ABAIXO-ASSINADO UMA MATRÍCULA UMA ESCOLA
A lei 2200 garante que os professores da rede estadual não podem mais ficar em mais de uma escola, entretanto o governador Cabral quer impedir que ela seja oficializada.
Clique aqui para saber mais e participar da mobilização.
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01/08/2012

TEXTO DE PROFESSOR DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO - "O SUJEITO DA HISTÓRIA"


Retirado do blog Diário do Professor.
Assino embaixo também. Gostei muito do resumão dos últimos quatro anos da prefeitura do Dudu Paes.

por Declev Dib-Ferreira
em 30/07/2012


Texto de professor do Município do Rio de Janeiro – “O Sujeito da História”



Eu venho insistentemente denunciando os descalabros promovidos pelos gestores da educação pública brasileira, em especial daquelas redes municipais em que trabalho: Niterói e Rio de Janeiro.
Por diversas vezes, escrevo as arbitrariedades, loucuras e “malabarismos” realizados com a verba da educação, que é gasta com tudo, menos educação.
Artigos meus neste sentido podem ser encontrados, por exemplo, na categoria “luta dos profissionais da educação” ou “licitações e parcerias”.
Mas, sim há muito e muito mais.
Eu não poderia ter feito uma apanhado melhor do que o colega que escreveu o texto abaixo. Os negritos são meus, para facilitar a visualização das arbitrariedades.
Eu sugiro a leitura atenta e total do artigo, para que vocês possam entender em que está se transformando a educação no município do Rio de Janeiro.
Isso, ao menos enquanto este governo franco-atirador que tem por alvo os professores perdure.
Quem for eleitor do Rio – e também em qualquer município – deve pensar bem, muito bem em quem votar.
Sim, temos opções, temos 50 “opção”!
Leiam o artigo e concordem comigo.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira
Assino embaixo
“O SUJEITO DA HISTÓRIA”
Chegamos a nova eleição municipal. Mobilizam-se partidos e comitês. Candidatos iniciam suas campanhas. Lideranças buscam coligações e apoios. A atividade político/partidária ganha mais atividade e cores. Natural e salutar.
E qual será o papel do professor da rede pública municipal carioca dentro deste processo? Teremos uma voz ativa ou estaremos a reboque dos fatos. Será que o nosso processo eleitoral será decidido pela força econômica dos poderosos e por feriados nebulosos às vésperas do pleito, ou terá uma verdadeira discussão sobre nossas necessidades e carências? A quem cabe a resposta? A nós, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO!
Não mais poderemos nos omitir sob o pretexto de que pouco ou nada podemos fazer. Não é verdade! Somos o SUJEITO DA HISTÓRIA! Podemos e devemos transformar a realidade adversa e ajudar a construir uma sociedade mais justa e igualitária. Nossa força está em nosso discurso, em nossas palavras. Nossa autoridade está em nossas idéias. É preciso discernimento para reconhecer a necessidade de mudanças, e coragem para realizá-las.
Desde o primeiro dia de sua gestão EDUARDO PAES virou as costas para o servidor da educação, se negou a qualquer discussão, e iniciou seu projeto de entrega da educação carioca a grandes corporações privadas. Para isto importou de São Paulo uma antiga colaboradora de Fernando Henrique Cardoso em seu projeto de privatização do patrimônio brasileiro, a Sra. Cláudia Costin. Sua nomeação foi uma clara ação que desprestigia o servidor público municipal e seu magistério. Também era uma indicação clara das intenções políticas do prefeito EDUARADO PAES.
Acredito que esta senhora nunca tenha dado uma única aula de ensino fundamental em toda a sua vida e nunca tenha pisado antes em uma escola pública carioca até a data de sua nomeação. Duvido muito mesmo que soubesse o nome de uma única unidade sequer. Dedicou-se durante toda a sua gestão a dividir professores e servidores, criando prêmios e gratificações que somente semeiam a discórdia e o desentendimento. Criou escolas que recebem tratamento material e logístico diferenciado, além de premiações superiores. Deu ênfase a um projeto em gratificações que premia índices de aproveitamento, que normalmente não refletem a realidade, e restringe, através da perda destes mesmos prêmios, o direito a licenças e afastamentos legais dos servidores. Afasta os comentários daqueles que possuem a coragem de falar a verdade e estimula a bajulação e o carreirismo. Sua administração é marcada por um sem número de erros administrativos, próprios de quem pouco conhece a rotina de uma escola de ensino fundamental, e atitudes arbitrárias e atabalhoadas, que levam as U.E.’s a uma completa desordem.
Sem muita discrição, o governo EDUARDO PAES passa para a imprensa que uma possível baixa qualidade da educação de “alguns alunos” deve-se principalmente ao “despreparo e falta de empenho” de “alguns professores acomodados e que se importam pouco com os alunos”. Este tipo de mensagem subliminar acaba por se confundir com a realidade e desviando a atenção das verdadeiras razões da falência de nossa educação. Enquanto isto a educação fluminense é considerada a segunda pior do país a partir de exames nacionais.

25/05/2012

ESTUDO MEDE CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA AO DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL

Retirado do blog Diário do Professor.



Estudo mede contribuição da Escola ao desenvolvimento intelectual – mais uma falácia para falar mal da escola pública
por Declev Dib-Ferreira
em 15/05/2012

Estudo mede contribuição da Escola ao desenvolvimento intelectual.
Esta é mais uma falácia para falar mal da escola pública, mais um reducionismo do amplo espectro da educação.
Vejam o texto completo do artigo sobre o estudo da contribuição da escola ao desenvolvimento intelectual.


Ora, ninguém pode negar que a escola pode ser mais ou menos motivadora, mais ou menos desenvolvedora de habilidades e de capacidades intelectuais.


Mas reduzir-se esta questão a este estudo, falho, é mais uma vez nivelar os absolutamente diferentes pela mesma ótica.


As conclusões a que se chegaram são totalmente direcionadas ao que eles queriam chegar, pois pode-se muito bem chegar a outras.
Ou seja: vê-se o sol passear por todo o céu da Terra, de horizonte a horizonte, portanto… o Sol gira em torno da Terra!


É uma conclusão a que podemos chegar, mas sabe-se que não é bem assim.
Vamos analisar.
Primeiro, pinçaremos alguns itens do artigo e da pesquisa (com negritos meus):


1 – O estudo foi feito com dois grupos de alunos do 7º ano do ensino fundamental de escolas públicas de São Paulo. Todos se inscreveram para participar do Projeto Alicerce (programa da ONG Ismart que concede bolsas em colégios particulares de elite que preparam o aluno para cursar o ensino médio nessas instituições), porém metade foi aprovada e metade não.
2 – A nota dos dois grupos era muito parecida no Saresp, mas, dois anos depois, quando os estudantes concluíram o 9º ano do ensino fundamental, a comparação do desempenho dos dois grupos apontou diferenças – os que participaram do projeto tiveram um acréscimo de pontos maior na prova do Saresp.


3 – “Em dois anos, estudantes que participaram de aulas no contraturno em colégios particulares avançaram mais de 100 pontos na média do Saresp”;


4 – Segundo o pesquisador – um economista da USP, “Os resultados mostram que a escola faz a diferença”. Segundo o artigo, “concluiu-se que o ambiente escolar contribui, e muito, para alavancar alunos do nível básico ao avançado”;


5 – E, segundo a a diretora da ONG, “Temos dificuldade em preencher as 20 vagas disponíveis por escola participante. É difícil encontrar alunos dentro do perfil. Tem que ter motivação, família dando suporte, maturidade e bom desempenho. O programa exige muito deles”
Vocês percebem a maldade?
Percebem as mensagens subliminares?
Percebem a manipulação das informações?


E tudo isso com uma capa de “científico”, de “universitário”, ou seja, como se fosse a verdade absoluta provada e comprovada por um estudo “científico”.


Vamos às minhas considerações:

14/03/2012

UM TERÇO DOS ALUNOS QUE DEVIAM ESTAR NO ENSINO MÉDIO ESTÃO NO FUNDAMENTAL

Retirado do site Todos pela Educação.
E o governo do Estado do RJ fechando turmas do EJA....

08 de março de 2012
Aumentar frequência escolar entre os 15 e 17 anos é desafio para os gestores


Da Redação do Todos Pela Educação
Cerca de um terço (31,9%) dos alunos que deviam estar no Ensino Médio não conseguiram concluir a etapa anterior, o Ensino Fundamental. Os dados fazem parte da edição de 2009 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram elaborados pela área de Estudos e Pesquisas do Todos Pela Educação.
De acordo com os dados, 50,9% dos jovens de 15 a 17 anos estão no Ensino Médio, etapa apropriada para a faixa etária em questão. Uma parcela (0,7%) concluiu a Educação Básica e está em cursos pré-vestibulares ou no Ensino Superior. Entretanto, 0,2% dos estudantes ainda cursam a etapa de alfabetização, e 1,2% a Educação de Jovens e Adultos no nível Fundamental. Além disso, 14,8% dos jovens estão fora da escola. Os dados podem ser observados na tabela abaixo:
 

Distribuição das Etapas de Ensino dos alunos de 15 a 17 anos
Etapa de Ensino
Número de alunos de 15 a 17 anos
%
Ensino Fundamental
3.315.658
31,9%
Ensino Médio
5.295.192
50,9%
Alfabetização de Jovens e Adultos
21.883
0,2%
EJA Fundamental
124.216
1,2%
EJA Médio
23.137
0,2%
Ensino Superior
62.361
0,5%
Pré-vestibular
17.127
0,2%
Não estudantes
1.539.811
14,8%
Fonte: Pnad 2009 - IBGE. Elaborado pelo Todos Pela Educação

No Brasil, as taxas de estudantes de 15 a 17 anos no Ensino Médio, também chamadas de taxas líquidas de matrícula nesta etapa da Educação Básica, variam bastante conforme a região. Pelos dados, no Norte e no Nordeste do País, apenas quatro em cada dez jovens desta faixa etária está no Ensino Médio.