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A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
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24/05/2013
METADE DOS JOVENS ESCOLHE CARREIRA SEM CONHECER PROFISSÃO
Retirado do site da revista Veja.
23/05/2013 - 16:41 - São Paulo
Dado consta de pesquisa feita com 18.500 estudantes do 3º ano do ensino médio
Lecticia Maggi
Jovens são influenciados por pais e por modismo na hora da escolha profissional, dizem especialistas (Thinkstock)
Uma pesquisa realizada pela Universidade Anhembi Morumbi com 18.477 alunos do 3º ano do ensino médio na cidade de São Paulo revelou que 59% desses estudantes já escolheram a carreira que querem seguir — nas escolas públicas, o índice chega a 63%. Entre aqueles que já estão decididos, contudo, menos da metade (46%) revelou ter mantido algum contato com a profissão escolhida. O estudo aponta ainda que 27% de todos os estudantes têm dúvidas sobre o mercado de trabalho. "Percebemos que os estudantes se decidem pela carreira sem conhecer a fundo a área de interesse", afirma Luciano Romano, coordenador do levantamento.
Leia também:
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A influência exercida pelos pais na escolha da carreira pode ser percebida na predominância de carreiras tradicionais — medicina, direito, arquitetura e urbanismo, engenharia civil e administração são as mais escolhidas. Para Romano, a explicação é simples: "É comum que pais conheçam advogados ou administradores, por exemplo, e, assim, apresentarem essas carreiras aos filhos. Conversas sobre profissões como games e gerenciamento de e-commerce são, é claro, menos frequentes."
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19/05/2013
GLOBO vs. FACEBOOK. UM CISMA ENTRE VEÍCULOS E REDES SOCIAIS?
Retirado do site do Observatório da Imprensa.
Por Sarah Costa Schmidt em 14/05/2013 na edição 746
Acostumados a ver, até então, uma relação de amor entre os veículos de comunicação e as empresas de redes sociais, muitos internautas foram pegos de surpresa com a decisão das Organizações Globo de não colocar mais links e diminuir drasticamente o volume de conteúdo que divulga no Facebook. A medida, tomada em abril, atingiu os perfis do jornal O Globo, revista Época e G1, entre outros canais de informação do conglomerado.
Em um primeiro momento, o impacto maior foi deparar com esse modelo de postagem sem link, que geralmente traz apenas uma imagem e uma indicação para que leitor entre no site do veículo e procure a notícia que o interessa – um trabalho braçal que parece fugir da lógica da cultura da internet com a qual estamos (mal-) acostumados. Irritados com a situação, alguns internautas chegam publicar links de reportagens de empresas concorrentes nas fanpages do grupo.
Embora pareça ir contra a maré, a atitude das Organizações Globo sinaliza um conflito comercial que pode se tornar mais evidente daqui em diante: os veículos de comunicação, que têm seu modelo de negócios baseado na produção de conteúdo, acabam abastecendo as empresas de redes sociais com esse mesmo conteúdo, “de graça”. No pacote também estão inclusos os fãs (ou curtidores) que as fanpages das empresas de jornalismo arrebanham, um público que entra na roda das relações comerciais que o Facebook estabelece com seus anunciantes. Quem anuncia na rede criada por Mark Zuckerberg pode filtrar o nicho que quer atingir com ferramentas extremamente refinadas e se utilizar inclusive de um mercado estrategicamente construído pela fanpage de uma marca específica, ou, no caso, de um veículo de comunicação.
Relação em risco?
O fator comercial foi uma das razões que motivou a decisão, de acordo com o CEO da Globo.com, Juarez Queiroz. Em notícia publicada no portal do Meio&Mensagem na quarta-feira (8/5), ele também explicou que o tráfego que vem da rede social não é muito significativo para o conglomerado. A observação de que o Facebook faz uma espécie de edição do que chega ao news feed dos usuários também contribuiu para a atitude de reduzir o conteúdo divulgado no Facebook – segundo Queiroz, o conglomerado chegou à conclusão de que nem todo o material que seus produtos publicam nas fanpages chega a todos os seus fãs.
A decisão das Organizações Globo, que por enquanto atinge apenas o Facebook (no Twitter, Google Plus e Instagram o ritmo de postagem é o mesmo de sempre) pode trazer alguns questionamentos sobre o futuro da relação entre empresas de redes sociais e os veículos tradicionais de comunicação. O primeiro deles, já explicitado acima, é a própria questão comercial, que talvez não tenha sido avaliada quando a imprensa se inseriu em peso nesses softwares sociais, entre 2008 e 2009. Em uma trajetória perfeitamente normal em termos de descobertas, não daria mesmo para filosofar muito sobre o devir e os veículos de imprensa foram descobrindo as possibilidades de interação, proximidade e diálogo que podem ser estabelecidos com o público por meio dessas novas ferramentas.
Enquanto isso, as empresas criadoras dessas redes sociais foram se firmando e estabelecendo mecanismos para monetizar a audiência que conquistavam, criando e adaptando modelos de negócios, como vemos no Facebook e Twitter. O lance é que, em contrapartida, os veículos de imprensa continuam, de certa forma, patinando no terreno ainda nebuloso da internet, buscando formas de se sustentar nesse espaço, testando fórmulas como o paywall etc.
De um lado, há um Facebook e um Google que descobriram como se sustentar nesse “novo mundo”, tendo o conteúdo gerado pela imprensa como uma espécie de “aliado”. Do outro, estão as empresas de comunicação tentando sobreviver. É uma lógica que talvez a decisão das Organizações Globo traga à tona. Como disse um dos meus professores do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp, Rafael Evangelista: “A Globo se ligou que o Facebook é uma empresa de mídia, tanto quanto ela”.
Abandonar as redes?
Fazendo um exercício de desapego e deixando a questão grana um pouco de lado, parece lógico que a inserção da imprensa nessas redes sociais trouxe grandes possibilidades tanto para os veículos de comunicação quanto para o público. Nesses ambientes, a ideia é que empresa e seus leitores interajam mais, criando uma relação de proximidade.
Podemos pensar também em um espaço para mais participação do público no noticiário: as redes sociais podem ser a verdadeira porta de entrada para um jornalismo mais colaborativo e até menos arrogante. Porém, como todos nós podemos notar, isso ainda não aconteceu – há uma interação tímida e, ao que parece, pouco explorada.
02/05/2013
CONHEÇA ALTERNATIVAS AO USB
Retirado do site Olhar Digital.
Leia a matéria na integra
Todos os dias a gente conecta algum periférico nos nossos computadores: tocadores MP3, câmeras digitais, filmadoras, discos externos... A porta USB ainda é a mais popular. Mas você sabia que existem conexões mais modernas que ameaçam esse padrão?
Lançado originalmente em 1995, o USB surgiu para acabar com as inúmeras interfaces externas existentes na época. O USB é uma conexão do tipo “Plug and Play” que permite a fácil conexão de periféricos sem a necessidade de desligar o computador. A princípio, a versão 1.0 oferecia velocidade de transmissão de até 12 megabits; ou seja, 12 milhões de bits por segundo. No ano 2000, o padrão 2.0 elevou essa velocidade para 480 megabits por segundo. Nove anos depois, as máquinas mais modernas passaram a trazer o novo USB 3.0, com velocidade de 5 gigabits por segundo.
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Todos os dias a gente conecta algum periférico nos nossos computadores: tocadores MP3, câmeras digitais, filmadoras, discos externos... A porta USB ainda é a mais popular. Mas você sabia que existem conexões mais modernas que ameaçam esse padrão?
Lançado originalmente em 1995, o USB surgiu para acabar com as inúmeras interfaces externas existentes na época. O USB é uma conexão do tipo “Plug and Play” que permite a fácil conexão de periféricos sem a necessidade de desligar o computador. A princípio, a versão 1.0 oferecia velocidade de transmissão de até 12 megabits; ou seja, 12 milhões de bits por segundo. No ano 2000, o padrão 2.0 elevou essa velocidade para 480 megabits por segundo. Nove anos depois, as máquinas mais modernas passaram a trazer o novo USB 3.0, com velocidade de 5 gigabits por segundo.
26/04/2013
METADE DAS ÁREAS QUE ALCANÇARAM AS METAS DE SEGURANÇA NÃO ESTÁ EM REGIÕES PACIFICADAS
Retirado do site do jornal Extra.
Não tenho costume de postar coisas sobre violência urbana, polícia, etc, mas essa é sobre a política de bônus do governo. Alguns detalhes interessantes.
25/04/13 07:30
Com UPP, mas sem bônus: metade das áreas que alcançaram as metas de segurança não está em regiões pacificadas
A cerimônia de anúncio das metas, no João Caetano, nesta quarta-feira Foto: Domingos Peixoto
Luã Marinatto
A existência de Unidades de Polícia Pacificadora não foi um fator preponderante na distribuição das gratificações a policiais civis e militares que reduziram os índices de criminalidade dentro do estipulado pela Secretaria estadual de Segurança (Seseg). Das 12 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) que receberam ontem, em cerimônia realizada no Teatro João Caetano, no Centro do Rio, os valores referentes ao Sistema Integrado de Metas, apenas seis são de regiões pacificadas.
Além disso, duas áreas que têm UPPs em todas as suas comunidades há pelo menos dois anos ficaram de fora da bonificação, que variou de R$ 3 mil a R$ 9 mil e beneficiou quase 12 mil policiais. Na Aisp 6, que abrange o 6 BPM (Tijuca) e as 19 e 20 DPs, o grande vilão foi o roubo de veículos, que subiu de 64, no segundo semestre de 2012, para 97 no mesmo período do ano passado (um aumento de mais de 50%). Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP).
A outra região totalmente pacificada a não atingir as metas foi a da Aisp 19, que inclui o 19 BPM (Copacabana) e as 12 e 13 DP. A Seseg argumentou que "são regiões que nos outros ciclos reduziram bastante os índices de violência, tanto que a Aisp 6 foi primeiro lugar no primeiro semestre de 2011 e a Aisp 19 no segundo de 2010".
A secretaria, contudo, se equivocou ao afirmar que "as duas regiões [...] bateram as metas de letalidade violenta e roubo de veículos" no segundo semestre de 2012, já que o segundo índice aumentou na Aisp 6. Sobre os resultados gerais, a posição oficial é que "a premiação de Aisps do interior e do entorno mostra que não é só UPP que influencia na redução da criminalidade".
Ontem, o subsecretário de planejamento operacional, Roberto Sá, recebeu do Instituto Publix um prêmio de melhores práticas de Gestão para Resultados na Administração Pública pelas UPPs.
Colaborou: Giulliane Viêgas
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25/04/2013
TESTAR SEMPRE MELHORA APRENDIZADO ON-LINE
Retirado do site Porvir.
24/04/13 // ESCOLA // ON-LINE // UNIVERSIDADE // ESTADOS UNIDOS
DA REDAÇÃO
O número de produtos educacionais disponíveis no mercado, nas institições de ensino e na web disparou nos últimos anos. Mas será que os alunos conseguem vencer as tentações do universo on-line, como redes sociais, games e sites, quando estão diante de seus computadores? No estudo “Interpolated memory tests reduce mind wandering and improve learning of online lectures” (Testes de memória intercalados reduzem divagação da mente e melhoram a aprendizagem de aulas on-line, em livre tradução), publicado neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores de Harvard mostram que sim, quase metade dos alunos perde a concentração, mas sugerem uma forma de otimizar o aprendizado em ambientes on-line: testar os alunos com frequência.
De acordo com o estudo feito por Daniel Schacter, professor de psicologia de Harvard, e Karl Szpunar, que estuda concentração e aprendizado em seu PhD, ao intercalar videoaulas com testes curtos, os momentos de divagação mental dos alunos diminui pela metade, o hábito de tomar notas triplica e a retenção geral do conteúdo aumenta. “A questão que queríamos responder, basicamente, é como otimizamos o tempo dos alunos quando eles estão em casa, tentando aprender com videoaulas. Como é que podemos ajudá-los a extrair a informação de que precisam com mais eficiência?”, diz Szpunar.
crédito clabert / Fotolia.com
A dupla percebia, ao falar com alunos, que eles tinham problemas em se concentrar durante aulas on-line diante de tantas opções na internet. “Alguns estudantes com os quais conversamos diziam que levavam quatro horas para assistir a uma videoaula de uma. Tudo isso porque ficavam tentanto lutar contra todas as distrações que os cercam.” Paralelamente, também se angustiavam com o fato de haver muitas certezas a respeito do aprendizado virtual que ainda não haviam sido cientificamente comprovadas. “Existe uma crença popular genérica que diz que as aulas deveriam ser curtas e estimulantes, mas ainda falta prova científica de que essa afirmação seja correta”, afirma Schacter.
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24/04/2013
LIVRO MOSTRA AS AGRURAS DE 14 ALUNOS NEGROS DA PUC PARA SE FORMAR E ENTRAR NO MERCADO
Retirado do site do O Globo.
Histórias de preconceito e superação são contadas por pesquisador
FÁBIO VASCONCELLOS Publicado: 23/04/13 - 7h00
Lady Christina, uma das primeiras beneficiadas pelo programa da PUC: falta de dinheiro para frequentar as aulas do curso de ciências sociais Gustavo Stephan / O Globo
RIO - O telefone toca num dos departamentos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio. Do outro lado da linha, o representante de um importante escritório de advocacia pede a indicação do melhor aluno de direito. Semanas depois, o escolhido vai ao escritório. Após uma breve conversa com a secretária, ele entrega o currículo e se dirige ao elevador. Antes de deixar o prédio, retorna e pede novamente o documento para anotar o número do celular. No alto da folha, percebe que a funcionária havia escrito a palavra “mulato”. Imediatamente, ele risca o nome e escreve ao lado: “negro”. Em seguida, anota o telefone para contato e vai embora. Apesar do seu coeficiente de rendimento ser um dos mais altos da turma, não foi chamado para
trabalhar no tal escritório.
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O caso acima ocorreu em 2000 e é de conhecimento de professores da PUC, mas até hoje o nome do escritório e do aluno são mantidos em sigilo. Essa e outras histórias de estudantes negros de famílias pobres que conseguiram se formar numa das mais prestigiadas universidades da cidade, graças a bolsas de estudo fornecidas pela instituição, antes mesmo da adoção das cotas nas universidades em 2003, estão no livro “Afrocidadanização: ações afirmativas e trajetórias de vida no Rio”, de Reinaldo da Silva Guimarães. Atualmente, cerca de 51% dos estudantes da PUC (6.730) têm bolsa, boa parte relativa a ações afirmativas.
Com base na trajetória de 14 jovens que ingressaram na faculdade, muitos deles oriundos do Pré-Vestibular Para Negros Carentes (PVNC), programa desenvolvido em áreas pobres da Baixada, Guimarães revela que a formação universitária alterou positivamente a situação econômica e social desses ex-estudantes e suas famílias. Mas para chegar à nova realidade, eles tiveram que enfrentar dificuldades, entre elas, a falta de recursos para transporte e alimentação, além do preconceito racial que ainda persiste, embora, segundo o autor, de maneira velada:
— Na pesquisa, percebemos que os negros tiveram as suas vidas afetadas positivamente, mas no mercado de emprego as mudanças são mais lentas. Encontrei negros que conseguiram entrar no mercado de trabalho, mas depois a ascensão profissional passa a ser muito mais lenta que a de um profissional branco.
Sem dinheiro para chegar à universidade
Moradora de Caxias, Lady Christina de Almeida, de 37 anos, fez parte de uma das primeiras turmas beneficiadas pelo programa, no início dos anos 90. A euforia de ter sido aprovada para o curso de ciências sociais foi logo seguida por um choque de realidade: apesar da bolsa, ela não tinha dinheiro para frequentar a universidade. Lady é hoje professora da rede estadual e conta que a dificuldade foi superada com a ajuda dos funcionários da própria PUC. Eles organizavam um café da manhã comunitário e os negros, que não tinham condições de comprar nas lanchonetes da universidade, passaram a ser convidados. Hoje, a PUC mantém um programa de ajuda financeira para os alunos que não têm condições de pagar o transporte e a alimentação.
— Quando cheguei na fila da PUC para fazer a matrícula, levei um susto. As pessoas falavam de coisas e assuntos que não eram do meu universo. Marcas de carros, viagens, roupas. Já na fila pensava: meu Deus, isso aqui não é lugar para mim — conta Lady, que continuou os estudos, fez o mestrado e agora se prepara para o doutorado.
As dificuldades também bateram à porta da jornalista e apresentadora do telejornal da TV Brasil Luciana Barreto, de 36 anos. Diariamente, ela percorre os cerca de 40 quilômetros que separam o Centro do Rio de Nova Iguaçu, onde mora:
— Quando esse grupo de negros e pobres começou a entrar na universidade, começaram a escrever, em vários locais, expressões como “preto tem que morrer”. A experiência da PUC permitiu que muitos negros se formassem e entrassem no mercado, mas ainda há muito racismo na sociedade.
Professora de história diz que negros não têm como investir nos estudos
Miracema Alves dos Santos, de 47 anos, carrega um currículo invejável, apesar de não ter passado pelo grupo dos estudantes do Pré-Vestibular Para Negros Carentes (PVNC). Quando conseguiu passar no vestibular, em 1994, para o curso de direito da PUC, Miracema já havia se formado em história na extinta Universidade de Humanidades Pedro II (Fahupe), graças ao esforço da mãe e de seu emprego de auxiliar de escritório. A renda era praticamente toda usada para pagar a faculdade:
— Entrei na turma de direito e vi que só tinha eu de negra na sala. Uma vez, um professor me perguntou como eu tinha adivinhado uma questão que estava certa na prova. Ou seja, uma negra pobre não podia acertar a questão, mas adivinhar. Para mim soou como preconceito de cor, racismo.
Mas, durante o curso da PUC, Miracema foi demitida e teve que recorrer à bolsa da universidade para concluir os estudos. Depois da graduação, tentou o mestrado em direito também na PUC, mas foi reprovada na entrevista. Por falta de recursos, não conseguiu fazer o curso preparatório para a prova do Ministério Público. Nascida em São João de Meriti, hoje ela vive com o marido e o filho em Caxias. Para Miracema, o curso universitário ajudou a mudar a sua realidade, mas muito abaixo do esperado:
— Com o curso de direito, achei que fosse melhorar a minha renda. Nada disso. Não consegui continuar os estudos para fazer um concurso porque tive que trabalhar para pagar as contas. Hoje, vivo da renda das duas matrículas que tenho como professora de história do estado e do município de Caxias. Algumas vezes, ainda consigo advogar no campo do direito do consumidor, mas mesmo assim com ganhos muito aquém do que esperava. A história do negro do Brasil é assim: como temos que trabalhar muito, porque somos de famílias pobres, não podemos investir nos estudos como qualquer outro.
Reportagem publicada no vespertino digital O GLOBO A MAIS
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UNESP LANÇA MAIS 54 TÍTULOS DIGITAIS PARA DOWNLOAD GRATUITO
Retirado do site da Agência FAPESP.
Obras integram coleção Propg-Digital, da Fundação Editora da Unesp, que passa a contar com 192 títulos (Wikimedia)
24/04/2013
Agência FAPESP – A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Editora Unesp disponibilizam nesta quarta-feira (24/04) 54 novos títulos do selo Cultura Acadêmica para download gratuito. As obras integram a Coleção Propg/FEU Digital, que conta agora com 192 títulos.
A coleção, iniciada em 2010, publica livros em primeira edição apenas nos formatos digitais, com a possibilidade de download gratuito. De acordo com a Unesp, o objetivo é democratizar a produção acadêmica – todos os títulos são assinados por docentes da universidade e abordam temas da área de Ciências Humanas.
A coleção funciona como laboratório de iniciativas na área do livro digital, segundo os responsáveis pelo Cultura Acadêmica, o segundo selo da Fundação Editora da Unesp. A meta é publicar mil livros até 2020.
Na cerimônia de lançamento, prevista para ocorrer às 9h na sede da Editora Unesp em São Paulo, o presidente da editora, José Castilho Marques Neto, proferirá a palestra “Os e-books e a democratização do conhecimento”.
Após a apresentação do projeto e dos livros novos, o público poderá conferir as obras por meio de iPads que ficarão disponíveis até as 16 horas, quando se encerram as atividades. Os autores dos livros também estarão presentes.
A programação será transmitida ao vivo pelo endereço www.faacwebtv.com.br/ebook e haverá sorteio de 54 pen cards (pen drives) para internautas que fizerem downloads das obras durante o evento.
Entre os lançamentos, estão A atuação de Joel Silveira na imprensa carioca (1937-1944), resultado do mestrado de Danilo Wenseslau Ferrari na Unesp de Assis; A esfera da percepção: considerações sobre o conto de Julio Cortázar, de Roxana Guadalupe Herrera Alvarez; A influência do lobby do etanol na definição da política agrícola e energética dos EUA (2002-2011), de Laís Forti Thomaz; e A inserção no exercício da docência: necessidades formativas de professores em seus anos iniciais, resultado do mestrado de Naiara Mendonça Leone.
Mais informações e a lista completa dos 54 novos títulos pode ser conferida em www.unesp.br/portal#!/noticia/10669.
PESQUISADORES ESCLARECEM EFEITO PROTETOR DA GRAVIDEZ CONTRA O CÂNCER DE MAMA
Retirado do site Agência FAPESP.
Hormônios produzidos na gestação induzem o remodelamento da cromatina e a reprogramação dos genes nas células mamárias, indica estudo feito por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos (Wikimedia)
24/04/2013 - Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Estudos epidemiológicos indicam que mulheres sem filhos apresentam cerca de quatro vezes mais risco de desenvolver câncer de mama na menopausa do que aquelas que se tornaram mães ainda jovens.
Um artigo publicado recentemente no International Journal of Cancer por um grupo do Fox Chase Cancer Center, dos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ajuda a entender melhor as transformações que ocorrem com as células mamárias durante a gravidez que as tornam menos suscetíveis ao surgimento de tumores.
A pesquisa foi feita com amostras de tecido mamário de mulheres saudáveis entre 50 e 69 anos que já estavam havia pelo menos um ano sem menstruar. As amostras foram divididas em dois grupos: 42 mulheres que nunca tiveram filhos e foram classificadas como nulíparas e 71 mulheres que tiveram um ou mais filhos e ficaram grávidas pela primeira vez aos 23 anos em média (com variação de 4,25 anos para mais ou para menos).
Por meio de uma série de análises, os pesquisadores buscaram avaliar se havia diferenças morfológicas e no padrão de expressão dos genes no tecido mamário dos dois grupos. Maria Luiza Silveira Mello e Benedicto Campos Vidal, da Unicamp, ficaram responsáveis por avaliar a supraorganização da cromatina no núcleo das células.
“A cromatina é a estrutura que contém o DNA. Ela forma complexos com proteínas (entre elas, as histonas) e com diversos tipos de pequenos RNAs. Quando a célula entra em processo de divisão, a cromatina se compacta na forma de cromossomo”, explicou Mello.
As análises feitas pelos pesquisadores da Unicamp, com apoio da FAPESP, mostraram que nas amostras dos dois grupos de pacientes havia dois tipos diferentes de núcleo: um em que a cromatina estava mais frouxa e outro em que o material genético estava mais condensado.
“Nas amostras das mulheres que tiveram filhos, a quantidade de núcleos com a cromatina mais condensada foi muito maior. Isso sugere que houve uma modificação epigenética intensa nessas células e isso permaneceu até a menopausa”, afirmou Mello.
14/04/2013
O CAPITALISMO DE COMPADRIO ENTROU EM CENA
Retirado do site do jornal O Globo.
Elio Gaspari
Quem comprou um lote de ações da OGX de Eike Batista quando ela foi lançada, em 2008, pagou R$ 1.200. Hoje ele vale R$ 150. Milhares de pessoas tomaram esse tombo, sem que houvesse uma crise na economia ou cataclismo. Pequenos e grandes investidores acreditaram num negócio e deram-se mal. Assim é o mercado.
Diante das dificuldades do bilionário brasileiro, surgiram duas linhas de argumentação defendendo um socorro da Viúva. Quase todas vindas da privataria, outras, do comissariado.
Numa, Eike Batista deve ser amparado para evitar que suas dificuldades comprometam a imagem do Brasil junto ao mercado de investidores internacionais.
Ou então ele deve receber alguma proteção para evitar um risco sistêmico.
O primeiro argumento é uma falsidade. Imagine-se um investidor americano, em seu escritório de Chicago, recebendo a informação de que o governo brasileiro amparou o empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil. Ademais, ele tem patrimônio para oferecer ao mercado. O governo ampararia um empresário que em 2007 criticava a falta de “cultura de risco” de seus pares.
O sinal que o investidor estrangeiro recebe é o do triunfo, no Brasil, do capitalismo de compadrio. Ele já viu o fim desse filme na Coreia em 1997, na Espanha em 2008 e na Grécia em 2010.
O segundo argumento, mencionando um “risco sistêmico”, merece ser traduzido: trata-se de usar dinheiro da Viúva para blindar bancos oficiais e privados que emprestaram dinheiro ao grupo EBX, assumindo riscos maiores que os dos acionistas. Típico resgate do andar de cima. Coisa de pelo menos R$ 13 bilhões. Uns R$ 8 bilhões saíram do BNDES e da Caixa, que lidam com recursos públicos. Outros R$ 5 bilhões foram emprestados por banqueiros e fundos que tinham “cultura de risco”.
Imagine-se a seguinte situação: Em 2008 Guido Coutinho comprou R$ 1,2 milhão de ações da OGX. Nesse mesmo ano, um grande banco emprestou R$ 120 milhões a uma empresa de Eike Batista. Mais tarde, sem relação com o investimento que fizera, Guido fez um empréstimo de R$ 1,2 milhão no mesmo banco que comprou o “risco Eike”. Hoje, o bom Guido está com R$ 150 mil na sua carteira de ações e, com seu trabalho, tudo paga o que deve ao banco. Ele sabe que nos próximos anos não recuperará o investimento que fez nas ações, mas o banco que emprestou a Eike quer o seu. Como metade do crédito saiu do BNDES, o capitalismo de compadrio poderá colocar Guido Coutinho no pior dos mundos: perdeu nas ações, pagou o que devia e o dinheiro dos seus impostos, convertido em aportes do Tesouro, seria usado para refrescar os bancos que emprestaram a Eike. O mesmo acontecerá se, por meio de alguma gambiarra, a Viúva capitalizar as empresas X para fechar a conta com a banca privada.
Fracassada a tentativa de transferir um estaleiro capixaba para a carteira do grupo X, surgiu uma manobra no mercado: a Petrobras pode entrar no empreendimento do porto de Açu. Metade dessa grande obra está pronta, recebeu R$ 4 bilhões de investimentos, emprega oito mil pessoas e tem muito para dar certo. A doutora Graça Foster informou que a empresa ainda não pensou nesse assunto. Se a Petrobras quiser entrar no Açu pode-se perguntar por que esse interesse só apareceu agora, já que o projeto existe desde 2007.
Se a estatal se decidir por essa transação, fará bem se exibir uma transparência a que não está habituada, mostrando todos os números aos seus acionistas. O petrocomissariado pode provar que está diante de uma boa ocasião para fechar um grande negócio: basta contratar uma auditoria internacional para referendar sua opinião, mostrando custos e preços.
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DIVERSOS
'JOVENS NÃO QUEREM MAIS MAGISTÉRIO COMO OPÇÃO', DIZ SECRETÁRIO EM SP
Retirado do site G1.
11/04/2013 07h32
Governo de SP quer mudar concurso e perícia médica de professores.
Docente deve ir para a sala de aula após ser aprovado em seleção.
Letícia Macedo*
Do G1 São Paulo
Secretário quer que professor assuma após ser aprovado em concurso (Foto: Letícia Macedo/ G1)
O secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, afirmou nesta quarta-feira (10) ao G1 que a carreira de professor deixou de ser atraente para os jovens e essa é uma da justificativa para a falta de profissionais da educação em todo o país. "Os jovens não querem mais ter o magistério como uma opção. Consequentemente, você tem cada vez mais ausência de professores", disse.
Voorwald disse que pretende alterar a regra dos concursos para seleção de professores na rede estadual e que vai mudar a realização de perícias médicas de docentes.
As medidas fazem parte de um esforço para sanar o problema de falta de professores que atinge escolas da rede pública. O sindicato dos professores se diz favorável à primeira mudança, mas teme que o novo tipo de perícia prejudique os docentes.
Desde o mês de março, leitores enviaram para o mapa interativo do G1 denúncias de falta de professores relacionadas a escolas municipais, estaduais e federais na Grande São Paulo. A maior parte delas, diz respeito à rede estadual. Além da falta de docentes, os estudantes reclamaram da frequente troca de professores e problemas de indisciplina.
A pasta avalia que a falta de quadros é um problema enfrentado em todo o país. “As licenciaturas deixaram de ser atrativas por uma série de razões", disse Voorwald.
O secretário nega que haja desinteresse do governo. "Temos que criar no país a consciência da importância do professor da educação básica”, afirmou.
Atualmente, o professor aprovado em concurso público faz um curso de seis meses na Escola de Formação a distância antes de entrar em sala de aula. O projeto que reformula a lei de concursos, que deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para passar a vigorar, prevê que, uma vez aprovado, o professor já assumirá a função. No entanto, durante a fase de estágio, que dura três anos, o docente passará por uma formação.
“Durante o estágio probatório ele tem a necessidade da aprovação no curso, que será uma condição do edital para que ele seja confirmado no posto”, afirmou o secretário. Uma vez que o projeto estiver aprovado, a Secretaria da Educação estudará como tornar a atual formação mais adequada à formação dos professores. “É preciso discutir sobre que tipo de curso precisamos dar para que aquele profissional, vindo da formação universitária, saiba o que é a rede pública.”
11/04/2013
PESQUISA ACRESCENTA NOVAS PEÇAS AO 'QUEBRA-CABEÇA' DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES
Retirado do site Agência FAPESP.
Vestígios fósseis coletados nos estados do Maranhão, Paraná e Rio Grande do Sul ampliam conhecimentos a respeito das espécies que habitaram essas regiões entre 290 e 200 milhões de anos atrás (divulgação)
Especiais
10/04/2013
Por Noêmia Lopes
Agência FAPESP – O maior episódio de extinção em massa da história da Terra ocorreu na passagem do Permiano (o período situado entre 290 e 245 milhões de anos atrás) para o Triássico (entre 245 e 200 milhões de anos). A hipótese mais aceita é a de que eventos vulcânicos ocorridos na Sibéria tenham alterado a composição química da atmosfera, resultando em mudanças climáticas, alterações na circulação das correntes marinhas e, por fim, a extinção em massa.
Em busca de pistas para entender melhor esse momento-chave da história geológica, Max Cardoso Langer, professor do Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, foi a campo nos estados que guardam os principais depósitos do período Permo-Triássico brasileiro – Maranhão, Paraná e Rio Grande do Sul.
Fósseis de vertebrados, invertebrados e até mesmo vegetais desse período foram encontrados ao longo dos dois anos da pesquisa apoiada pela FAPESP entre 2010 e 2012.
Em rochas do período Permiano da Bacia do Parnaíba, no Maranhão, foi localizada uma flora até então desconhecida. “Ela guarda uma semelhança muito grande com as floras permianas da Europa, dos Estados Unidos e do Sudeste Asiático. É um detalhe técnico, mas muito interessante, pois mostra que o norte do Brasil, naquela época, tinha uma biota mais parecida com regiões ao norte do planeta do que com o restante da América do Sul”, disse Langer.
Outra descoberta feita na Bacia do Parnaíba extrapolou o período de abrangência da pesquisa: acima das rochas do Permiano, sedimentos de idade jurássica (de 200 a 145 milhões de anos) escondiam um crânio de um crocodiliforme (parente fóssil dos jacarés atuais). Em terras brasileiras, todos os tetrápodes (animais com quatro patas) do Jurássico eram conhecidos somente a partir de pegadas, tornando esse achado o primeiro com base em esqueleto, segundo Langer.
A terceira entre as coletas mais significativas do Maranhão foi a de vestígios de peixes do grupo dos semionotiformes do período Permiano, animais que tinham por volta de 25 centímetros de comprimento e tegumento áspero por conta de escamas bastante robustas. Eles eram conhecidos somente do Triássico em diante.
“Acreditava-se que tais peixes tinham surgido após a grande extinção. Com o achado, vimos que, na verdade, eles pertencem a uma linhagem que, por algum motivo, resistiu ao evento de crise e irradiou-se depois dela”, disse Langer. O material está na USP de Ribeirão Preto, em análise por uma professora parceira, Martha Richter, do Natural History Museum de Londres.
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UNESP LANÇA PROJETO PARA RESGATAR MEMÓRIA DO PERÍODO DE DITADURA
Retirado do site Agência FAPESP.
"Tenho algo a dizer" reunirá depoimentos de docentes e servidores afetados direta ou indiretamente pelo regime de 1964 a 1985 (Última Hora/Arq.Estado)
10/04/2013
Agência FAPESP – O Centro de Documentação e Memória (Cedem) e o Observatório de Educação em Direitos Humanos (OEDH) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançaram o projeto de pesquisa “Tenho algo a dizer”, que visa obter depoimentos de docentes e ex-docentes, servidores técnicos e ex-servidores técnicos afetados direta ou indiretamente pelo regime nesse período da nossa história recente.
O projeto, que será conduzido de maio de 2013 a maio de 2014, envolverá a coleta de depoimentos voluntários e documentos, para publicação, que revelem experiências relacionadas à ditadura civil-militar do período de 1964 a 1985 vividas por docentes e funcionários e ex-funcionários da Unesp e dos Institutos Isolados.
A Unesp, criada em 1976, resultou da incorporação dos Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo, então unidades universitárias situadas em diferentes pontos do interior paulista. Abrangendo diversas áreas do conhecimento, tais unidades haviam sido criadas, em sua maior parte, em fins dos anos 1950 e início dos anos 1960.
No lançamento do projeto “Tenho algo a dizer”, a Unesp publicou edital para oferecer duas bolsas para pesquisadores. Poderão se inscrever docentes doutores do quadro ativo da Unesp das áreas de História e Ciência Política.
As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de abril em www.cedem.unesp.br (“Editais” no menu à esquerda).
Mais informações: Cedem, (11) 3105-9903, franceli@cedem.unesp.br e OEDH, (14) 3103 6172 / (14) 3103 7053 e oedh@unesp.br.
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MATERIAL PEDAGÓGICO
09/04/2013
QUAL É O PAPEL DA MÍDIA NA FORMAÇÃO DE UMA BOLHA?
Retirado do site 247.
Para entender as falcatruas do Eike clique em "Eike, do começo ao fim".
Não houve revista semanal no Brasil que não tenha dedicado reportagem de capa ao empresário Eike Batista e quase todas foram laudatórias; numa delas, de Veja, ele foi saudado até como Eike Xiaoping, como se estivesse ensinando ao Brasil que "enriquecer é glorioso"; nos próximos dias, grandes bancos privados, o BNDES e o governo estarão tendo que lidar com a provável reestruturação das dívidas bilionárias do grupo EBX; quem acreditou na onda, hoje conta os prejuízos
8 DE ABRIL DE 2013 ÀS 05:10
247 - Nunca houve, na história do Brasil, um empresário como Eike Batista. Vendedor de projetos, e não de empresas com resultados concretos, ele conseguiu a façanha de se tornar o oitavo homem mais rico do mundo (hoje não figura nem mais entre os 100 primeiros) prometendo quase o equivalente a terrenos na lua. Bancos de investimento empacotaram seus projetos e Eike foi uma das figuras mais midiáticas já vistas no mundo empresarial, em todos os tempos. Onde houvesse um holofote, lá estava ele. Se Madonna viesse ao Brasil pedir apoio a uma ONG, Eike apareceria com um cheque milionário para ganhar também seus 15 segundos adicionais de fama.
Durante um bom tempo, Eike acreditou que conseguiria administrar expectativas do mercado financeiro no gogó – ou, quem sabe, pilotando sua conta no Twitter, onde, sempre, em tom otimista, vendia promessas jamais concretizadas a incautos seguidores. Ele, no entanto, não teria ido tão longe se não tivesse construído, também, uma poderosa aliança com jornalistas e meios de comunicação. Na imprensa, seus dois principais aliados nessa onda de fanfarronice foram Ancelmo Gois, do Globo, e Lauro Jardim, de Veja. Ancelmo sempre o chamava de "Eike sempre ele Batista", como se o empresário fosse uma máquina de produção de ideias geniais. Lauro, por sua vez, antecipava em seu Radar Online os movimentos do grupo EBX, que sempre impactavam, também, o mercado financeiro e as cotações de seus papeis em bolsa.
Sempre disponível a conceder entrevistas, o empresário foi capa de praticamente todas as revistas semanais, indo de Veja, onde era chamado de "Eike Xiaoping", a Carta Capital, em que condenava a pouca disposição dos empresários ao risco. E da mesma maneira que transitava na mídia, Eike também circulava com desenvoltura no meio político. Não apenas no governo federal, que lhe abriu as portas do BNDES, mas nos governos de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amapá e Maranhão, onde seus projetos tinham algum impacto.
O sonho de Eike, no entanto, chegou ao fim. Com uma dívida de mais de R$ 20 bilhões, concentrada sobretudo no BNDES, ele começará, nos próximos dias a reestruturar seus pagamentos. O aviso do "pré-calote" já foi dado na última sexta-feira, por meio de seu porta-voz extraoficial Lauro Jardim, que avisou que os bancões amargarão parte do prejuízo.
Serão perdas significativas, mas, talvez, não tão grandes quanto a de investidores que acreditaram na imagem de empresário infalível construída por Eike e diversos veículos de comunicação. As ações da OGX, sua empresa de petróleo, já caíram 88% em um ano. Papéis do porto LLX, do estaleiro OSX e da mineradora MMX também viraram pó. E se "Eike sempre ele Batista" foi capaz de vender ilusões, isso só foi possível porque contou com o empurrão de uma imprensa amiga e, muitas vezes, acrítica.
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04/04/2013
PRIMEIRA NEGRA REITORIA DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL BRASILEIRA
Retirado do site Jornal Hoje.
UNIVERSIDADES FEDERAIS
03/04/2013
Nilma Lino tomou posse em Brasília, como reitora da Unilab
PRESÍDIOS
A pedagoga Nilma Lino Gomes assumiu, ontem, a reitoria da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) com um desafio de liderar a mais nova das universidades federais. A solenidade de transmissão do cargo de reitor da instituição foi realizada ontem no Anfiteatro do Campus da Liberdade, em Redenção (a 63 quilômetros de Fortaleza).
“Eu diria que a minha participação e presença é fruto de uma luta social para a promoção da igualdade racial, social e da minha trajetória acadêmica e profissional. Estamos tendo a possibilidade de ver diversidade ética representando diversos lugares. Acho que ainda é pouco, mas precisamos caminhar”, disse a nova reitora, durante a cerimônia de posse, que ocorreu na na Sala de Atos do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF).
A mineira Nilma Lino Gomes é mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutora em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
“Tenho o desejo de que o Brasil tenha expressões da diversidade étnica e racial nos diversos setores da sociedade, não somente na academia”, afirmou a nova reitora que, entre 2004 e 2006, presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e desde 2010 integra a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participa da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros.
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ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SP PUBLICA ACERVO DO DEOPS NA INTERNET
Retirado do site Agência FAPESP.
Documentos produzidos pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo e outros órgãos de vigilância, em duas ditaduras brasileiras, são digitalizados e disponibilizados em site (Mauricio Rummens/GESP)
02/04/2013
Por Frances Jones
Agência FAPESP – O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou oficialmente na segunda-feira (01/04) uma parte importante do seu acervo digitalizado na internet, no site “Memória Política e Resistência”. O material inclui mais de 274 mil fichas e 12,8 mil prontuários produzidos pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops), pelo Departamento de Comunicação Social e pelo Dops de Santos ao longo de um período que abrangeu duas ditaduras brasileiras.
O projeto teve apoio da FAPESP, que auxiliou a compra de equipamentos para a digitalização, do Ministério da Justiça (projetos "Marcas da Memória") e da Casa Civil da Presidência da República (projeto "Memórias Reveladas").
O Deops-SP, denominado Delegacia de Ordem Política e Social em sua origem e, posteriormente, como última denominação, Departamento Estadual de Ordem Política e Social, foi criado em 30 de dezembro de 1924, por meio da Lei nº 2.034/24, que visava reorganizar a polícia do Estado.
"O órgão tinha como objetivo prevenir e reprimir delitos considerados de ordem política e social contra a segurança do Estado. Para isso, desenvolveu um grande aparato para monitoramento das atividades de pessoas e grupos considerados potencialmente perigosos à ordem vigente. Um dos principais instrumentos utilizados por essa vigilância foi a documentação: o acervo Deops-SP foi constituído, ao longo dos anos, pela documentação produzida por esse órgão e também de documentos apreendidos pelos órgãos de repressão. Sendo assim, podemos entendê-la como um espelho da forma de funcionamento das estruturas repressivas no Estado de São Paulo", destacam os organizadores do site.
O acervo do Deops é composto por quatro conjuntos principais: Ordem Social, Ordem Política, Dossiês e Prontuários. Também conta com publicações como os Livros de Portaria do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo e Livros de Inquéritos.
24/03/2013
PASTOR DEVE DEIXAR COMISSÃO ATÉ TERÇA
Circulando pela internet.
Esse tipo de fiscalização deveria acontecer também em vários outros cargos políticos.
“Criou-se um clima de radicalização que esta Casa não pode aceitar. Esta Casa tem que primar pelo equilíbrio, pela serenidade, objetividade e pelo trabalho parlamentar e, do jeito que está, se tornou insustentável. Eu asseguro que [isso] será resolvido até terça-feira da semana que vem”, disse Henrique Alves.
Mais informações: http://goo.gl/xMjqw — com Paulo Roberto.
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20/03/2013
DETENTOS DO PIAUÍ TERÃO REDUÇÃO DE PENA POR CADA LIVRO LIDO
Retirado do site G1.
19/03/2013 21h35
De acordo com o projeto, a cada livro serão 4 dias a menos de detenção.
Nesse primeiro momento o cadastro irá à Casa de Custódia de Teresina.
Do G1 PI
Detentos do sistema prisional do Piauí terão oportunidade de regressão de pena. A Secretaria Estadual da Justiça (Sejus) lançou nesta terça-feira (19), na Casa de Custódia, o projeto Pipa Literária. Cada livro lido representará a diminuição de quatro dias na pena. O projeto será realizado em parceria com a Corregedoria Geral de Justiça do Piauí.
Segundo Henrique Rebelo, secretário Estadual da Justiça, para comprovar a leitura, os presos terão que escrever resenha do título lido. “O projeto é de extrema importância, pois impulsionará aos internos a pratica da leitura. Acreditamos que essa ação terá êxito no sistema prisional piauiense”, disse.
Para o corregedor Francisco Paes Landim, os internos podem se tornarem menos agressivos e depressivos. A princípio, a iniciativa será adotada apenas na Casa de Custódia. “Projetos que trabalham a ocupação dos internos são sempre muito bem vindos, pois ao promovermos a ocupação desses indivíduos despertamos a sua inteligência e habilidades, evitando assim que fiquem ociosos”, relatou Landim.
Serão disponibilizados clássicos da literatura internacional, mas com destaque à piauiense, obras científicas e filosóficas. “A origem do nome do projeto se deu em alusão à forma de comunicação comumente usada pelos internos do sistema carcerário através de ‘pipas’ arremessadas entre os pavilhões”, explicou a coordenadora de Ensino da Secretaria da Justiça, Zuleide Frazão.
Cadastro Biométrico
Na ocasião foi apresentado o cadastro biométrico de Presos. Nesse primeiro momento o cadastro irá à Casa de Custódia de Teresina. Cerca de 200 presos da unidade penal já tiveram suas informações incluídas no cadastro.
O cadastro consiste na digitalização das informações do preso, que vão desde informações pessoais, social, de ocorrência e jurídica desses indivíduos.
18/03/2013
O PERFIL DE UMA POPULAÇÃO QUE TEM NAS RUAS O SEU ENDERÇO
Retirado do site do jornal O Globo.
Maioria é homem, do Rio, tem de 25 a 59 anos e usa drogas
PAULA AUTRAN - WALESKA BORGES
Publicado: 16/03/13 - 7h00
O mestre de obras Josias Cruz: ‘Este é o meu novo endereço’ Pablo Jacob / O Globo
RIO — Quem passa pela esquina das ruas Riachuelo e Silvio Romero, no Centro, não distingue Romeo Humberto de Medeiros, de 51 anos, entre outros moradores de rua. Com cerca de 1,70m, olhos esverdeados, ele, que já morou na Barra, fala inglês e arranha francês, espanhol e italiano. Chamado de “professor” pelos colegas de rua, quando abordado Romeo cita o poeta e escritor alemão Charles Bukowski e o renascentista italiano Nicolau Maquiavel, autor de “O príncipe”. Conta que trabalhou por anos em cursos de inglês conhecidos da cidade, antes de ir viver nas ruas, em 2003, por causa de problemas familiares e álcool.
A população que cresce a olhos vistos nas ruas da cidade — são 6.300 pessoas, segundo estimativas da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social: um aumento de 31,25% em dois anos — tem rostos que não se fazem notar nos corpos maltrapilhos e sujos estirados sobre pedaços de jornal e papelão pelas calçadas. O que a pressa dos pedestres não deixa enxergar, uma pesquisa feita pela secretaria revela: das 22.321 abordagens feitas de janeiro a dezembro do ano passado, a imensa maioria delas são homens, entre 25 e 59 anos, sem ocupação, sem documentos e usuários de algum tipo de droga.
— São histórias que se repetem, mas cada pessoa tem um drama. Afinal, ninguém vai morar na rua do dia para a noite. O que faz uma pessoa trocar uma cama por pedaços de papelão? Organizamos os dados e, agora, entramos na particularidade dos casos. As pessoas não são iguais para serem tratadas de forma genérica. Se ela foi para a rua por falta de emprego, precisa ter acesso a programas de requalificação, fazer cursos. Se foi por drogas, a solução está em tratamento específico e desintoxicação — explica o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, que em abril pretende ter pronto um plano de políticas públicas para atender essas pessoas.
Do total das pessoas abordadas (como vão e voltam para as ruas, elas são abordadas mais de uma vez), a grande maioria é do Rio mesmo. Mas quase um terço do total vem de outros municípios, incluindo quem morava em outros estados. E há até quem tenha vindo de outros países. Entre os principais motivos apontados como causa da troca da casa pela rua, os moradores citam conflitos familiares e uso de drogas.
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GOVERNO FEDERAL SUSPENDE DISTRIBUIÇÃO DE KIT EDUCATIVO SOBRE AIDS
Retirado do site Último Segundo.
Material que seria usado em escolas aborda temas como gravidez na adolescência, uso de camisinha e homossexualidade
Agência Estado | 16/03/2013 11:37:32
Um material educativo para prevenção de Aids dirigido a adolescentes teve sua distribuição suspensa por determinação do governo federal. O kit, formado por seis revistas de histórias em quadrinhos, aborda temas como gravidez na adolescência, uso de camisinha e homossexualidade. A suspensão ocorre quase dois anos depois da polêmica interrupção da distribuição do kit anti-homofobia , por pressão de grupos religiosos. As revistas em quadrinhos foram produzidas em 2010, numa parceria entre os Ministérios da Saúde, da Educação e organismos internacionais. O material seria usado como apoio do programa Saúde e Prevenção nas Escolas. Em seu primeiro fascículo, procura abordar o preconceito enfrentado por jovens gays.
Leia mais: Homossexualidade é assunto que não existe dentro das salas de aula
Embora tenha sido lançado com entusiasmo pelo então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sua distribuição foi abortada pela proximidade com as eleições presidenciais. A ordem era evitar qualquer tipo de conflito ou descontentamento com grupos religiosos. Neste ano, o material foi resgatado. Cerca de 15 mil exemplares foram distribuídos para os serviços de DST/Aids de 12 Estados.
A operação foi interrompida no fim de fevereiro, por determinação do Planalto, segundo informações obtidas pela reportagem. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no entanto, chama a responsabilidade para ele. "Eu vetei o material", disse. Segundo ele, a distribuição foi feita sem a sua autorização e sem o seu conhecimento. Nesta sexta-feira, ele enviou um ofício para as secretarias, desautorizando a circulação das revistinhas. O ministro afirma que a distribuição foi feita a partir do Departamento de DST-Aids. Ele admitiu não saber se o material teve uma nova impressão ou se os kits agora enviados teriam sido produzidos em 2010.
Padilha afirmou que a suspensão da distribuição ocorreu apenas esta semana, depois de sua assessoria ter sido procurada pela reportagem do Estado. O Planalto foi procurado, mas não se manifestou.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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17/03/2013
BBB DA GLOBO - REALIDADE - OPINIÃO CENSURADA
Retirado do blog Sedentário Hiperativo.
Caraca o "repórter" ficou chateadinho.....
Caraca o "repórter" ficou chateadinho.....
O repórter BBB, Vinicius Valverde, fez mais uma daquelas suas típicas abordagens para pedir opiniões sobre o BBB e seus participantes. Porém desta vez a resposta, quase em tom de desabafo, não foi bem o que ele queria ouvir, achando melhor encerrar a entrevista.
Essa opinião certamente você não verá na Rede Globo de Televisão.
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