Retirado do blog Diário do professor.
19 MAI 2013 POSTED BY DECLEV DIB-FERREIRA
Depois do episódio do menino que agrediu a diretora – ao qual já me referi NESTE ARTIGO – levantou-se, em alguns fóruns e aqui mesmo, no Diário, o debate do que se fazer com os alunos “problemáticos”.
Sim, eles existem, independente de suas causas ou de nossas posições políticas e ideológicas, eles existem. Pra mim, muitas vezes são como consequências e vítimas de um sistema perverso; noutras, são fazedores conscientes de suas famas.
Mas, de qualquer forma, como agir com eles?
Eu afirmei, e reafirmo, que as duas posições antagônicas da balança são ineficientes e com consequências graves: tanto o nada fazer e deixar os pequenos delitos sem nenhuma sanção, punição ou consequência, quanto julgar tudo e qualquer ato como crime e passível de expulsão ou cadeia ou caso de polícia.
Algo tem que ser pensado neste meio termo.
E algo também tem que ser pensado e repensado em relação à função da escola e de como ela é equipada – material e humanamente – para cumprir a sua função, seja ela qual for.
Será que a escola que queremos tem a simples função de não deixar que as crianças e adolescentes fiquem pela rua, tem a obrigação de assistência social, dar comida e “abrigo” temporário, como uma creche ou algo do gênero?
Ou tem a função de, realmente, preparar a pessoa física, emocional, cultural, intelectualmente para sua vida?
Tem que se definir. Mas, seja para o que for, ela não está preparada com o que dão.
Pra começar, a escola carece de parcerias e apoios externos com assistência social, ministério público, conselho tutelar, secretarias de saúde, moradia ou seja lá com quem for. Quando muito, umas visitas esporádicas que quase não servem para nada.
A escola está só, sozinha, somente ela para resolver todas as pendências. Só que, sozinha, ela não tem condições com as condições que lhe dão.
O que dão à escola? Praticamente, professores para lidar, cada um, com 30 ou 40 alunos de uma vez.
ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
Clique aqui para saber mais e participar da mobilização.
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26/05/2013
25/05/2013
ESCOLAS LUTAM CONTRA VIOLÊNCIA EM SALA DE AULA
Retirado do site do jornal Extra.
Marcelle Ribeiro - O Globo
SÃO PAULO —Atingido com um pequeno vaso de plantas na cabeça, o professor de História Antonio Mario Cardoso da Silva foi para o pronto-socorro e fez boletim de ocorrência na polícia. O autor da lesão corporal: um aluno. A agressão aconteceu numa escola pública de Diadema, na Grande São Paulo, há cerca de um ano, e foi presenciada pela mãe do estudante. Horas antes, o jovem, da 6ª série do ensino fundamental, havia sido repreendido por Silva por mau comportamento.
— Se fosse um objeto maior, ele poderia ter me matado — diz o professor.
Como esse, casos de agressão física entre professores e alunos têm se repetido nas escolas públicas e privadas de todo o país. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC) tabulados pela Fundação Lemman e pela Meritt Informação Educacional, 4.195 professores de Língua Portuguesa e Matemática que dão aulas para alunos de 5º e 9º ano do ensino fundamental disseram que foram agredidos fisicamente por estudantes dentro de colégios em 2011. O número representa 1,9% dos 225 mil docentes que responderam a questionário aplicado durante a Prova Brasil, exame realizado pelo MEC.
Para tentar reduzir os episódios de violência no ambiente escolar, colégios de todo o país estão oferecendo cursos de resolução de conflitos para professores e alunos, e apostando nas técnicas de mediação para promover o diálogo e evitar o confronto.
O levantamento das respostas da Prova Brasil mostra que o número de professores agredidos em 2011 é similar ao de 2007, quando 2,3% dos docentes (6.677) afirmaram que foram agredidos por alunos.
Professora por 23 anos, Nádia de Souza Barbosa, de 56 anos, foi agredida por um aluno de 5ª série, que bateu a porta da sala três vezes em suas costas. Dias depois, foi ameaçada pelo irmão do aluno, e a parede da sala de aula foi pichada com o desenho de um fuzil. Segundo Nádia, na escola pública onde ela dava aulas, na Zona Sul do Rio, por diversas vezes alunos jogavam urina nos professores do alto de uma escada. Nádia acabou sendo aposentada.
— O médico me diagnosticou com depressão, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático. Fiquei mais de dois anos em tratamento. Não tenho mais condições de voltar às salas de aula — disse a professora aposentada de História.
Para tentar reagir aos casos de violência, sindicatos de professores no país têm criado canais para receber denúncias dos docentes. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, que representa professores de escolas particulares, recebeu uma denúncia de violência nas escolas a cada três dias entre 2011 e 2012, incluindo agressão física, verbal e dano ao patrimônio.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estima que os casos de agressão a professores estejam crescendo cerca de 20% a cada semestre. Entre 2008 e 2011, o sindicato recebeu 157 denúncias de agressão, roubo, vandalismo e ameaças em escolas paulistas.
Mas também há casos de agressões contra alunos. No questionário, 3.327 professores (1,5%) relataram que em 2011 houve agressão física contra aluno cometida por professor na escola em que atuavam. Em 2007, 4.197 professores (1,62%) relataram que alunos foram agredidos fisicamente por docentes.
Marcelle Ribeiro - O Globo
SÃO PAULO —Atingido com um pequeno vaso de plantas na cabeça, o professor de História Antonio Mario Cardoso da Silva foi para o pronto-socorro e fez boletim de ocorrência na polícia. O autor da lesão corporal: um aluno. A agressão aconteceu numa escola pública de Diadema, na Grande São Paulo, há cerca de um ano, e foi presenciada pela mãe do estudante. Horas antes, o jovem, da 6ª série do ensino fundamental, havia sido repreendido por Silva por mau comportamento.
— Se fosse um objeto maior, ele poderia ter me matado — diz o professor.
Como esse, casos de agressão física entre professores e alunos têm se repetido nas escolas públicas e privadas de todo o país. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC) tabulados pela Fundação Lemman e pela Meritt Informação Educacional, 4.195 professores de Língua Portuguesa e Matemática que dão aulas para alunos de 5º e 9º ano do ensino fundamental disseram que foram agredidos fisicamente por estudantes dentro de colégios em 2011. O número representa 1,9% dos 225 mil docentes que responderam a questionário aplicado durante a Prova Brasil, exame realizado pelo MEC.
Para tentar reduzir os episódios de violência no ambiente escolar, colégios de todo o país estão oferecendo cursos de resolução de conflitos para professores e alunos, e apostando nas técnicas de mediação para promover o diálogo e evitar o confronto.
O levantamento das respostas da Prova Brasil mostra que o número de professores agredidos em 2011 é similar ao de 2007, quando 2,3% dos docentes (6.677) afirmaram que foram agredidos por alunos.
Professora por 23 anos, Nádia de Souza Barbosa, de 56 anos, foi agredida por um aluno de 5ª série, que bateu a porta da sala três vezes em suas costas. Dias depois, foi ameaçada pelo irmão do aluno, e a parede da sala de aula foi pichada com o desenho de um fuzil. Segundo Nádia, na escola pública onde ela dava aulas, na Zona Sul do Rio, por diversas vezes alunos jogavam urina nos professores do alto de uma escada. Nádia acabou sendo aposentada.
— O médico me diagnosticou com depressão, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático. Fiquei mais de dois anos em tratamento. Não tenho mais condições de voltar às salas de aula — disse a professora aposentada de História.
Para tentar reagir aos casos de violência, sindicatos de professores no país têm criado canais para receber denúncias dos docentes. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, que representa professores de escolas particulares, recebeu uma denúncia de violência nas escolas a cada três dias entre 2011 e 2012, incluindo agressão física, verbal e dano ao patrimônio.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estima que os casos de agressão a professores estejam crescendo cerca de 20% a cada semestre. Entre 2008 e 2011, o sindicato recebeu 157 denúncias de agressão, roubo, vandalismo e ameaças em escolas paulistas.
Mas também há casos de agressões contra alunos. No questionário, 3.327 professores (1,5%) relataram que em 2011 houve agressão física contra aluno cometida por professor na escola em que atuavam. Em 2007, 4.197 professores (1,62%) relataram que alunos foram agredidos fisicamente por docentes.
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VIOLÊNCIA NA ESCOLA
23/05/2013
"A MAIOR PARTE DAS GANGUES NASCE NOS COLÉGIOS", AFIRMA ANTROPÓLOGO
Quinta, 23 de maio de 2013
Mauro Cerbino é doutor em Antropologia Urbana pela Universitat Rovira i Virgili. Coordena o Programa de Estudos Internacionais e Comunicação, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – Equador, e dirige a revistaIconos, que a própria faculdade edita. Há anos, pesquisa assuntos sobre organizações juvenis de rua, juventudes e violência. Como diretor do Observatório dos Meios de Comunicação, além do discurso informativo que se constrói sobre este fenômeno, estuda a relação entre governos e meios de comunicação e, neste marco, a midiatização da política.
| Fonte: http://goo.gl/xB0As |
Sua pesquisa se configurou nos cursos e seminários conferidos em diversas universidades da América Latina e Europa e em numerosos livros e artigos como “El lugar de la violência” (Taurus-Flacso), “Más allá de las pandillas, violencias, juventudes y resistencias en un mundo globalizado” (Flacso) e “Jóvenes en la calle, cultura y conflicto” (Anthropos), entre outros.
É italiano, mas desenvolveu sua principal trajetória acadêmica no Equador. Aí, dedicou-se a pesquisar a origem das gangues juvenis, as motivações para a sua formação e as relações que estabelecem com o Estado. Aqui, esmiúça suas conclusões e adverte sobre o papel dos meios de comunicação.
É italiano, mas desenvolveu sua principal trajetória acadêmica no Equador. Aí, dedicou-se a pesquisar a origem das gangues juvenis, as motivações para a sua formação e as relações que estabelecem com o Estado. Aqui, esmiúça suas conclusões e adverte sobre o papel dos meios de comunicação.
A entrevista é de Natalia Aruguete, publicada no jornal Página/12, 20-05-2013. A tradução é do Cepat.
Eis a entrevista.
O que representa o lugar da gangue para jovens que estão desprovidos de todos os tipos de direitos?
Onde existe, a gangue representa – para alguns jovens – um modo de vida, um modo de existência e reprodução social. Além disso, é uma forma de se proteger de uma insegurança que é prévia a estas organizações. Essa insegurança se deve ao fato de que alguns bairros não são aptos para a vida, porque foram abandonados pelo mundo adulto, que decidiu ter um projeto de vida que não leva em conta a construção do laço social, mas se conforma a viver fechado – tanto no lar, como no trabalho – ou, inclusive, a levantar grades na precária construção de seu lar, com o desejo de ter a sensação de estar seguro. Nesses bairros “dormitório” é muito difícil que a vida social seja possível: não há pessoas nas ruas porque o bairro não tem lugares para a diversão, o espairecimento, a reprodução social. E os jovens e adolescentes precisam de maiores condições de sociabilidade, desse trânsito pelo espaço público, uma vida social mais ampla do que aquela que os adultos gostariam de ter. Em muitas cidades latino-americanas, os jovens buscam um modo para se apropriar – ou reapropriar-se antropologicamente – destes espaços.
Você estabelece uma relação entre o imperativo da violência e o respeito. Que significado tem o respeito, em uma organização violenta?
O respeito é o que estrutura as relações, principalmente, as relações intra e inter gangue. É homem de respeito aquele que se faz respeitar por aquele que está fora da gangue, em outra gangue, ou por outros jovens que podem estar ao redor. Fazer-se respeitar supõe que o outro tenha medo de você, que entenda e possa baixar a cabeça quando um jovem passa por aí. Será uma pessoa de respeito aquele que conseguir causar medo nos outros. É uma dinâmica de olhares para baixo, de submissão, de interiorização, de superioridade de um para com o outro. Estas questões, que saem dos relatos dos garotos, surgem da falta de condições que permitam a reprodução social. A condição de respeito substitui estes vazios, porque constrói o reconhecimento. É o oposto ao respeito da forma como o concebemos, a partir da educação cívica.
É o oposto porque a única possibilidade de respeito passa pela violência?
E pelo medo. O respeito é um dos elementos presentes na modernidade, uma condição que permite que nos reconheçamos e possamos estar juntos. Neste caso, baseia-se no medo e não porque seja experimentada a necessidade de que para estar juntos precisamos nos respeitar. São sujeitos que sofreram uma falta de respeito.
Ao analisar as gangues juvenis, por que você inclui uma “dimensão coletiva da violência”?
É uma dinâmica que se estabelece num horizonte de destinos de masculinidade hegemônica, outro elemento do horizonte simbólico discursivo que dá sentido à ação da gangue, junto com o respeito. Esse horizonte da masculinidade hegemônica é o que os adolescentes e jovens, sobretudo de certos setores populares, vão aprendendo em suas famílias e no colégio, assim como em outros espaços onde permanentemente estão expostos. Para ser homem é preciso ser homens de respeito. Torna-se homem a partir do momento em que se inferioriza o outro. A masculinidade é um discurso potentíssimo, que não apenas tem a ver com a questão do varão, mas que sustenta uma concepção das relações sociais. Nós a chamamos de hegemônica porque está presente em muitos estratos.
E a mulher?
A mulher fica subsumida, comporta-se de modo semelhante, embora com uma contradição, porque é um sujeito portador de outra dimensão sexual e, portanto, muitas vezes, as mulheres são objeto de estupro, de alguma forma tolerado. Entretanto, ao mesmo tempo, as mulheres se comportam como os homens: podem ser protagonistas das mesmas cenas de violência das quais os homens são portadores ou protagonistas. Por terem que se afirmar como parte da gangue, elas se comportam de modo semelhante aos homens. Aí há outro aspecto sexual que é bastante sórdido.
Qual?
Há estupros; as mulheres são mulheres do líder..., situações deste tipo. Porém, as mulheres reproduzem o mesmo discurso que os varões, que, além disso, é sustentado pelas mães. Lembro que a mãe de um dos garotos me disse: “Eu estranhei muito quando me disseram que meu filho era dos... porque ele não sabe brigar”. Essa ideia da necessidade de saber brigar provém da mãe e não somente do pai.
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VIOLÊNCIA NA ESCOLA
TOQUE DE RECOLHER DEIXA 3,5 MIL SEM AULAS NO ALEMÃO
Retirado do site do jornal O Globo.
Estudantes relatam que traficantes ordenaram que todos voltassem para casa até 12h
Toque de recolher foi imposto depois da morte de um traficante na noite desta quarta
Publicado: 23/05/13 - 9h41
O comércio fechado no Complexo do Alemão, na Zona Norte, na manhã desta quinta-feira Guilherme Pinto / Extra / Agência O Globo
RIO — Cerca de 3,5 mil alunos foram prejudicados pelo toque de recolher imposto pelo tráfico no Complexo de Alemão, Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira. Alunos da Escola Estadual Jornalista Tim Lopes relataram que traficantes ordenaram que todos voltassem para casa até as 12h. O toque de recolher teria sido imposto depois da morte de um traficante na noite desta quarta-feira na localidade de Areal. Escolas não abriram e outras encerraram as atividades mais cedo. O comércio amanheceu fechado apesar da presença da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Com isso, as ruas da comunidade ficaram desertas. Nas favelas da Chatuba e Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, as lojas também não abriram as portas. Segundo a PM, a segurança foi reforçada com 100 militares de outras UPPs. Moradores, motoristas e motociclistas estão sendo revistados nos acessos às favelas. Dois suspeitos foram presos pela manhã.
De acordo com informações de moradores, a ordem para fechar o comércio teria partido do tráfico após a morte de um traficante. A polícia, no entanto, não acredita que a morte de Anderson Simplício de Mendonça, conhecido como Orelha, na noite de quarta-feira, teria sido o motivo do fechamento. O comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Paulo Henrique de Morais, disse que todo o setor de inteligência da Secretaria de Segurança está tentando confirmar um boato de que o traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico no Complexo do Alemão, teria morrido no Paraguai. Essa informação, segundo o comandante, teria sido o real motivo do fechamento do comércio em todo o Complexo do Alemão e Complexo da Penha na manhã desta quinta-feira. Para o coronel, fechar o comércio somente pela morte do Orelha seria algo desproporcional para o comportamento da comunidade, uma vez que ele era apenas o gerente da localidade conhecida como Grota, no Alemão.
Mais cedo, uma estudante da escola Tim Lopes, que não quis se identificar, contou que moradores da Grota foram ameaçados de ficar no meio de um fogo cruzado caso não obedecessem ao toque de recolher. Depois de o comércio ter fechado as portas, alguns pais correram até o colégio para buscar os filhos. Houve tumulto, já que, assustados, os alunos saíram das salas e foram para o pátio.
No entanto, eles foram impedidos de sair da escola pela diretora, que trancou as portas do colégio dizendo que só os deixaria sair acompanhados dos pais ou responsáveis. Uma das mães que estava do lado de fora arrombou a porta e conseguiu entrar no colégio, retirando a filha à força. Foi quando os alunos correram em direção ao portão de entrada e saíram da escola. Depois do tumulto, o colégio foi totalmente esvaziado.
Em nota, a Secretaria estadual de Educação informou que as aulas na Escola Estadual Jornalista Tim Lopes foram suspensas no turno da manhã por medida de segurança. O mesmo aconteceu nas escolas Gomes Freire de Andrade, na Penha, e Caic Theophilo de Souza Pinto, em Bonsucesso. Na três unidades, cerca de 1,5 mil alunos foram prejudicados. De acordo com a secretaria, os conteúdos perdidos serão repostos.
A Secretaria municipal de Educação disse, também em nota, que uma escola da rede e seis creches da região não funcionaram porque os alunos não compareceram. Nesta unidades, estão matriculados 1.986 alunos. Já as escolas localizadas no Complexo da Penha funcionaram normalmente.
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16/05/2013
PROFESSORA É AGREDIDA POR MÃE DE ALUNO NA PORTA DE ESCOLA MUNICIPAL NO RIO
Retirado do site da Rádio Globo.
Regina Villares, de 48 anos, conta que teve o cabelo puxado e foi derrubada no chão ao sair do colégio na Zona Oeste da cidade. Professores da unidade se recusaram a receber os estudantes nesta quarta-feira e se queixam de falta de segurança
15 de maio de 2013
Professora é agredida por mãe de aluno na porta de escola no Rio Escola Municipal Júlio Cesário de Mello
‘Eu tive que correr para dentro da escola porque a mãe veio para cima de mim, querendo me pegar. A ficha ainda não caiu’, conta a professora
Duração: 00:08:48
Uma professora da Escola Municipal Júlio Cesário de Mello, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, foi agredida pela mãe de um aluno nesta terça-feira, na porta do colégio. Regina Villares, de 48 anos, dá aula para crianças do 2º ano do Ensino Fundamental há cinco anos. Segundo ela, por volta das 17h30, quando acabava de sair da escola e chegava a um ponto de ônibus com outros dois professores, foi surpreendida pela mãe do aluno, que a agrediu, perguntando qual era o problema da educadora com seu filho.
— A mãe do aluno veio na minha direção, puxou meu cabelo, eu caí no chão, bati com o joelho. Tive que correr para dentro da escola porque ela veio para cima de mim.
A professora contou ainda que a mãe do aluno disse que ele chegou em casa afirmando que foi agredido pela professora. A educadora nega. De acordo com Regina, o aluno de sete anos, que tem um comportamento agitado, não teria respeitado a ordem de ficar sentado dentro da sala de aula.
— Eu só pedi para o menino voltar para o seu lugar. não teve nenhuma agressão, nada.
A professora registrou a ocorrência de agressão na Delegacia de Guaratiba. Ela irá ao Instituto Médico Legal nesta quarta-feira, para fazer exame de corpo de delito. Regina não foi trabalhar nesta quarta-feira, pois está muito abalada. Ela ficará afastada da escola pelo menos até o final desta semana.
A reportagem da Rádio Globo entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para saber se a mãe do aluno foi chamada na instituição, se a professora receberá algum tipo de apoio psicológico e se haverá reforço na segurança do colégio, mas até o momento não obteve resposta.
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11/05/2013
44% DOS PROFESSORES DE SP JÁ SOFRERAM AGRESSÃO, DIZ SINDICATO
Retirado do site G1.
09/05/2013 07h51
Pesquisa da Apeoesp ouviu professores em 167 cidades do estado.
Agressão verbal provocada pela falta de respeito é a mais comum.
Do G1 São Paulo
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgou nesta quinta-feira (9) uma pesquisa sobre a violência nas escolas. Quase metade dos professores entrevistados relata que já sofreu algum tipo de agressão. A pesquisa ouviu 1.400 pessoas em 167 municípios do estado.
Brigas entre alunos e crimes mais graves estão ocorrendo nas escolas. Dos professores da rede estadual, 44% deles dizem ter sofrido algum tipo de agressão - física ou verbal.
Felippe Angeli, coordenador do sistema de proteção escolar da Secretaria Estadual de Educação, disse, por sua vez, que desde 2009 vem sendo desenvolvidas ações para lidar com estas questões nas escolas. Nesta quarta-feira (8), por exemplo, o governador Geraldo Alckmin e o secretário de Educação, Herman Voorwald, anunciaram a compra de câmeras e alarmes para vigilância eletrônica em escolas da Grande São Paulo e das regiões de Campinas e Baixada Santista. O objetivo é preservar o patrimônio público e inibir atos de vandalismo e violência.
Para 35% dos professores entrevistados, os pais ou os responsáveis são quem deve resolver a violência praticada pelos filhos. Outros 25% acham que a escola também tem papel decisivo. E, para 19% dos entrevistados, o governo do estado tem que tomar medidas mais efetivas.
Do total, 84% presenciaram ou ficaram sabendo de casos de violência na escola em que lecionam. Para 95%, os maiores responsáveis são os próprios alunos e apontam o uso de drogas e de álcool, o tráfico de drogas e a briga de gangues como situações que geram violência nas escolas. Os alunos são as maiores vítimas de da violência: 83%.
A agressão verbal é a mais comum, segundo os professores. Para 74% dos entrevistados, o xingamento e a falta de respeito são os principais problemas. A desestruturação familiar é apontada por 47% como a razão da violência, e 49% acreditam que é resultado da educação que os alunos recebem em casa. Em segundo lugar aparece o bullying, com 60%. Pelo menos 5% dos entrevistados já sofreram agressão física.
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APENAS 4% DOS PROFESSORES DO ESTADO ACREDITAM QUE MONITORAMENTO NAS ESCOLAS
Retirado do site R7.
publicado em 09/05/2013 às 19h19:
Alckmin anunciou, nesta semana, a implantação de câmeras de vigilância em mais 597 instituições de ensino
A maioria dos professores da rede estadual de ensino não avalia como eficaz uma das medidas anunciadas na quarta-feira (8) pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) para coibir ações violentas nas escolas. Atualmente, 1.577 unidades de ensino e 20 sedes de diretorias da Região Metropolitana já possuem equipamento de vigilância. O sistema será expandido para mais 597 escolas e 8 regionais até o fim deste ano, segundo o governo. Mas, para apenas 4% dos docentes esse sistema de monitoramento reduz de fato a violência.
Os dados fazem parte de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pela Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). De acordo com o estudo, cerca de 44% dos professores estaduais já sofreram algum tipo de violência nas escolas em que lecionam. As agressões verbais são mais frequentes que as agressões físicas: 39% contra 5%.
A pesquisa foi feita pelo Data Popular, de 18 de janeiro a 5 de março de 2013, com 1.400 professores da rede estadual de 167 cidades de São Paulo. Ela mostra que é alto o porcentual de professores que ao menos já ouviram sobre algum caso de violência nas escolas em que dão aula: 84%. Entre as agressões mais comuns, estão agressão verbal (74%), bullying (60%), vandalismo (53%) e agressão física (52%).
Para 95% dos professores, os alunos são os principais autores dessa violência. Segundo eles, o alunos agressores estão constantemente sob o efeito de drogas (42%), portando armas brancas (15%) e até mesmo armas de fogo (3%). Três a cada 10 professores já presenciaram tráfico de drogas ou alunos embriagados.
As ameaças e os bens danificados pelos alunos são tão frequentes que 39% dos docentes acham comum vivenciar essas situações. Para eles, a falta de educação e de respeito dos alunos é a principal causa da violência nas escolas e os pais são quem melhor podem colaborar na redução dessa violência.
A pesquisa chegou à conclusão de que as escolas com campanha contra a violência têm porcentual menor de agressões: 41% contra 51% onde nunca promoveram campanhas. A cada 10 escolas, quatro não possuem projetos contra a violência. O estudo revela ainda que a ronda escolar é mais frequente no entorno das escolas do centro das cidades (61%) que nas periferias (45%).
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25/04/2013
PROFESSOR PREPARADO É "ARMA" CONTRA BRIGA EM ESCOLA
Retirado do site Gazeta do Povo.
Formação continuada torna o docente mais atento para mediar conflitos. Ação é fundamental para evitar violência no ambiente escolar
Publicado em 19/04/2013 | MARIA GIZELE DA SILVA, DA SUCURSAL
Ciúmes, brincadeiras de mau gosto ou olhares atravessados são estopins para brigas entre alunos. E tudo isso tem ido parar na internet. Num único site de compartilhamento existem mais de 90 mil vídeos que mostram cenas de agressão entre estudantes. Um dos mais recentes flagrantes, feito com um telefone celular, ocorreu nesta quarta-feira dentro da sala de uma escola estadual em Paulínia, no interior de São Paulo. Uma adolescente foi agredida no chão com socos e tapas pela colega, tudo isso na frente do professor, que pouco fez para separá-las. As duas meninas, estudantes do ensino médio, foram suspensas.
Embora situações como essa tenham se tornado comuns, elas poderiam ser controladas a partir da formação continuada de docentes, que seriam preparados para agir adequadamente em casos de brigas e evitá-las. Atentos, eles poderiam resolver pequenos conflitos antes que se transformassem em atos de violência. “Se as escolas priorizassem a mediação de conflitos, grande parte das violências poderia ser evitada”, analisa o doutorando em Educação Nei Alberto Salles Filho, coordenador do Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências (NEP) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Contexto
Família contribui para a reprodução da violência nas escolas
O professor Nei Alberto Salles Filho, da UEPG, considera que nem a escola nem o aluno são culpados pelas ações de violência em ambiente escolar. “As crianças e os adolescentes só reproduzem a violência que veem na mídia e na sociedade”, comenta.
A família, muitas vezes, contribui para esta reprodução, como demonstra a pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da USP.
Numa das questões, 47% dos pais responderam que os filhos deveriam revidar a agressão sofrida por outro estudante na escola; 32% disseram que orientariam os filhos a evitar novas brigas; 15% disseram que os estudantes deveriam evitar novas brigas, porém, bater de volta se fossem provocados; 4% disseram que os filhos deveriam procurar uma autoridade, como um professor ou um diretor; e outros 3% não souberam ou não opinaram.
Para a coordenada da Patrulha Escolar Comunitária na Secretaria Estadual de Educação, Lígia Berg Camargo, fica o alerta para os pais. Além de incentivar os filhos a não se envolver em atos violentos, os pais devem acompanhar a vida escolar das crianças, verificar o que elas conversam nas redes sociais e monitorar sua vida social.
Rede privada
A assessora pedagógica do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná, Fátima Shueire Holanda, diz que as agressões em ambiente escolar ainda não foram discutidas pela rede privada. Segundo ela, as brigas em saídas de colégios são pontuais, porque há monitores acompanhando a passagem dos alunos.
MEC
Em âmbito nacional, o Ministério da Educação desenvolve o programa Escola que Protege. A base da iniciativa é a formação continuada de professores e o desenvolvimento de materiais didáticos sobre Educação para a Paz. Neste ano, a expectativa é ofertar 5,5 mil vagas em parceria com 19 instituições de ensino superior.
E você?
Como você reagiria se o seu filho brigasse na escola?
Deixe seu comentário abaixo ou escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
Leia as regras para a participação nas interatividades da Gazeta do Povo.
Atualmente, porém, o professor não é visto nem por pais nem por estudantes como uma autoridade capaz de intervir em casos de conflito. Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, apenas 4% das famílias recomendariam ao filho agredido que procurasse um professor ou um diretor. O levantamento ouviu moradores de dez capitais brasileiras (Curitiba não foi incluída) sobre o que pensam a respeito de atos de violência.
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24/04/2013
PROFESSORA AGREDIDA DESABAFA: 'É MUITA INSEGURANÇA, SAIO DE CASA REZANDO'
Os vídeos foram retirado do canal do youtube Nicoimbra o texto do site da TV Globo.
O assunto violência nas escolas está muito frequente nas discussões sobre o cotidiano escolar e pesquisando na internet encontrei essas colocações muito interessantes e corajosas.
Professora Agredida Por Aluno Em Escola Teme - Saio De Casa Rezando
Ana Beatriz - Crianças Filmam Barbaridades Para Colocar Na Internet
Professora agredida desabafa: 'É muita insegurança, saio de casa rezando'
Maria de Fátima conta que o aluno agressor ainda não foi identificado
08/04/2013 às 09h10
Atualizado em 08/04/2013 às 14h33
Maria de Fátima foi agredida por aluno com lixeira no rosto (Foto: Mais Você / TV Globo)
Maria de Fátima, professora de uma escola estadual de São Paulo, ficou com o olho roxo depois que um aluno jogou uma lixeira no rosto dela dentro da sala de aula. Ela contou que os alunos apagaram as luzes da escola para causar confusão e, nesse momento de escuridão, um dos alunos a atingiu. O agressor ainda não foi identificado.
Há sete anos no magistrado, Maria de Fátima disse que desde que começou a trabalhar como professora vê manifestações de violência. “Como eu tenho pouco tempo, acho que já comecei nessa pequena violência e a cada dia que passa está aumentando”, analisou ela, que escolheu a profissão porque gostava de ensinar, mas não aconselha que os filhos sigam seu caminho:
“A minha filha faz Biomedicina e não pensou em ser professora. Ela falava: ‘Para sofrer igual a você e o meu pai, Deus me livre’”.
A professora agredida admitiu que pede proteção antes de sair de casa para dar aula: “A gente sempre ouve falar do outro, mas nunca espera que vai acontecer com você. A gente tenta sair e deixar o medo em casa, mas é muita insegurança. Eu já saio de casa rezando”.
Liberdade demais cria uma geração de pequenos tiranos sempre insatisfeitos
Segundo Ana Beatriz Barbosa, especialista em comportamento, os pais, a sociedade e a cultura são responsáveis por esse aumento da violência. Ela explicou que a antiga educação tirana, em que as crianças não tinham direito nenhum, se inverteu completamente.
“Tudo o que tinha de valor na antiga educação, radicalizou de uma tal maneira que deram para as crianças uma educação tirana. Os pais deixam os filhos fazerem tudo. Eles estão deixando para as crianças escolherem, sem senso crítico. Eles estão chegando para os professores sem limites e sem regras”, considerou. “Criamos pequenos tiranos, uma geração que não se satisfaz com nada. Se você quer ter filho, tem que saber que não vai ter um amiguinho. É importante saber que ser pai e mãe dá trabalho”, ressaltou Ana Beatriz.
A docente Maria de Fátima contou que nas escolas estaduais de São Paulo os alunos não estão interessados nas aulas pois não precisam frequentá-las e nem tirar notas boas para passar de ano. “Os alunos vão à escola para barbarizar. Para criar confusão, filmar e colocar na internet”, comentou Ana Beatriz.
O assunto violência nas escolas está muito frequente nas discussões sobre o cotidiano escolar e pesquisando na internet encontrei essas colocações muito interessantes e corajosas.
Professora Agredida Por Aluno Em Escola Teme - Saio De Casa Rezando
Ana Beatriz - Crianças Filmam Barbaridades Para Colocar Na Internet
Professora agredida desabafa: 'É muita insegurança, saio de casa rezando'
Maria de Fátima conta que o aluno agressor ainda não foi identificado
08/04/2013 às 09h10
Atualizado em 08/04/2013 às 14h33
Maria de Fátima foi agredida por aluno com lixeira no rosto (Foto: Mais Você / TV Globo)
Maria de Fátima, professora de uma escola estadual de São Paulo, ficou com o olho roxo depois que um aluno jogou uma lixeira no rosto dela dentro da sala de aula. Ela contou que os alunos apagaram as luzes da escola para causar confusão e, nesse momento de escuridão, um dos alunos a atingiu. O agressor ainda não foi identificado.
Há sete anos no magistrado, Maria de Fátima disse que desde que começou a trabalhar como professora vê manifestações de violência. “Como eu tenho pouco tempo, acho que já comecei nessa pequena violência e a cada dia que passa está aumentando”, analisou ela, que escolheu a profissão porque gostava de ensinar, mas não aconselha que os filhos sigam seu caminho:
“A minha filha faz Biomedicina e não pensou em ser professora. Ela falava: ‘Para sofrer igual a você e o meu pai, Deus me livre’”.
A professora agredida admitiu que pede proteção antes de sair de casa para dar aula: “A gente sempre ouve falar do outro, mas nunca espera que vai acontecer com você. A gente tenta sair e deixar o medo em casa, mas é muita insegurança. Eu já saio de casa rezando”.
Liberdade demais cria uma geração de pequenos tiranos sempre insatisfeitos
Segundo Ana Beatriz Barbosa, especialista em comportamento, os pais, a sociedade e a cultura são responsáveis por esse aumento da violência. Ela explicou que a antiga educação tirana, em que as crianças não tinham direito nenhum, se inverteu completamente.
“Tudo o que tinha de valor na antiga educação, radicalizou de uma tal maneira que deram para as crianças uma educação tirana. Os pais deixam os filhos fazerem tudo. Eles estão deixando para as crianças escolherem, sem senso crítico. Eles estão chegando para os professores sem limites e sem regras”, considerou. “Criamos pequenos tiranos, uma geração que não se satisfaz com nada. Se você quer ter filho, tem que saber que não vai ter um amiguinho. É importante saber que ser pai e mãe dá trabalho”, ressaltou Ana Beatriz.
A docente Maria de Fátima contou que nas escolas estaduais de São Paulo os alunos não estão interessados nas aulas pois não precisam frequentá-las e nem tirar notas boas para passar de ano. “Os alunos vão à escola para barbarizar. Para criar confusão, filmar e colocar na internet”, comentou Ana Beatriz.
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VIOLÊNCIA NA ESCOLA
CARTILHA SOBRE VIOLÊNCIA NA ESCOLA DA REGIONAL 7 DO SEPE
Retirado do blog da Regional 7 do SEPE.
Para baixar clique na seta apontada pra baixo ao lado da palavra "Scribd".
ABR 20 2013
GALERIA
Cartilha sobre violência nas escolas
A Regional 7 do SEPE lançou na quinta-feira, dia 18/04 durante o ato com paralisação da rede municipal, a cartilha “Violência contra a escola! De quem é a culpa? Saiba o que fazer!”.
O material aponta os fatores que incidem diretamente no aumento da violência nas escolas e orienta seus profissionais de que forma agir em situação de violência.
Os “aposentados pela violência”, profissionais vítimas da violência escolar e aposentados com proventos proporcionais pelo desrespeito ao direito do acidente de trabalho, também são abordados na cartilha.
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22/04/2013
FAMÍLIA DE PROFESSORA MORTA DENTRO DE ESCOLA PEDE r$ 400 MIL DE INDENIZAÇÃO
Retirado do site Educação UOL.
Fabiana Marchezi
Do UOL, em Campinas (SP) 15/04/2013 12h52
O advogado Luiz Angelo Cerri Neto, contratado pela família da professora que morreu após ser esfaqueada dentro de uma escola estadual, em Itirapina (227 km de São Paulo), informou na manhã desta segunda-feira (15) que vai entrar com uma ação indenizatória por danos morais no valor de R$ 400 mil contra o Estado de São Paulo.
O defensor informou que o valor foi calculado com base no salário e na expectativa de vida da docente. Na ação, ele vai alegar falta de segurança na escola e falta de assistência aos familiares da vítima. "É inconcebível um aluno entrar armado dentro de uma escola para matar uma professora dentro da sala dos professores e em horário de aula. O Estado tem meios para impedir casos como esse, mas mais uma vez esperou acontecer a tragédia", disse Neto.
Além disso, o advogado reclamou da falta de assistência à família. "Eles não prestaram quase nenhuma assistência aos familiares que até hoje estão muito abalados com a tragédia".
"Todo mundo só falava bem dela, ela vivia sorrindo, nunca teve queixa de nada. E ela só tinha 27 anos, estava começando a vida agora, gostava do trabalho, estava feliz porque era uma coisa que queria, a gente não se conforma. A gente só quer justiça", desabafou Silmara Lima Braga, irmã da vítima.
O caso
A professora de português Simone Lima, de 27 anos, foi morta a facadas no dia 11 de março, dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo Camargo por Thomas Hiroshi Haraguti, 33, aluno do programa de EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Haraguti foi preso horas depois do crime e confessou que cometeu o crime porque estava com raiva da professora. Segundo o delegado José Francisco Minelli, o estudante disse que estava apaixonado por Simone, mas ela não o correspondia. Ele foi indiciado e já é réu no processo de homicídio doloso - quando há intenção de matar - qualificado. O julgamento ainda não foi marcado, mas o réu continua preso
O processo tramita no fórum de Itirapina e Cerri Neto entrará com a ação indenizatória na Vara da Fazenda Pública Estadual, junto com os advogados Roberto Parentoni, Luzia Helena Sanchez e Otto Carlos Cerri.
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20/04/2013
PROFESSOR, PROFISSÃO PERIGO
Retirado do site da revista Isto É.
N° Edição: 2214 | 13.Abr.12 - 21:00
Aumentam os casos de agressão física e psicológica a docentes brasileiros nas escolas particulares e nas universidades
Rachel Costa
"Ainda sinto medo de dizer não a um aluno e ser agredida"
Glaucia Teresinha da Silva, que sofreu traumatismo
craniano após ser empurrada por uma estudante
O que era para ser uma corriqueira entrega de provas virou um bate-boca intimidador seguido de agressão física. Descontente com a nota, a estudante abriu mão dos argumentos acadêmicos para contestar a correção e avançou sobre a professora Christiane Souza Alves durante a aula. “Ela usou xingamentos de baixo calão, veio atrás de mim quando eu saí da sala e me empurrou”, diz Christiane, que, após 13 anos de docência, passou um semestre sendo acompanhada no trajeto da instituição de ensino para sua casa, teve princípio de síndrome do pânico e começou a tomar antidepressivos. Seria mais um triste episódio a engrossar as estatísticas de violência nas salas de aula, não fosse a mudança de cenário.
A economista Christiane é professora universitária, ambiente onde tem aumentado o número de agressões a docentes, do mesmo modo que nas escolas da rede particular de ensino. “Ela gritou: ‘Você é paga para concordar comigo.’”, diz Christiane. A estudante em questão, uma jovem de 20 anos, continua na universidade. Foi apenas proibida de assistir às aulas de Christiane. “A relação professor-aluno acabou”, afirma a professora, que pediu para não identificar a instituição em que teve problemas.
EXEMPLO
Irmã de um professor assassinado por um aluno em 2010, Sandra comanda
a execução de um projeto contra a violência em escolas em Betim (MG)
Em Minas Gerais, onde Christiane leciona, quase metade das queixas recebidas pelo disque-denúncia contra abusos vem da rede privada. O serviço, pioneiro no Brasil, foi criado no último ano, em resposta à morte do professor Kassio Vinicius Castro Gomes, em dezembro de 2010. Ele foi morto a facadas no corredor principal do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, uma tradicional instituição de ensino superior da capital mineira com mensalidades que rondam a casa dos R$ 1 mil. Professores sem autoridade, alunos com excesso de poder e coordenações escolares omissas formam a bomba-relógio da violência escolar. “As salas de aula estão mais violentas, pois a própria sociedade também está”, afirma a pesquisadora Jussara Paschoalino, autora do livro “Professor Desencantado: Matizes do Trabalho Docente” (Armazém de Ideias, 2009). “As agressões contra o professor surgem de várias partes, mas o maior desgaste que percebo é com relação aos alunos.” Essa mesma impressão foi captada por um estudo feito pela International Stress Management Association (Isma-BR). Dos mil professores ouvidos, 46% indicaram como principal fonte de estresse a indisciplina dos estudantes – que muitas vezes ganha eco na omissão dos pais. “Os docentes estão mais vulneráveis à agressão que outras profissões”, considera Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. Basta lembrar que, sozinhos, eles têm de manter sob controle turmas de até 40 pessoas. E o risco independe da idade de quem ocupa a carteira. “Só nos últimos dez dias recebemos três denúncias de ameaças contra professores de universidades mineiras. Isso acende o alerta também nesse nível de ensino”, afirmou o presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, Gilson Reis, em entrevista à ISTOÉ, na segunda-feira 9.
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16/04/2013
ALUNOS-PROBLEMA ATÉ COM A POLÍCIA. O QUE DIZER COM PROFESSORES?
Retirado do blog Diário do Professor.
13 ABR 2013 POSTED BY DECLEV DIB-FERREIRA
Como eu digo, diversas tentativas são tomadas para que possamos trabalhar adequadamente com os “alunos-problema”, e todos os outros.
Mas a maioria dos alunos têm o seu direito por uma educação de qualidade dificultado – não só, mas sim, este é um dos motivos – por estes alunos que não deixam as aulas acontecerem normalmente. Independente do que seja “normalmente”, pois isso varia de professor a professor.
Ora, os professores faltam e tiram licença por estresse e doenças ligadas à profissão por não aguentarem mais a falta de respeito e falta de limites dos alunos.
Os professores desistem de tentar fazer algo em determinadas turmas por não conseguirem fazer nada, após muitas tentativas.
Como dito, as aulas não podem ocorrer de maneira satisfatória muitas vezes por conta de determinados – seja lá que tipo de aulas forem.
Vejo isso dia a dia há quase 14 anos que estou dentro de sala. Não falo de achismo. Digo isso porque é o que acontece comigo e com meus colegas.
Mas, o que fazer? Essa é a questão.
Como garantir a todos – aos outros que são prejudicados por estes e aos mesmos – uma aula de qualidade?
Uma escola teve a ideia de fazer palestras com os mais indisciplinados.
Veja o que aconteceu:
Cinco meninos (quatro com antecedentes criminais) e uma menina foram encaminhados ao Deca – alguns por desacato, outros por dano a patrimônio público. A polícia descobriu que um deles, de 15 anos, estava foragido da Fase, onde deveria cumprir medida socioeducativa por crime de tráfico.
A polícia pega e “apreende” por desacato e dano ao patrimônio.
E o professor, sem a polícia, faz o quê?
Fica doente, por estresse e impotência.
Então, você é daqueles para quem a escola tem que lidar com tudo isso sozinha?
Então, você acha que estamos preparados pra isso?
Então, você acha que a escola tem a obrigação de, do jeito que é, com os recursos que lhes dão, com os profissionais que estão lá dentro, dar conta de ensinar os conteúdos a todos os alunos?
E tem que ensinar estes conteúdos e ensinar os alunos a serem cidadãos responsáveis, conscientes de seus direitos e deveres, respeitadores das regras de trânsito, defensores do meio ambiente, com responsabilidade social, cuidadores da sua sexualidade e reprodução, bons membros de família…?
E, isso tudo, com TODOS, com antecedentes criminais e foragidos?
Então tá.
A educação continuará deste jeito, por mais datashow e computador que se distribua por ai.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor ou policial?
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09/04/2013
DOIS ANOS DA TRAGÉDIA DA EM TASSO DA SILVEIRA
Retirado do site do SEPE.
08/04/2013
Ontem, dia 7 de abril, a tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo, Zona Norte do Rio, completou dois anos. Naquele dia, em 2011, 12 alunos foram baleados e mortos e outros 12 foram feridos por um jovem, ex-aluno da escola.
À época, o Sepe convocou uma paralisação de 24 horas em protesto contra a falta de segurança nas escolas. A direção do sindicato acompanhou de perto esta tragédia, que abalou o país e teve repercussão mundial.
O Sepe também divulgou uma nota à imprensa no mesmo dia da tragédia, em que afirmou: “A falta de segurança nas escolas municipais e estaduais do Rio vem sendo denunciada pelo Sepe há anos, mas, infelizmente, os governos se recusam a discutir com a categoria o assunto. Dessa forma, o Sepe exige que o prefeito Paes e o governador, os respectivos secretários de Educação do estado e município do Rio, e as autoridades de segurança de nosso estado discutam com os profissionais de educação como enfrentar esse grave problema”.
E alguma coisa mudou nesse período desde o massacre? Infelizmente, quase nada. No estado, inclusive, a situação piorou, com a enorme carência de vigias e zeladores – cargos estes que podem ser extintos, se o Projeto de Lei 2055, de autoria do governador Cabral e recentemente enviado à Alerj para votação, que determina a terceirização dos cargos de funcionários administrativos, for aprovado.
Rotineiramente, a imprensa noticia casos de violência nas escolas – recentemente, uma professora foi brutalmente agredida por um aluno em uma escola municipal, no Bairro de Piedade. Em São Gonçalo, um PM foi denunciado por usar spray de pimenta nos alunos dentro de uma escola estadual.
O município do Rio também tem uma enorme falta de funcionários administrativos – a carência desse profissional é uma das principais causas para a violência em nossas escolas. A merendeira, o inspetor de aluno, o zelador, o residente, todos esses funcionários têm uma relação muito próxima dos alunos, pais e responsáveis, estabelecida ao longo de muitos anos. A falta desse profissional fragiliza a unidade escolar e dificulta ainda mais o trabalho pedagógico.
Os baixos salários e as más condições de estrutura na maioria das escolas públicas no Rio também pioram ainda mais a situação.
Os governantes se recusam a investir na educação pública o que a lei manda, fazem poucos concursos e mal convocam os concursados aprovados. O resultado desse descaso é o sucateamento da educação pública.
A sociedade como um todo tem que reagir a essa situação.
O descaso com a educação pública, provocado pelos governantes no Rio, repercute em todos os níveis sociais. Fechar os olhos ao abandono de nossas escolas não resolve nada. Cabe a todos os cidadãos cobrarem dos governantes mais investimentos.
Dessa forma, neste triste aniversário de dois anos da tragédia da EM Tasso da Silveira, os profissionais de educação das redes estadual e municipais do Rio denunciam que muito pouco foi feito para melhorar as condições de segurança e de funcionamento de nossas escolas.
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02/04/2013
PM USOU SPRAY DE PIMENTA CONTRA ALUNOS DENTRO DE ESCOLA ESTADUAL
Retirado do site do SEPE.
27/03/2013
O Sepe recebeu a informação de que ontem (26) um policial usou spray de pimenta em alunos para acabar com uma confusão, no turno da manhã, dentro do Ciep estadual 249 (Brizolão Pastor Waldemar Zarro), em São Gonçalo.
O policial trabalha no Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS).
O Sepe comunicou o fato às comissões de Educação e de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj).
O sindicato também irá oficiar a Secretaria Estadual de Educação sobre o ocorrido, pedindo que o órgão apure o assunto.
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01/04/2013
PROFESSORES AGREDIDOS SÃO HUMILHADOS NAS DELEGACIAS
Retirado do site do jornal O Dia.
29.03.2013 às 00h24
Educadores recorrem à Corregedoria e até ao Ministério Público para registrar queixas
POR CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - Se não bastasse a agressão física e verbal de alunos enfurecidos, professores que são vítimas de violência nas escolas têm enfrentado verdadeiro martírio para fazer o registro de ocorrência nas delegacias do Rio. O último episódio de repercussão, o caso de Leila Soares, diretora da Escola Municipal João Kopke, em Piedade — que foi espancada por um aluno de 15 anos —, acabou na Corregedoria da Polícia Civil. Mas não foi o único. Alguns educadores foram parar no Ministério Público para conseguir fazer um boletim.
“Fui tratada com sarcasmo. Tinha sido esbofeteada, socada. Passar por esta situação me deixou pior ainda. Um policial não tem que tomar partido. Ele tem que fazer o trabalho dele, que é registrar o fato”, afirmou Leila, que procurou a Corregedoria para relatar o tratamento que recebeu na 24ª DP (Piedade).
Alunos mostram cartazes contra violência na porta de escola municipal onde diretora foi espancada | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Situações como a dela são mais comuns do que se imagina. Professor de uma escola estadual de Brás de Pina foi ridicularizado ao tentar fazer a queixa na 22ª DP (Penha) contra dois alunos, de 20 e 21 anos, que o agrediram verbalmente. “Fui atendido por um inspetor que do primeiro ao último momento se negou a fazer o boletim. Ele disse que a polícia é para resolver crimes e não problemas escolares”, contou o educador.
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DIRETORA AGREDIDA A SOCOS QUER PUNIÇÃO PARA ALUNO, QUE DIZ TER SIDO PROVOCADO
Retirado do site do jornal O Globo.
Confusão ocorreu dia 21, na Escola Municipal João Kopke, em Piedade
Jovem acusado de agressão tem 15 anos
VERA ARAÚJO
30/03/13 - 18h00
A diretora Leila Soares mostra a foto com as marcas que os socos deixaram em seu rosto: Pedro Kirilos
RIO - De um lado, a evocação da autoridade; do outro, a afirmação pessoal, típica de quem está caminhando para a idade adulta e vive numa favela dominada pelo tráfico. O ringue: a Escola Municipal João Kopke, de educação fundamental, em Piedade, a cerca de 300 metros do Morro do Urubu. No colégio, frequentado metade por alunos do asfalto e metade pelos da favela, nunca havia ocorrido um caso de agressão grave. Até o último dia 21, quando a diretora do colégio, Leila Soares, de 43 anos, foi atacada a socos por um aluno de 15 anos. Ele contou e diz que foram oito golpes. Leila só sabe que foram vários. A professora quer uma punição exemplar. O estudante acha que um pedido de desculpas já seria o suficiente. Cada um conta a sua versão.
As marcas dos socos no rosto da pedagoga, há quatro anos à frente da João Kopke, já desapareceram, mas a imagem do agressor partindo em sua direção continua bem nítida em sua mente. Ela sente fortes dores de cabeça e não escuta com o ouvido direito. Em seu apartamento, numa rua de classe média do subúrbio, Leila tenta se recuperar do trauma e manter as aparências na hora da lição de casa dos dois filhos, de 6 e 12 anos. Ela vem de uma família cuja tradição é a vocação pelo magistério. Foi normalista do Carmela Dutra, colégio de Madureira voltado para a formação de professores. Rígida, diz que tem como principal virtude ouvir e que costuma pedir para não ser interrompida quando conversa um assunto sério com um aluno ou responsável.
Perto da escola, numa construção tosca de alvenaria, no alto do Morro do Urubu, já no bairro de Pilares, onde o esgoto desce pelas vielas, provocando um mau cheiro insuportável que entra pela única janela do imóvel, mora o adolescente de 15 anos que socou Leila. A casa fica ao lado de uma outra fincada na pedra que ameaça desabar a qualquer chuva mais forte. Dentro dela, nenhuma TV funciona com todas as funções: de uma, só se aproveita a imagem; de outra, o som. O jeito é ligar as duas ao mesmo tempo.
O DVD player é emprestado, e o celular velho não tem chip. A geladeira, enferrujada, com a porta despencada, serve de armário: há alguns dias, um quilo da sardinha, xepa da feira local, estragou por falta de refrigeração. O cômodo da casa onde mora a família, que faz as vezes de quarto e sala, tem cerca de 12 metros quadrados. Há dias o prato principal tem salsicha e ovo, comprados com os R$ 134 do Bolsa Família.
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