greve desde o último dia 9.


Ao analisar o caso, a desembargadora concedeu, em parte, o pedido liminar e determinou “o imediato retorno do serviço educacional quanto à Educação Infantil".


Com relação aos estudantes do Ensino Fundamental, “que se aguarde a formação do contraditório, após o que me pronunciarei sobre a alteração ou revogação deste pronunciamento”.

Entenda a notícia
O Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Crateús deflagrou greve geral reivindicando percentual de 25% de aumento na diferença salarial. Segundo a categoria, “houve redução salarial entre as classes do Plano de Carreira” dos professores. Além dos professores de ensino infantil, os profissionais do ensino fundamental também estão de greve, mas a liminar não determina a suspensão da paralisação.

05/04/2012

PREFEITURA DE FORTALEZA REAJUSTA SALÁRIOS DOS PROFESSORES, MAS SINDICATO AFIRMA QUE NÃO É SUFICIENTE

Retirado do site Diário do Nordeste.


Diário do Nordeste Online | 19h58m | 04.04.2012


A Secretaria de Educação de Fortaleza (Seduc) divulgou na tarde desta quarta-feira (4) divulgou um acordo com os representantes do sindicato dos professores garantindo um reajuste municipal de 22%, acima do piso nacional dos professores.

Com o aumento oferecido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), a menor remuneração para um professor da rede municipal, com ensino médio e carga horária de 40 horas, passará de R$ 1.451,94 para R$ 1.764,13. Para os professores com graduação, a menor remuneração ficará em R$ 2.136,96. Para os profissionais com especialização, a remuneração subirá para R$ 2.666,29. Com mestrado, passará para R$ 3.213,31 e, com Doutorado, R$ 3.735,94.
Para o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (APEOC), Anízio Melo, o reajuste do piso só está sendo cumprido para os professores de nível médio. "Este acordo nivela a remuneração por baixo, pelos profissionais menos formados, declarou o presidente do sindicato. Segundo ele, para os professores graduados, especializados, mestres e doutores, o valor pago pelo município - de 10% a mais por nível de formação - ainda é inferior ao desejado pela APEOC, que é de 20% por nível.

De acordo com a Seduc, o aumento é retroativo a janeiro de 2012 e o reajuste implicará em investimento de mais de R$ 50 milhões na folha de pagamento dos professores. 

27/03/2012

PROFESSORES CULPAM PAIS E ALUNOS POR NOTA BAIXA


Retirado do site O Globo.

Para mais de 80% deles, falta de acompanhamento da família e desinteresse do estudante explicam mau desempenho escolar 

ALESSANDRA DUARTE  - LETÍCIA LINS Publicado: 25/03/12 - 23h00




A professora Marcele Kloper (em pé, à esquerda) ao lado de Joelma de Lima, mãe de Felipe e Camila, alunos da rede pública em São Gonçalo Rafael Andrade / O Globo

RIO e RECIFE - O aluno não aprende porque os pais não o acompanham? Para 88% dos professores do nível fundamental da rede pública no país, sim. Quase 81% também acreditam que um aluno não vai bem na escola porque não se esforça. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo Movimento Todos Pela Educação em respostas dadas por professores da rede pública na Prova Brasil, do Inep. E levantam a questão: num sistema educacional público com má remuneração para o magistério e escolas mal equipadas, que recebem estudantes em que a própria família já tem, em geral, baixa escolaridade e frágil nível cultural, de quem é a culpa pelo mau aluno?
No Questionário do Professor da Prova Brasil de 2009, os professores receberam uma lista de possíveis causas para problemas de aprendizagem dos estudantes, para dizer com quais causas mais concordavam. Quase todos concordaram com as respostas "Falta de assistência e acompanhamento da família nos deveres de casa e pesquisas do aluno" e "Desinteresse e falta de esforço do aluno". Respostas que poderiam mostrar a responsabilidade do professor ou da escola — "Baixo salário dos professores, que gera insatisfação e desestímulo para a atividade docente" e "Escola oferece poucas oportunidades de desenvolvimento do aluno" — tiveram 30,5% e 27,4%, respectivamente.
— Como a educação depende de vários setores, é esperado que um jogue a responsabilidade para o outro. Se você for perguntar para muitos pais, eles vão dizer que a escola não ensina direito. Mas, apesar de esperada essa responsabilização do outro, é preocupante que o professor coloque a culpa na família, se pensarmos que, nas escolas públicas, em diversas vezes não lidamos com crianças imersas no mundo letrado. Jogar a culpa para a família, nesses casos, é o professor falar "não consigo lutar contra isso". Nesse tipo de realidade, a função da escola pública é essa mesmo, é exercer um papel que a família e o meio em que o aluno vive não estão conseguindo cumprir. O contrário seria condenar a criança pobre a não aprender — analisa Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.

Novas formas de participação
Se a família não consegue acompanhar a educação do aluno, diz Priscila, o papel da escola seria achar maneiras de estimular esse acompanhamento.

16/03/2012

SINTEPE IRÁ ENTRAR COM AÇÃO NO MP CONTRA O GOVERNO DE PERNAMBUCO


Retirado do site NE10.

greve Publicado em 15.03.2012, às 11h28

Depois que o Governo do Estado anunciou que iria descontar do salário dos professores os dias de paralisação, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Heleno Araújo, informou que o sindicato irá entrar com uma ação no Ministério Público contra o Estado. De acordo com Heleno Araújo, a atitude do governo é "arbitrária e irresponsável". Os docentes das redes estadual e municipal aderiram ao movimento nacional.


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"Nós sempre tivemos compromisso com os estudantes. Nós íamos fazer a reposição das aulas e dos conteúdos. Com essa atitude, o Governo está negando o direito dos alunos a sua carga horária mínima de 800 horas por ano", explicou o presidente do Sintepe.

A greve continuará até esta sexta-feira (16), com as aulas voltando ao normal na segunda-feira (19). A intenção inicial dos professores era de repor esses três dias ainda este mês, mas diante do anúncio de que teriam descontados os dias de greve do seu salário do mês de abril, a proposta agora é fazer a reposição apenas depois desse mês.

03/03/2012

SINDICATO DOS PROFESSORES (PE) DIZ QUE GOVERNO DESCUMPRIU ACORDO AO DIVIDIR PAGAMENTO

Retirado do site NE10.

REAJUSTE
Publicado em 01.03.2012, às 17h39
Do NE10
Em Pernambuco, o novo piso nacional do magistério - R$ 1.451 - será retroativo a janeiro e pago neste mês de março. No entanto, o percentual do aumento de janeiro será pago em março e o de fevereiro, em abril. Diante da divisão do pagamento, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Heleno Araújo, afirmou que o Estado está descumprindo o acordo que fez com a categoria em 2011.
» Governo de Pernambuco pagará piso para professores já em março


"Em Pernambuco, assinamos acordo e o governo se comprometeu a pagar o piso no início do ano, de acordo com a Lei 11.738, de 2008, mas esperou o Ministério da Educação anunciar o reajuste. O correto seria pagar os dois meses atrasados na folha de março", reclamou Heleno.

30/01/2012

NA REDE PÚBLICA(PE), AULAS DE 2011 VÃO ATÉ ABRIL DE 2012

Retirado do site Diário do Nordeste.

Desorganização
30.01.2012
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FOTOS: FABIANE DE PAULA
No Colégio Adauto Bezerra, um dos melhores do Estado, alunos se queixam
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Para o coordenador da escola, Umberto Mendes, é importante que um trabalho estratégico garanta a reposição das aulas previstas para o ano letivo de 2011
Com as greves de professores no ano passado, a matrícula pode acontecer apenas no mês de maio
Enquanto crianças e adolescentes de escolas particulares já retornaram das férias, grande parte das escolas da rede pública ainda cumpre o ano letivo de 2011. Mas, além dos transtornos para pais e alunos, a desorganização do calendário escolar nas unidades do Estado e do Município contribui para um dos problemas mais grave no ensino do País: a evasão escolar.

Após a greve dos professores de 45 dias, realizada nos meses de setembro e outubro do ano passado, nas escolas estaduais as aulas do ano letivo de 2011 vão até o mês de abril e a matrícula está prevista para maio. Já no Município, após uma greve de 58 dias, as unidades que aderiram o movimento ainda buscam organizar o calendário escolar para garantir a reposição das aulas do ano passado e planejar a matrícula de 2012.

Em unidades da rede pública como a Escola de Ensino Fundamental e Médio Noel Hugnen de Oliveira e no Colégio Adauto Bezerra é visível a insatisfação dos alunos. Paula Serafim de Abreu, 18 anos, aluna da segunda unidade, admitiu sua insatisfação em ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes de receber todo o conteúdo previsto para o Terceiro Ano. "Somente agora entramos no quarto bimestre do ano passado", disse.

Assim como a adolescente, outros alunos de baixo poder aquisitivo foram prejudicados com a alteração no calendário escolar, problema esse que já vem se repetindo há pelo menos cinco anos. "A gente fica na maior confusão, sem saber quando terminarão as aulas do ano passado e quando começarão as deste ano", frisou uma aluna do Colégio Adauto Bezerra, Clara Luzia Lima, adiantando que seus pais também reclamam da situação.

Já para a coordenadora escolar da Noel Hugnen, Lúcia Mendonça, apesar dos transtornos para estudantes, pais e todos aqueles que trabalham nas escolas, o grande dano oriundo das greves e das dificuldades de negociação com o governo é que, após um longo período sem aula, muitos alunos voltam desmotivados à sala de aula. "Alguns nem retornam", disse.

No Noel Hugnem, o ano letivo de 2011 vai até 30 de março próximo e, em seguida, virá a recuperação até abril. A matrícula para 2012 está prevista para o dia 7 de maio. "Esta situação causa mesmo desmotivação e evasão escolar", completa outra coordenadora da escola, Socorro Farias. As duas, contudo, ratificam o direito de greve dos professores por melhores condições salariais e de trabalho.
Seduc admite transtornos
"Estamos sofrendo com esse calendário alterado", admitiu a coordenadora da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), da Secretaria de Educação Básica do Estado (Seduc), Marisa Botão, lembrando que, nas deflagrações de greves, as escolas da Capital são as primeiras a aderirem.

Contudo, nega que tenha havido, por parte do governo do Estado, descaso com as reivindicações dos professores. "Sempre houve abertura para negociação, a prova foram as reuniões exaustivas", disse ela, comentando que em 2009 registrou-se nas escolas da rede estadual situação semelhante no calendário escolar e pelos mesmos motivos deste ano.

Já a secretária financeira e ex-presidente do Sindicato Apeoc, Penha Alencar, considera que "infelizmente, em 2011, tivemos que fazer greve mais uma vez, em virtude das dificuldades de negociação com o governo". E completou: "além de sentar numa mesa de negociação, é preciso haver avanços".

Com a luta da categoria, algumas conquistas foram asseguradas, reconhece Penha, destacando o piso salarial para o professor iniciante e a manutenção do Plano de Cargos e Carreira, além da aplicação do intertício de 5% de um nível para outro (num total de 18) e a regência de classe. "Agora, ao iniciarmos uma greve, temos a consciência de que precisamos cumprir a carga horária prevista na legislação", cita, embora professores da rede pública se queixem do não cumprimento da regência de classe, Marisa Botão, assegura não haver pendência em relação à proposta de um terço da carga horária para planejamento das aulas. "Isso está garantido na lei do piso. O estado do Ceará começará a implementará este ano 2012 prosseguindo até 2014", explicou. Frisa, ainda, o compromisso do governo de destinar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básico (Fundeb) para pagamento de professores, "cerca de 80%, gradativamente também até 2014".

"O fato é que nem um professor no Estado ganha menos do piso", disse ela, informando que o piso corresponde a R$ 1.187,00, por 200 horas ao mês, ou seja 40 horas semanais. Na rede estadual, o salário médio é de R$ 3 mil, destacou.
Colégio estadual planeja reposição 
As aulas do ano letivo de 2011 no Colégio Adauto Bezerra vão até o dia 2 de abril e, somente, em 7 de maio começarão as aulas do ano letivo de 2012. “Essa é uma situação que ninguém gostaria de passar: nem os pais, nem os alunos e, muito menos, os coordenadores e professores, mas é preciso ter paciência”, defende o coordenador do colégio, Umberto Mendes.

Nesse colégio estadual, destaca, aplica-se um planejamento de trabalho escolar que possibilite, da melhor forma possível, o cumprimento do calendário de aulas previstas para todo o ano passado. Como a escola é voltada ao Ensino Médio, o coordenador lembra que, ao contrário do que costuma ocorrer em outras unidades públicas, a carga horária diária é de seis horas/aula, e não cinco. “Há dois anos, apresentamos o nosso planejamento à Seduc e foi aceito, até porque atendemos o aluno pré-vestibulando”, observou.

O esforço da direção do colégio não foi em vão: no passado, o Adauto Bezerra conseguiu aprovar 73 alunos no Enem. Normalmente, a escola atende a 2.100 alunos nos três turnos, e para este ano - com a matrícula longe de ser iniciada - Umberto Mendes crê que crescerá o número de aprovados em concursos.

Embora reconheça que o ideal seria que o calendário escolar coincidisse com o eventos externos, tais como o Enem e os vestibulares das instituições públicas e privadas, o coordenador destaca que “tudo será feito para que se garanta o suporte necessário aos nossos alunos”. Contudo, alguns estudantes se queixam de terem feito as provas de Enem sem ter visto todo o conteúdo previsto para 2011.
MOZARLY ALMEIDAREPÓRTER

29/01/2012

DOCENTES (PE) VÃO ÀS RUAS EM PROTESTO

Retirado do site Diário do Nordeste.

Maracanaú
28.01.2012
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FOTO: DIVULGAÇÃO
A mobilização começou por volta das 9 horas, quando os professores saíram em seguida numa passeata da sede do Sindicato até o prédio da SME
Professores municipais saem em passeata e protestam pelo não reajuste de 22,2% sobre o salário base
Fortaleza. Cerca de 400 professores da rede municipal de ensino de Maracanaú realizaram, ontem, protesto, pelas ruas do Centro da Cidade. Eles reclamam pelo não reajuste de 22,2% sobre o salário base da categoria, que estaria de acordo com o piso nacional. A gestão municipal alegou razões políticas para a mobilização e disse que o aumento já foi concedido para a categoria.

O protesto começou por volta das 9 horas. Na ocasião, os militantes saíram da sede do Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação no Município de Maracanaú, localizada na Rua Manuel Pereira, e seguiram até a sede da Secretaria Municipal de Educação (SME), instalada na Rua Capitão Valdemar de Lima.

Com faixas e cartazes, os profissionais em Educação chamavam a atenção para que consideram "como intransigência" do prefeito Roberto Pessoa. Segundo a secretária de Imprensa e Comunicação Social do Sindicato, Mary Silva, a campanha salarial começou em novembro do ano passado.

De lá para cá, conforme ressalta, houve cada vez mais restrições nas negociações, no sentido de atender as reivindicações da categoria. Mary afirmou que além do prefeito não receber as lideranças sindicais, não está havendo a indicação de nenhum interlocutor para negociar com a direção do Sindicato.
Reconhecimento"O prefeito Roberto Pessoa sequer reconhece nosso Sindicato. Afinal, os valores referentes ao imposto sindical estão sendo repassados para outra entidade", denunciou Mary Silva.

Com o reajusta pretendido pelos professores, o menor salário, de acordo com o nível de 3º grau, passaria do patamar inicial de R$ 1.522,72 para R$ 1.860,00. Já aqueles com licenciatura plena, que é a maioria do corpo docente municipal, sairia dos atuais R$ 1.845,00, mensais, do nível inicial, para R$ 2.255,78.
DefesaA assessoria de imprensa da SME afirma que a gestão concedeu um aumento de 10% nos salários dos profissionais da educação, tanto servidores efetivos como professores temporários. Com relação ao não repasse do imposto sindical decorreu da falta de legitimidade, uma vez que a instituição não possui carta sindical. Mesmo assim, o prefeito Roberto Pessoa afirma que nunca se negou em dialogar com as lideranças da categoria.
Mais informações:
Sindicato Unificado dos Trabalhadores em Educação do Município de Maracanaú
Rua Manuel Pereira - S/N - Centro
Telefone: 3371.2136
MARCUS PEIXOTOREPÓRTER